23 abril 2015

Ponto da situação

Fumos altamente tóxicos 
fazem as «cerejas» perder a voz
(ver Adenda no final)

Agora que eu já tive alta e por respeito pelas centenas de amigos e camaradas que designadamente via Facebook manifestaram  preocupação e expressaram solidariedade com a situação vivida por mim e pela minha mulher  (e a quem agradeço do coração), parece-me ser apropriado e justo dizer mais alguma coisa..
Quanto à origem dos nossos problemas de saúde, mesmo que muitos já o saibam, o acidente grave que sofremos teve origem no incêndio de uma televisão, num curto circuito que nos deixou às escuras  e sobretudo na velocíssima circulação por toda a casa de fumos altamente tóxicos resultantes da combustão dos materiais plásticos da televisão.

Se eu já estou de alta e em condições de saúde muito razoáveis, o mesmo infelizmente não se pode dizer da Noélia que, passados 12 dias, continua em situação de coma induzido, única forma de a poupar ao indescritível e insuportável sofrimento que as queimaduras interiores lhe provocariam. Está estável e a sua situação não tem sofrido nem melhorias nem agravamentos, sendo, segundo nos dizem, avisado prever uma recuperação demorada. [VER ADENDA]
Nesta ocasião não é tarde nem cedo para expressar o meu enorme agradecimento aos médicos e médicas, aos enfermeiros e enfermeiras, e aos auxiliares do Hospital de S. José e de Santa Maria pelo  profissionalismo, dedicação e humanismo que colocaram ao serviço da minha rápida recuperação e que agora zelam diariamente para alcançar a recuperação da Noélia.

Finalmente,e esperando que os habituais leitores de «o tempo das cerejas» o compreendam, venho informar da minha decisão de manter este blogue em paragem forçada até que haja notícias mais animadoras e seguras sobre a evolução do estado de saúde da minha mulher. Outra poderia ser a decisão e talvez fosse igualmente legítima mas a verdade é que tudo o que aqui costumava escrever não encaixa agora nas minhas preocupações, disponibilidade intelectual e estado de espírito.
Porque não estou derrotado na esperança, despeço-me dizendo «até a volta !»

Adenda em 23/2: hoje pela primeira vez o estado da Noélia apresentou sinais muito positivos de melhoria: embora esteja sedada deixou de estar propriamente em coma induzido, passou a assumir ela própria uma parte do esforço da sua respiração, tens os olhos abertos, move a cabeça e o seu rosto tem expressões mais diversificadas e normais.

17 abril 2015

Paragem forçada

Caros amigos,

Como já devem ter reparado e por motivo de força maior, este blogue encontra-se suspenso temporariamente.
Espero que logo que seja possível, retomar o seu ritmo normal de publicação.
Até breve e um abraço a todos.

Vitor Dias

11 abril 2015

Raúl Castro na Cimeira do Panamá

Maleabilidade e corajosa
verticalidade num grande discurso


na íntegra aqui (COM VÍDEO)

"seguimos la divisa de
compartir lo que tenemos"
(...)El pasado año, establecimos cooperación hemisférica en el enfrentamiento y prevención del ébola y los países de las dos Américas trabajamos mancomunadamente, lo que debe servirnos de acicate para empeños mayores.
Cuba, país pequeño y desprovisto de recursos naturales, que se ha desenvuelto en un contexto sumamente hostil, ha podido alcanzar la plena participación de sus ciudadanos en la vida política y social de la Nación; una cobertura de educación y salud universales, de forma gratuita; un sistema de seguridad social que garantiza que ningún cubano quede desamparado; significativos progresos hacia la igualdad de oportunidades  y en el enfrentamiento a toda forma de discriminación; el pleno ejercicio de los derechos de la niñez y de la mujer; el acceso al deporte y la cultura; el derecho a la vida y a la seguridad ciudadana.
Pese a carencias y dificultades, seguimos la divisa de compartir lo que tenemos. En la actualidad 65 mil cooperantes cubanos laboran en 89 países, sobre todo en las esferas de la medicina y la educación. Se han graduado en nuestra isla 68 mil profesionales y técnicos, de ellos, 30 mil de la salud, de 157 países.(...)

