29 novembro 2021

Derrotando o golpe de 2009

Candidata de esquerda
 à
 frente nas presidenciais
 das Honduras


Xiomara Castro, mulher do presidente destituído Manuel Zelaya, tem 20 pontos percentuais à frente do 2º colocado, o candidato governista Nasry Asfura, e pode ser a 1ª mulher a governar o país.

A candidata de esquerda Xiomara Castro, do Partido Liberdade e Refundação, reivindicou a vitória nas eleições presidenciais de Honduras, com quase 20 pontos de vantagem para o candidato governista, após a apuração de 42% das urnas.Caso o resultado seja confirmado a esposa do presidente destituído Manuel Zelaya (que governou o país entre 2006 e 2009) será, aos 62 anos, a primeira mulher a governar o país. (O Globo)

Ensino Superior

 Noticia das desigualdades

«Só que as licenciaturas oferecidas por instituições politécnicas públicas apresentavam, em 2018, “uma propensão ao desemprego de 4,5% contra 3,1% nas licenciaturas oferecidas pelas universidades”. Indo um pouco mais fundo, volta a emergir a mesma “condenação” de partida: “Ao contrário das universidades, os institutos politécnicos recebem estudantes de contextos socioeconómicos mais diversos. A maior propensão ao desemprego dos seus diplomados é um reflexo das desigualdades já existentes no momento do acesso, e não tanto uma falha do ensino politécnico no cumprimento da sua missão vocacional.”»(Público)

27 novembro 2021

E Rui Rio ganhou

 Derrotados Marcelo
e Moedas, a SIC e o Expresso

É óbvio que não me passa pela cabeça ter preferências na disputa interna do PSD, Mas não posso deixar de reparar que.em pleno dia votação, era isto que vinha na primeira página do «Expresso»

O Chega como elevador social

 Nem chegam a aquecer o lugar,
 passam logo a independentes




Porque hoje é sábado ( )

Julie Doiron

26 novembro 2021

Uma importante batalha do PCP

 Novidades sobre creches

«De acordo com o texto aprovado por unanimidade: o Governo «procede ao alargamento progressivo da gratuitidade de frequência de creche a todas as crianças que frequentem creche abrangida pelo sistema de cooperação bem como as amas do ISS [Instituto da Segurança Social]», com base no seguinte calendário: em 2022, a todas as crianças que ingressem no primeiro ano de creche; em 2023, a todas as crianças que ingressem no primeiro ano de creche e às crianças que prossigam para o 2.º ano e em 2024, a todas as crianças que ingressem no primeiro ano de creche e às crianças que prossigam para os 2.º e 3.º anos.

O diploma dos comunistas visava reforçar a solução que actualmente está prevista na lei, e que decorre da sua iniciativa, que consagra um primeiro avanço na gratuitidade das creches para crianças até aos três anos, designadamente de todas as que integram o primeiro e segundo escalões de rendimentos.» (in Abrilabril) 

25 novembro 2021

Coisas do partido que cortou quatro feriados

 Deixem-se de fitas
e convoquem antes
 uma manifestação !

Para a gente depois a comparar com a tradicional manifestação do 25 de Abril na Av. da Liberdade.

24 novembro 2021

É assim

 Pois.

«Socialistas tinham viabilizado na generalidade a proposta dos comunistas, mas chumbaram-na esta quarta-feira na Comissão de Trabalho e Segurança Social. Em causa estavam medidas como a revogação do alargamento do período experimental, a revogação dos contratos de muito curta duração e o alargamento da presunção de contrato de trabalho». (Expresso online)

23 novembro 2021

Presidenciais chilenas

.Com 25,83% o candidato
apoiado pelo PC do
Chile passa  à 
segunda volta
das 
presidenciais 
Defrontará J.A. Kast um candidato de direita saudoso de Pinochet e admirador de Bolsonaro e  Trump.

Com a participação da oposição

 

Eleições regionais na Venezuela

«Le pouvoir chaviste réconforté par les urnes. Le parti du président vénézuélien Nicolas Maduro a remporté une victoire écrasante aux élections régionales de dimanche 21 novembre, s’assurant 20 des 23 postes de gouverneur, ainsi que la mairie de la capitale, Caracas. Il s’agissait des premières élections avec la participation de l’opposition depuis quatre ans.» (France 24)

20 novembro 2021

Bonito serviço

 Saibam todos



na 1ª página do «Nascer do Sol.»