Governo instalou-se na Lua

Mas em que país
é que esta gente vive ?...



 
... para supor que haverá muitos funcionários públicos que possam viver apenas com 60% do seu salário ?

Porque hoje é sábado (528)

Garland Jeffreys


A sugestão musical deste sábado
 vai para o cantor portoriquenho e 
norte-americano 
Garland Jeffreys.




09 abril 2015

Exposição no Walker Art Center de Minneapolis



ver slideshow aqui

Filhos e enteados

A reposição quando nasce
deve ser para todos, ou não ?




Não ocupa lugar

Para saber mais sobre o
Tratado Transatlântico (TTIP)


ler aqui

Um livro estrangeiro por semana ( )


La Guerra Civil
como moda literaria



 Ed. Clave Intelectual, 464 p., 21,90 E.
Apresentação da editora:«En las últimas décadas hemos asistido a una proliferación tan considerable de novelas sobre la Guerra Civil española quem sin duda, podemos claificar este fenómeno como una suerte de moda literaria. David Becerra se pregunta: ¿a qué se debe esta eclosión de títulos que parecen cuestionar el pacto de silencio y olvido de la Transición? Pero, ¿verdaderamente lo cuestionan?, ¿son novelas que reivindican la memoria histórica o, al contrario, solamente utilizan la Guerra Civil como telón de fondo? ¿Cómo nos están contando la Guerra Civil las novelas que se escriben en la actualidad? La respuesta es este libro. «Lo valioso de este libro es que David Becerra no se ha quedado en la exclamación sarcástica, ni en el chascarrillo de mesa redonda, ni siquiera en el artículo académico. Tras años lamentándonos de “la guerra civil como moda literaria”, por fin tenemos un estudio riguroso que desarrolla esa idea común, y la fundamenta. Intuíamos que la Guerra Civil se había convertido en efecto en una moda, en un lugar común de editores y novelistas, en un subgénero inofensivo; y ahora llega Becerra para demostrarlo, a partir de una lectura crítica de las obras más representativas. […] La Guerra Civil como moda literaria propone un estudio riguroso de novelas que se limitan a usar la Guerra Civil como telón de fondo, escenario...».

As teses principais expostas
pelo autor podem ser visitadas
nesta sua entrevista
.

Ontem no canal M6 (França)

Uma história real -
A Criança de Buchenwald



"L’Enfant de Buchenwald", Ce soirr [ontem] sur M6 à 20 h 50. Adapté du roman de Bruno Apitz «Nu parmi les loups», le téléfilm proposé par M6 
raconte une histoire vraie de résistance à l’intérieur du camp de concentration de Buchenwald.
«C’est un enfant, sans défense, au milieu d’une sauvagerie délirante. Un petit bout d’homme, de tout juste trois ans, terrorisé, qui débarque, caché dans une valise, dans l’antichambre de la mort, Buchenwald, à quelques semaines de la libération du camp. Il est le précieux fardeau d’un juif polonais, Jankowski, qui s’est juré de sauver le gamin, après que sa famille a disparu entre le ghetto de Varsovie et Auschwitz. Sa chance : il arrive dans un camp de concentration où la résistance est structurée et a organisé sa propre libération, imminente. C’est un jeune communiste, Hans Pippig (Florian Stetter), qui trouve le gamin et décide de le protéger. Le chef de la résistance du camp, André Höfel (Sylvester Groth), est plus mesuré : la libération du camp, c’est 50 000 vies. La tête de la résistance doit-elle se mettre un danger pour un seul individu, fût-il un enfant ? L’enfant est caché, au final, mais une dénonciation anonyme met en péril les chefs de la résistance, qui vont être soumis à d’atroces tortures...

Le film l’Enfant de Buchenwald est tiré du roman de l’écrivain est-allemand Bruno Apitz, Nu parmi les loups. Paru en 1958, le livre a été un succès de librairie dans le monde entier. Bruno Apitz, lui-même communiste, a passé huit ans à Buchenwald. Même s’il n’a pas participé au sauvetage de cet enfant, il est parti d’une réalité simple : en 1945, lorsque les Américains sont arrivés à Buchenwald, ils ont trouvé dans le camp 904 enfants. Dont le plus jeune, celui dont est tirée cette histoire, Jerzy Zweig.

L’adaptation du roman est plutôt réussie. Philipp Kadelbach, le réalisateur, est à la fois habitué du film de guerre et de l’écriture télévisuelle : il est le réalisateur de la série Generation War, qui a obtenu un joli succès critique. Émaillé d’images d’archives, le téléfilm met en avant ces hommes, pour qui l’enfant devient un symbole de la vie et un enjeu aussi collectif que personnel face à la barbarie. C’est là tout l’intérêt du roman d’Apitz comme de ce téléfilm : montrer que des hommes, même sous la plus atroce des dictatures, peuvent encore trouver le courage de dire non.» (Em L'Humanité)

08 abril 2015

Câmaras sensíveis e humanistas

O fotógrafo Horace Warner
e crianças inglesas em 1912




O peso do acaso na História

Os malditos 13
minutos de atraso






 

"Media" e Frente Nacional

Acho que o problema é mais
complexo mas isto também conta



«Laurent Ruquier a-t-il raison de faire ce mea culpa? A-t-il raison de pointer sa responsabilité, et plus largement celle de tous les médias chez qui Eric Zemmour [*] a table ouverte, dans la propagation, la banalisation et le succès de ses thèses? Plus largement encore, les médias de masse ont-ils une part de responsabilité dans le succès croissant du FN, dont les thèses sont les mêmes que celles d’Eric Zemmour sur l’économie comme sur les valeurs?
La réponse est oui. En fait, lorsqu’il explique le succès d’Eric Zemmour par sa colossale exposition médiatique, Laurent Ruquier remet au goût du jour une découverte de la psychologie sociale américaine des années 1960: l’effet de simple exposition.
A l’époque, le psychologue Robert Zajonc a conduit des expériences qui lui ont permis d’établir ceci: l’être humain tend à développer un sentiment positif envers une chose à force d’y être exposé répétitivement. Le scientifique a poussé les expériences jusqu’à constater que cela fonctionnait sur des mots ne voulant rigoureusement rien dire. Résultat édifiant: malgré l’absence totale de sens, les groupes testés développaient un sentiment de plus en plus positif envers ce mot.
La conséquence logique de l’effet de simple exposition est la suivante: effectivement, parce qu’ils l’ont massivement surexposé pendant plusieurs années, les médias ont une part de responsabilité directe dans la propagation, la banalisation et le succès des thèses d’Eric Zemmour. Plus largement, cet effet de simple exposition vaut pour l’extrême droite en général. À force de matraquage médiatique de reportages, d’articles et d’interviews en feu roulant, avec pour angle répétitif «la-montée-du-FN-la-dédiabolisation-du-FN-la-transformation-du-FN», les médias ont une part de responsabilité dans les succès électoraux croissants de ce parti.
L’on pourrait objecter que les médias ont un devoir d’information, de pluralisme. Que par conséquent, il était de leur devoir de donner une place aussi bien aux thèses d’Eric Zemmour qu’à des reportages, articles et interviews sur le FN. C’est vrai, mais ce n’est pas le problème.
Le problème, c’est la disproportion. Dans le cas d’Eric Zemmour, il est flagrant que les tenants de thèses opposées aux siennes sur les sujets qu’il aborde sont actuellement sous-représentés dans les médias. Et dans le cas du FN, les élections départementales sont un cas d’école d’omniprésence d’un thème et d’un seul, sensationnaliste, au détriment colossalement disproportionné de tous les autres angles et sujets possibles.
Le mot «médias» vient du latin «medium», au sens du mot «intermédiaire». C’est précisément ce que sont les médias et donc les journalistes qui y travaillent. Ni des passeurs de plats, ni des agents de spectacle: des intermédiaires vigilants entre la pluralité des faits et des opinions d’un côté, et le public de l’autre.»