O meu palpite estava certo

Um pantomineiro 

«Reagindo numa declaração em vídeo à conferência de imprensa do deputado único do Chega nos Açores - que afirmou que "nada está fechado" quanto ao Orçamento Regional para 2022 - André Ventura garantiu "total sintonia" com o representante do partido na região.O líder do Chega recuou na postura que tinha adotado na quarta-feira passada, quando tinha garantido que a decisão era "fortemente definitiva" e que, "no que depender da Direção Nacional do Chega e do presidente", o apoio ao Governo regional tinha morrido naquele dia.» (JN)

19 novembro 2021

Segunda feira, dia 22

 Saudando os 40 anos
de vida literária
de Mário de Carvalho

Segunda-feira, dia 22 de Novembro, pelas 18.30 hs, no Anfiteatro 3 da Faculdade de Letras de Lisboa, homenagem a Mário de Carvalho pelos seus 40 anos de vida literária. com intervenções dos Profs. Paula Mourão e Manuel Frias Martins.

18 novembro 2021

O meu palpite

 Tudo teatro 

Porque há muito que está combinado que o deputado do Chega nos Açores não tirará o tapete ao governo regional do PSD.


16 novembro 2021

Estão todos com Rangel

 Atenção classe média:
 esta gente tem passado


O actual coordenador do programa económico de Paulo Rangel é Fernando Alexandre que em 2011 era secretário de Estado do governo Passos Coelho-Portas e defendia o que está aí em cima.

13 novembro 2021

A voz do preconceito

 Chama-se a isto
 torcer os números

Afirma o «Público» citando o «Expresso»: “A rejeição do Orçamento para 2022 provocou uma mudança clara nas intenções de voto em dois partidos, fazendo descer a CDU em três pontos e originando uma subida do Chega em quatro pontos”, lê-se no Expresso.» E já na sua manchete o «Expresso» resolveu destacar o PCP como o grande «prejudicado».

Ora a verdade é que esta sondagem atribui 6% à CDU e a CDU teve 6,33% nas legislativas de 2019. E creio que uma perda de 0,33% não devia dar lugar a tanto espalhafato sobre o PCPÉ caso para dizer que esta gente tem os resultados da sondagem bem à frente dos olhos mas acaba sempre por ser o preconceito a comandar o seu teclado.

Porque hoje é sábado ( )

 Bill Charlap

10 novembro 2021

Por cá não se fala de nada

 Mau, Maria


EL País hoje
La Vanguardia 23.10-2021
«Bruselas ha exigido a España que alargue el periodo que se emplea para calcular las pensiones para recibir los fondos de recuperación y el Ejecutivo ha aceptado. Esta medida figuró en los borradores del plan que el Gobierno manejaba a finales de 2021, pero el documento final remitido a la capital comunitaria no lo concretó y lo dejó en una redacción ambigua que daba pie a interpretar eso o una alternativa para el impacto en la pensión final de quienes pierden su empleo en los últimos años de su vida laboral. Finalmente, el Operational Agreement o el contrato de implementación del plan de recuperación español que la Comisión Europea y el Gobierno han suscrito es claro cuando fija para finales de 2022 la “entrada en vigor del ajuste del periodo de cómputo, alargándolo para el cálculo de la pensión de jubilación”, según puede leerse -en inglés- en el documento divulgado este miércoles. El mismo texto recoge la promesa de aumentar las bases máximas de cotización y, progresivamente, las pensiones máximas.

El contrato firmado entre Bruselas y Madrid es un documento que la Comisión suele firmar con los estados miembros cada vez que entrega fondos. En ellos figuran de forma muy detallada y esquemática los compromisos de las dos partes y su cumplimiento es necesario para que vaya llegando el dinero. En este caso son los casi 70.000 millones de euros en subvenciones, es decir, recursos a fondo perdido, para recuperarse el golpe que ha supuesto para la economía la pandemia del coronavirus. Normalmente estos documentos no se hacen públicos, pero en esta ocasión el Ejecutivo que dirige Ursula von der Leyen tenía especial interés en que saliera a la luz, así que este miércoles por la tarde han divulgado el documento de 346 páginas. En él figuran todas las reformas a las que se compromete España y sus plazos, entre ellas las tres más importantes: la laboral, la de pensiones y la fiscal.