07 abril 2015

A decisão do TC e...

... a pergunta que se impõe


As notícias de há pouco o que dizem é que o Tribunal Constitucional indeferiu os recursos, como o da CDU, que reclamavam uma nova assembleia de apuramento dos votos na Madeira, pelo que, não sendo adiantados quaisquer elementos de justificação, forçoso é concluir que o TC terá entendido que a assembleia de apuramento realizada na Madeira decorreu de forma normal, límpida e irrepreensível. E, para já, eu só pergunto : é digno de um Estado de direito democrático (é assim que, não por acaso, fala a Constituição) e de um elementar respeito pelos cidadãos que as dúvidas, perguntas e estranhos factos oportunamente noticiados e invocados (ver, por exemplo aqui) fiquem amortalhados nesta simples comunicação de um indeferimento ?

Uma grande luta que continua

Se ouvir falar do (insuficiente)
aumento do salário mínimo
no McDonald's saiba
o que está por detrás

 ler aqui

 a má notícia :

Presidenciais de 2006

Vejam lá se
não criam confusões




No contexto de mais uma notícia sobre a mini-batalha que membros ou próximos do PS estão travando entre si em torno do nome de Sampaio da Nóvoa, aparece hoje no DN uma declaração de Manuel Alegre, podendo ler-se a certo passo:

Ora acontece que esta mistura do lamento de Alegre com o que escreve o jornalista do DN (e sobretudo este) podem fazer crer que realmente faltaram a Manuel Alegre 30 mil votos para passar à segunda volta. Há aqui grossa confusão: faltaram sim 30 mil votos a qualquer dos outros candidatos ou ao seu conjunto e não especificamente a Manuel Alegre. E, para haver a segunda volta, era preciso que esses 30 mil votos portanto não tivessem ido para Cavaco Silva. Aliás, escusa-se de insinuar que foi a multiplicidade de candidatos à esquerda de Cavaco Silva que garantiu a vitória deste logo na 1ª volta. Ou seja, e trocando ainda mais por miúdios, se Manuel Alegre tivesse tido mais 30 mil votos vindos do eleitorado de Soares, Jerónimo, Louçã e Garcia, a situação teria sido precisamente a mesma, eleição de Cavaco à 1ª volta. Naquele contexto, é bem provável até que Cavaco Silva, sem essa mobilizilação de diversos eleitorados de esquerda, tivesse logo ganho por uma diferença maior.



Inesquecível

O centenário de Billie Holiday


ler aqui sobre Billie Holiday





06 abril 2015

Outra vez o «Novo Impulso»

E eles a dar-lhe


Numa peça biográfica no Público sobre Fernando Medina, o novo Presidente da Câmara de Lisboa, o jornalista Paulo Pena escreve a dado passo que «Edgar Correia, na Comissão Política, e Helena Medina, que dirige o sector intelectual do partido, são dois dos mais destacados dirigentes da nova linha que vence o debate interno com a estratégia «Novo Impulso», em 1998.» e.um pouco mais à frente logo acrescenta que «mas em 2001 a desilusão venceria. O «Novo Impulso» foi derrotado e os pais do Fernando passam a ser dissidentes do partido em que militavam há mais de 30 anos».