La opción de aumentar el periodo de cómputo de las pensiones es una opción que la Seguridad Social ha barajado desde el principio, aunque esto provocó un importante choque entre el PSOE y Unidas Podemos, las formaciones que integran el Ejecutivo. En los borradores que manejó el departamento que dirige José Luis Escrivá se detalló la posibilidad de aumentar de 25 años a 35 años el periodo de cómputo de las pensiones. Esto supondría darle continuidad a la reforma de pensiones de 2011 (Governo Rajoy), una medida que la Autoridad Fiscal (Airef) española siempre ha propuesto, ya cuando la dirigía el actual ministro Escrivá. Según esa reforma, el número de años que se toman para calcular la pensión de los nuevos jubilados iba subiendo paulatinamente de los últimos 15 años cotizados por el trabajador a los últimos 25 entre 2013 y 2022. Precisamente lo pactado con Bruselas supondría no detener el contador el año que viene y continuar incrementándolo en 2023, aunque no concreta una cifra.

Aumentar el periodo de cómputo de las pensiones se traduce para la mayoría de trabajadores en una rebaja de la pensión que tendrían al jubilarse. De hecho, en esos borradores que preparó la Seguridad Social en diciembre de 2020 se cifraba en una rebaja media entre el 4,5% y el 3,9% el impacto de esta medida en la reforma de 2011 y calculaba que si se llegara hasta los 35 años la reducción sería del 6,3%. Hay que tener en cuenta que estos números se elaboran sobre supuestos teóricos con uno solo de los parámetros que se utilizan para calcular la pensión, si, por ejemplo, aumenta el sueldo ya cambia el impacto. También se debe destacar que una medida así favorece bastante a quienes pierden su empleo en los últimos años de su vida laboral y no vuelven a encontrar uno, un colectivo que cada vez crece más en el mercado laboral español, especialmente tras los ajustes de plantilla de la crisis anterior.» (El País)


A pergunta que se impõe

 E que tal pagarem melhor ?

(Público)

Uma situação que já vem de longe

Ora mal


08 novembro 2021

Um importante estudo de Eugénio Rosa

 «Um país
de salários mínimos»

ler estudo aqui

Seria bom vento

Espana es diferente


«Esta semana, com Portugal ainda na ressaca do chumbo do Orçamento do Governo PS pelos antigos “parceiros”, Bloco de Esquerda e PCP, o Governo espanhol chegou a um acordo de princípio sobre a reversão da reforma laboral.

Apesar de estar inscrito no acordo entre PSOE e Unidas Podemos, que saiu das eleições de 2019, o processo foi duro e teve vários episódios de confronto dentro da coligação. Mas chegou-se, enfim, a um acordo de princípio: a revogação das medidas inscritas pelo Governo de Mariano Rajoy em 2012, uma legislação que foi introduzida mais ou menos em simultâneo com as medidas das leis laborais que em Portugal chegaram com a troika – e que até hoje não foi possível revogar na sua totalidade. 

Se está a ser possível um acordo em Espanha, porque é que em Portugal as divergências em torno das leis laborais acabaram por contribuir para a queda do Governo? (...)

Mas também porque em Espanha estão em causa normas introduzidas por um Governo de direita, enquanto em Portugal, para além das medidas introduzidas no Governo de Passos Coelho, uma parte do que o PCP e Bloco de Esquerda querem revogar também é de autoria socialista – nomeadamente o fim da caducidade da contratação colectiva, que, apesar de ter sido criada no Governo de Durão Barroso, acabou por ser adoptada por executivos do PS.» («Público»)

06 novembro 2021

Farroncas

 Que apressado que ele está

Ainda o decreto de marcação das eleições não foi publicado e já Marcelo, através do seu porta-voz «Expresso», vem ditar condições para a formação do governo que sair das eleições de 30 de Janeiro. É possível que o «trauma» do chumbo do Orçamento leve muitos cidadãos a achar razoável esta condição posta pelo PR. Mas a verdade é que ela pouco mais poderá ser do que uma pressão para que assim seja. Na verdade, se o partido mais votado e encarregado de formar governo não quiser tal acordo ou verificar que ele não é possível, o PR pouco poderá fazer. A não ser que passe a bola (inutilmente) para o segundfo mais votado ou deixe o actual governo até novas eleições passados seis meses.

Porque hoje é sábado ( )

 Curtis Harding

28 outubro 2021

Declaração para a acta

 Não, não reescrevo a história

Em editorial no «Público» de hoje, Manuel Carvalho vem dizer-nos que a dita «geringonça» se resumiu a uma « permanente transacção dos interesses do país em favor dos dogmas partidários ».

Face a esta grosseira falsificação e horrenda caricatura, talvez seja tempo de declarar para a acta que, ao contrário do que estão fazendo também algumas pessoas da esquerda consequente, não é hora de deitar fora o menino com a água do banho nem de reescrever a história.

Porque a verdade é que, independentemente do que cada um pensar do desfecho recente, a chamada «geringonça»(*), com os limites que já estavam assumidos no momento do seu nascimento, rectificou e anulou dezenas de medidas agressivas e orientações estuporadas impostas alegremente pelo governo PSD-CDS que tinham causado profundos sacrifícios e sofrimentos â maioria dos portugueses e deu importantes passos no sentido de lhes devolver respeito e esperança.

Que Manuel Carvalho desvalorize tudo isso e só veja nisso uma «permanente transacção dos interesses do país em favor dos dogmas partidários» é coisa que não pode causar espanto. Bem vistas as coisas, sempre houve aqueles cujo olhar e pensamento ficam sempre gostosamente prisioneiros do seu próprio estatuto social e padrão de vida.

(*) É inútil e absurdo pedir à «geringonça» o que ela não podia dar. A «geringonça» não foi uma coligação nem sequer um acordo de incidência parlamentar. Assentou sim num conjunto de posições comuns que nem sequer obrigavam a um voto favorável nos orçamentos. E nunca compreendi a exigência e interesse de alguns na celebração de acordos escritos em 2o19 porque nessa altura já não existiam graus de convergência que lhe pudessem dar base.

O tempo volta para trás

 Passos Coelho já regressou
 mas agora vestido de Paulo Rangel

Paulo Rangel na «Grande Entrevista» da RTP/3 que procurou transformar num glorioso tempo de antena da sua candidatura no PSD:
« Pedro Passos Coelho (...)
foi alguém que [como primeiro-
ministro] serviu Portugal
de forma extraordinária»

23 outubro 2021

Os portugueses têm memória

 Era só o que nos faltava


Sim, era só o que nos faltava vir o antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do governo Passos/Portas vir dar sentenças sobre «prosperidade». Ainda se fosse sobre o «enorme aumento de impostos» de Vítor Gaspar e Paulo Núncio a gente admitia bem.

Porque hoje é sábado ( )

 Helado Negro & Kacy Hill

18 outubro 2021

Colóquios

 Os 100 anos da
 Seara Nova no Aljube


às 17 horas

19 de Outubro de 2021, República e Resistência –
 com Luís Farinha e Levy Baptista

20 de Outubro de 2021, Seara Nova: Liberdade e Democracia – 
com Luís Andrade e Cecília Honório

21 de Outubro de 2021, Seareiros no Aljube –
com Fernando Correia e Alfredo Caldeira

15 outubro 2021

Medida da PAF revogada

 Ainda bem.

«Os socialistas viabilizaram nesta sexta-feira, ao fim da manhã, os projectos de lei dos comunistas e dos bloquistas que repõem os valores pagos pelo trabalho suplementar prestado em dia útil ou em dia de descanso (incluindo nos feriados).

O PS absteve-se, assim como o PSD, o Chega e a IL. Só o CDS votou contra. Os restantes partidos e deputadas não-inscritas votaram a favor. Os sociais-democratas, que tradicionalmente têm votado contra as propostas dos partidos mais à esquerda de revogação destas normas, anunciaram a entrega de uma declaração de voto. uma declaraç

A surpresa acabou por ser, afinal, a posição do PSD, que deverá ser explicada na declaração de voto escrita que a bancada tem agora três dias para entregar. É que o corte no pagamento do trabalho extraordinário, no trabalho suplementar e no trabalho em dias de feriado foi introduzido pelo Governo PSD/CDS em 2012.» (Público) 

Nota: o diploma baixou para discussão na especialidade pelo que ainda não é certa a sua configuração final.