A este respeito, e numa escolha ditada pela sobriedade e contenção, só quero lembrar, que a propósito de outras desfigurações desse documento, já em Fevereiro  de 2013 eu escrevia aqui :
(...)
terceira diz respeito ao sempre tão deturpado «Novo Impulso»(documento de 1998 que está disponível aqui) e destina-se a lembrar aos sempre muito esquecidos que esse documento tinha um longo Cap. III  (onde se aborda a atitude face ao PS) que vale a pena revisitar e que, justa e rigorosamente, deve ser considerado o enquadramento e a orientação política global em que se inseriam as linhas de acção constantes na parte anterior do documento. Parece portanto que deve ter havido quem tenha aprovado e até exaltado  esse documento mas só por metade ou por dois terços. Por fim, é chegada a hora de referir que, sem prejuízo de contributos resultantes do debate colectivo, a verdade é quenão foram os então dirigentes do PCP que mais tarde se reclamariam da qualidade de «renovadores» que escreveram o projecto desse documento. 


P.S. : os eventualmente interessados em reconstituir parte das polémicas desse tempo já muito passado, permito-me recomendar o meu artigo de Maio de 2002 «A má fé no posto de comando» publicado aqui.

Documentário sobre a Igreja da Cientologia ou...

Um meu ódio de estimação





documentário aqui

a ler aqui no Público

03 abril 2015

Contra o silêncio e a amnésia

Sobre os mortos que nunca
terão o nome num Memorial

porque os EUA só contam os seus


«A group of international physicians’ organizations has published a study concluding US-led wars in Iraq, Afghanistan and Pakistan have killed more than 1.3 million people.
The Nobel Prize-winning International Physicians for the Prevention of Nuclear War, along with Physicians for Social Responsibility and Physicians for Global Survival have released a report titled “Body Count: Casualty Figures after 10 Years of the ‘War on Terror.'” The study examined direct and indirect deaths caused by more than a decade of US-led war in three countries, Iraq, Afghanistan and Pakistan, but did not include deaths in other countries attacked by American and allied military forces, including Yemen, Somalia, Libya and Syria.»
ler o resto aqui 

02 abril 2015

Nos 39 anos da Constituição

Alvo errado, tiro ao lado

No Público de hoje (sem link) o «jornalista, mestre em Direito Constitucional pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa», Francisco Alves Rito, assinala os 39 anos da Constituição da República (não por acaso celeremente promulgada pelo Presidente Costa Gomes em 2 de Abril de 1976) com uma reflexão sobre a actualidade ou desactualização da Lei Fundamental do país.
 
Quer por várias passagens do artigo quer pelo seu último parágrafo ( «A Constituição carece efectivamente de acompanhar a passagem dos anos, mas temos mais dúvidas do que certezas, pelo que aqui fica exposto, que essa ultrapassagem deva ser feita pela direita») depreende-se que não será propriamente à direita que o autor se coloca.
 
Isso não me impede porém de assinalar um enorme e grave equívoco ou entorse que se encontra longamente exposto em diversas passagens do artigo. Com efeito, diz o autor e repare-se bem (atenção aos meus sublinhados):
 
«A verdade é que, na vastidão dos seus 32 mil vocábulos, a CRP não encontrou respostas para a generalidade dos problemas supervenientes, suscitados por uma nova realidade político-económica ultraliberalizada pela financeirização extrema da economia. Não assegurou o primado da política sobre a economia (artº 80º, alínea a), principio basilar que deveria ter força jurídica das normas perceptivas, de aplicabilidade directa e eficácia imediata, e, com esta fraqueza, meteu o lobo de Wall Street dentro do galinheiro dos direitos fundamentais, tanto dos sociais como dos de liberdade. Ao demitir-se de ter mão na economia, que a mão invisível de Adam Smith afinal também não controla, o direito constitucional - o nosso, assim como o dito "mundo ocidental" em geral - perdeu a guerra às externalidades, designadamente o combate ao desemprego e a batalha pela afirmação plena e universal da digmidade da pessoa humana.»
 
Como os leitores terão reparado (e se não repararam, reparem agora), o sujeito de todas estas orações é a Constituição ou o nosso direito constitucional e é a eles que se atribuem todas as graves responsabilidades e culpas descritas na citação acima.
 
Ora, a isto só posso responder que se trata da escolha injusta de um alvo errado e de um tiro infelizmente disparado ao lado. Pela simples razão de que a «a falta de respostas», o «não ter assegurado» isto e aquilo e o «demitir-se de ter mão na economia» não podem ser assacados à Constituição mas sim aos sucessivos governos e políticas que a desrespeitaram, violaram e incumpriram (ponto completamente ausente no artigo de Francisco Alves Rito !).
 
A frequência com que espingardeio com licenciados em Direito, jurtistas e até Prof. catedráticos desta área pode levar alguns leitores a pensar que se trata de uma espécie de vingança minha por (culpa da dedicação político-associativa e da chamada para a tropa) não me ter licenciado em Direito. Mas se eu tiver razão no que tenho escrito sobre estes assuntos, então essa suspeita ou argumento não procede.
 

Uma obra que é catedral do cinema

Man0el de Oliveira


Aos notáveis e impressionantes 106 anos, morre Man0el de Oliveira, uma figura e um talentos ímpares do cinema português e mundial, mesmo para aqueles  como eu que não gostaram (ou, culpa sua, não forem capazes de apreciar e entender) de várias das suas obras.
E se, nesta triste ocasião, aqui deixo apenas imagens de Aniki Bóbó não é para desmerecer de toda a imensa e valiosa filmografia posterior de Manuel de Oliveira mas sim para homenagear aquela pureza, sensibilidade, poesia e humanismo com que tudo começou.

Cumprindo o prometido



um extracto:
 
«(...) Apontam-se como exemplos que não podem deixar de ser verificados, por terem repercussão direta na atribuição de mandatos, os casos seguintes:
- Na Secção L da freguesia de Santa Maria Maior, concelho do Funchal, o PSD obteve 48 votos, como consta da respetiva ata. Porém, do edital constam 218 votos no PSD. Na assembleia de apuramento geral, solicitada a recontagem dos votos pelo mandatário da CDU, procedeu-se à abertura da urna, mas foi indeferida essa recontagem, tendo sido inserido como resultado final os 218 votos sem qualquer verificação.(...)»
 

ver recurso integral aqui

01 abril 2015

Fim de dia com o pianista de jazz sul-africano

Nduduzo Makhathini




ouvir aqui  ou aqui

Para quem quiser comprar

Documentários do INA sobre
a Resistencia e sobre os sindicatos



24,95 E., ver aqui

A trapalhada na Madeira e...

... o direito de saber
Entendamo-nos: por causa da hora tardia a que as coisas se passaram, eu não culpo a imprensa por nos dar páginas inteiras sobre a trapalhada na recontagem de votos na Madeira e, no fim, um cidadão comum continuar a não encontrar resposta para uma data de perguntas.
Até pode estar tudo bem e correcto ou ser sabido em círculos restritos mas e eu  outros cidadãos exigimos saber coisas como qual o universo eleitoral que estava em recontagem; qual a metodologia dos trabalhos de recontagem; quais, de que tipo e em que número foram os erros e diferenças encontradas por via da recontagem; quais as diferenças de números de votos atribuídos aos partidos entre o edital da noite das eleições e o primeiro edital de ontem; quais as diferenças numéricas entre os dois editais de ontem; e, finalmente, para mim mistério maior, como é que a entrada dos votos de Porto Santo (onde a desproporção entre a votação do PSD e da CDU deve ser enorme) conduz a que a questão do 24º deputado, conforme foi noticiado ontem à noite, se tenha decidido apenas por 12 votos contra os cinco anteriores.
Repito: os que levantam estas questões podem até não ter razão nenhuma mas é um imperativo maior de ordem democrática que obtenham um claro esclarecimento para as suas dúvidas e interrogações.