12 outubro 2021

Ainda não se habituaram

 Passaram seis anos
 mas continua a doer-lhes

Num editorial de comentário ao Orçamento, sentencia Manuel Carvalho no «Público» de hoje que «Um Governo sustentado pela esquerda suspeitosa da riqueza criada pela iniciativa privada não pode ir além de um Orçamento feito de cuidados paliativos».

Deixando de lado as fórmulas envenenadas (tipo «esquerda suspeitosa da riqueza criada pela iniciativa privada»),o que a frase de Manuel Carvalho desvenda é mais uma vez que o que ele e a direita continuam a não tolerar o que se passou na noite de 4 de Outubro de 2015 quando, contra as pretensões passistas e o conformismo do PS, o PCP declarou que o PS só não governaria se não quisesse. Por outras palavras, o que este pessoal continua a ter atravessado na garganta é que se tenha criado uma situação política em que PCP, BE e Verdes têm algum peso nas decisões e orientações de política nacional. Já era tempo de se habituarem.

09 outubro 2021

Falta de vergonha

 Cavaquices

Por muitas críticas que se façam ao PS e ao seu Governo, é bom afirmar que a autoridade da múmia é nula. Afinal, em todo o tempo da troika, ele nunca vislumbrou o dramático empobrecimento geral que então se verificou.

Porque hoje é sábado ( )

 Gina Chavez

08 outubro 2021

Truques dispensáveis

 De o% para 0,9%
 em poucos dias

Num dia a ministra da Administração Pública anuncia que não haverá aumentos salariais para a função pública. Três dias depois o Governo anunciaque haverá um aumenro de 0,9%. Forçoso é concluir que o primeiro anúncio se destinou simplesmente a que o segundo anúncio gerasse comentários do género «afinal sempe há qualquer coisinha ». Bem se dispensavam estes truques quesão basante coxos face ao facto indiscutível de que a função pública tem em cima de si 11 anos de perda de poder de compra.

05 outubro 2021

01 outubro 2021

Palavras a mais seguidas de palavras a menos

Sobre a questão
do Chefe da Armada

Ele há coisas espantosas. Num dia, o Presidente da República, em tom solene, anuncia que há três equívocos na questão da exoneração antecipada do Chefe de Estado Maior da Armada que aliás faz questão de detalhar. À noite depois de uma reunião com o primeiro-ministro, publica um lacónico comunicado onde informa que os equívocos foram esclarecidos.

Conclusão : o país é informado pelo PR com detalhe da substância dos equívocos mas já não tem o direito de saber em que termos e em que sentido é que foram esclarecidos.

Desta situação parece talvez resultar uma evidência: temos um PR que fala demais quando talvez não devesse e que fala de menos quando talvez devesse falar mais. 


29 setembro 2021

Ainda as autárquicas

 Os números de
Almada vistos à lupa

Sem que isso seja tudo, há números sobre a eleição autárquica em Almada que são curiosos e que podem ter passado desapercebidos. Assim:

- O PS, por comparação com 2017, sobe 8,41 pontos percentuais e ganha mais 7.293 votos;

- A CDU perde 1 ponto percentual mas ganha mais 503 votos;

- O conjunto PSD+CDS perde 5,4 p.p.  e perde 3.482 votos;

- O BE perde 2,71 p.p. e 1.565 votos;

- O PAN perde 1,60 p.p. e 971 votos;

- O Chega alcança pela primeira vez 5,63 p.p. e 3980 votos e a IL 1,97 p.p. e 1391 votos;

- Nao concorreram o MRPP que em 2017 tinha obtido 1,82%  e 1.211 votos, o PNR que tinha tido 0,44% e 290 votos e o PTB que tinha tido 0,28% e 185 votos;

- Este anos em Almada houve menos 540 votos brancos e menos 598 votos nulos;

-O número de votantes aumentou em 1678.

Lição principal : em Almada a CDU falha o seu propósito de recuperar a Câmara mas Almada é um dos escassos concelhos em que a CDU sobe a sia votação.

O «Público» a dar corda a Marcelo

 Marcelices

«A vitória em Lisboa foi sobretudo do antigo comissário europeu, que fica agora “numa posição muito forte para mais tarde marcar a viragem”, comenta-se em Belém. “Moedas criou um ciclo próprio”, entendem os mais próximos de Marcelo, convictos, porém, de que esse ciclo tem uma primeira etapa que passa por conseguir governar a câmara da capital: “Ele é muito bom a estabelecer consensos, mas se houver ruptura iminente, pode sempre forçar eleições intercalares e reforçar a votação em novas eleições.”

Certo é que, finalmente, a direita parece fornecer uma alternativa que agrada a Marcelo Rebelo de Sousa. Há anos que defende, em privado, as qualidades de Carlos Moedas, enquanto em público vai pedido uma alternativa forte. Em Março, quando o então administrador da Fundação Calouste Gulbenkian anunciou a sua candidatura à câmara da capital, algumas notícias davam conta de que Marcelo teria dado um empurrão à sua decisão.(...)» (Público)

27 setembro 2021

Pontos nos iis

 Uma correcção necessária

No seu discurso de vítória, Carlos Moedas repetiu diversas vezes que «os lisboetas» decidiram isto e aquilo e quiseram isto e aquilo. Por mim, acho oportuno lembrar que «os lisboetas» deram à coligação de direita que sustentou Carlos Moedas 34,26% mas que os votos somados do PS, da CDU e do BE representam 50,02%. Essa soma de partidos teve mais 36.272 votos que a coligação de Carlos Moedas.

Uma noite para esquecer

 Paralisado pelo desgosto

O melhor é dizer a verdade

23 setembro 2021

PS sem maioria absoluta. direita derrotada

 Isto vai. Tempo ainda
 para reforçar a CDU 

Sondagem RTP
sobre Lisboa

PS 37%

PSD/CDS 28 %

CDU 11%

BE 7%

IL 5%

PAN 3%

Chega 3%

20 setembro 2021

Demagogia pura

 Sobre a Galp, a refinaria
 de Matosinhos e o pífio
ralhete de Costa à Galp

Os trabalhadores despedidos da Refinaria de Matosinhos falaram ao «Público» e mostraram que o ralhete eleitoral de Costa à Galp passou ao lado do seu sofrimento e drama.

17 setembro 2021

Fogo de artifício

Arrufos de namorados

A cena passou-se assim: num primeiro momento, o dr. Rui Rio resolveu esclarecer as massas ignaras que, depois de contados os votos, os eleitos autárquicos do PSD eram livres de fazer as alianças pós-eleitorais que quisessem incluindo com o Chega. Em resposta, pobre e mal agradecido, o líder Ventura declara alto e bom som que nem pensar e que os eleitos do Chega não serão tábua de salvação para a maiorias relativas do PSD. Contado o entremês, é altura de elogiar a inteligência política destes dois senhores. Ao dr. Rui Rio gabe-se a grande esperteza de vir declarar a utilidade de votos em (eventuais) vereadores do Chega. Ao dr. Ventura gabe-se a ingratidão de estar a recusar os Açores continentais que o dr. Rui Rio lhe está a oferecer. Quando o mais certo é vir a aceitá-los até porque lá para Dezembro ou Janeiro a comunicação social nem vai reparar que o vereador do Chega na Câmara de Carrazeda de Anciães presidida pelo PSD viabilizou o respectivo Plano de Actividades ou Orçamento municipal. E eu que pensava que o fogo de artifício estava proibido.

16 setembro 2021

Coisas de estarolas

 João Miguel Tavares
ou para grunhos grunho e meio

No «Público» de hoje, João Miguel Tavares. ou seja o engraçadinho a quem o jornal oferece a sua última página três vezes por semana, comentando a campanha de cartazes do PSD no Seixal vem sentenciar que a mesma «é muito divertida e eficaz».  Bem vistas as coisas, tudo normal. Afinal, como podia um anticomunista militante não se babar com as piadas anticomunistas de um PSD Seixal que nada tem a dizer sobre propostas sérias para aquele concelho ?

10 setembro 2021

Na morte de Jorge Sampaio

 Morreu 
«um dos nossos»

Recebo com assumida tristeza a notícia da morte de Jorge Sampaio, destacado protagonista da Crise Académica de 1962, advogado de presos políticos, corajoso resistente antifascista, secretário de Estado em governos provisórios, secretário-geral do PS, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, digno Presidente da República em dois mandatos, em tudo se mostrando um cidadão empenhado na defesa de valores humanistas e democráticos. E, como comunista, sem prejuizo de desencontros, sinto-me no direito de lembrar o seu empenho no diálogo das forças democráticas e que foi consciente aliado dos comunistas na crise académica de 1962, na intervenção democrática na farsa eleitoral de 1969, na coligação  «Por Lisboa». E que foi com a sua chegada a secretário-geral do PS que este partido restabeleceu relações formais com o PCP. No dia de hoje, numerosos democratas de diversos quadrantes sentirão que «morreu um dos nossos». E essa é uma das muitas homenagens que Jorge Sampaio merece.

04 setembro 2021

Está-lhe na massa do sangue

 Marcelo de regresso
 ao seu jornalismo de "cenários"

Por declarações de Marcelo feitas hoje sábado ficamos a saber que a manchete do «Expresso» não era uma invenção da jornalista Ângela Silva. Decididamente o Presidente está cheio de saudades do tempo em que no «Expresso» debitava semanalmente uma série de «cenários». Está-lhe na massa do sangue, e por isso lá perpetrou mais um «facto político», não há nada a fazer.


Tudo à mostra

 Isto é que vai
para aí uma senhora fome



03 setembro 2021

02 setembro 2021

01 setembro 2021

Olha a grande isenção !

 Quando o «DN» se
transforma em arma d
e
 agressão contra a CDU em Setúbal

Com a campanha autárquica já na prática no terreno, o DN dedica hoje  a manchete e quatro-páginas-quatro a espalhar a ideia de uma derrota eminente da CDU em Setúbal e a acusá-la também em primeira página de uma imaginária «repressão». Mas a excelente obra da CDU em Setúbal fala por si e estou certo que os eleitores compreenderão que é a CDU que pode garantir a sua continuação.

31 agosto 2021

Um belo livro

 «Vozes ao alto» é lançado
sexta à noite na Festa do Avante!

Este belo livro é da autoria de Cristina Nogueira, Vanessa Almeida, Isabel Nogueira, Maria Alice Samara, Adriano Miranda, Egídio Santos e Paulo Pimenta.  

Um estudo de Eugénio Rosa

 Sobre uma campanha contra a Administração Pública

«Na semana passada registou-se um estranho e articulado ataque aos trabalhadores da Função Pública e, consequentemente, à Administração Pública, pois esta não existe sem aqueles. O argumento utilizado era de que o seu número nunca foi tão elevado. As “caixas” dos órgãos de informação multiplicaram-se criando-se, desta forma, a ideia na opinião pública de que havia funcionários públicos a mais no nosso país. Na SIC Noticias afirmava-se que o “Numero de funcionários públicos em Portugal muito próximo de ser o mais alto de sempre”; no EXPRESSO que o “Número de funcionários públicos perto do nível mais alto de sempre”; na VISÃO “O número de funcionários públicos está a aumentar desde a saída da troika e está hoje do valor mais elevado desde que existem dados”; no Diário de Notícias “Criação impressionante de emprego assenta em subida recorde de funcionários públicos; etc., etc. Os títulos das notícias (“caixas”) são coincidentes ou muito semelhantes que até parece que saíram da mesma “Central de informação”. E um jornal, num artigo de opinião da sua responsável, chegou mesmo a divulgar que, em 2019, “o ganho médio dos técnicos superiores do Estado ascendia a 3.521€, enquanto do setor privado não ia além dos 2.452€”, o que é falso em relação ao do Estado, como se vai mostrar neste estudo. Deixar passar isto sem uma resposta era alimentar esta campanha contra a Administração Pública pois, como diz o ditado, “quem cala consente”. »

estudo aqui

30 agosto 2021

Falam os interesses instalados

 A preocupação de Carvalho


O director do «Público» mostra a sua preocupação com os sinais de sedução enviados por António Costa ao PCP e ao Bloco. A mim preocupa-me mais que sejam tão curtos.

Nada é por acaso

 O azar dos Távoras

(Público)

27 agosto 2021

Gabinete de crise da Ordem

Independência

«A controvérsia estalou nas redes sociais devido aos montantes que o pneumologista Filipe Froes — consultor da Direção-Geral da Saúde (DGS), coordenador do gabinete de crise da Ordem dos Médicos (OM) e membro do Conselho Nacional de Saúde Pública — recebeu desta indústria nos últimos oito anos. Froes tem comentado a pandemia de covid-19 nas televisões e nos jornais.» (Expresso)