31 outubro 2017

Um livro estrangeiro por semana ( )

Reckless Daughter -
A
portrait of Joni Mitchell

19,25 $

Apresentação :"She was like a storm." ―Leonard Cohen

Joni Mitchell may be the most influential female recording artist and composer of the late twentieth century. In Reckless Daughter, the music critic David Yaffe tells the remarkable, heart-wrenching story of how the blond girl with the guitar became a superstar of folk music in the 1960s, a key figure in the Laurel Canyon music scene of the 1970s, and the songwriter who spoke resonantly to, and for, audiences across the country.
A Canadian prairie girl, a free-spirited artist, Mitchell never wanted to be a pop star. She was nothing more than “a painter derailed by circumstances,” she would explain. And yet, she went on to become a talented self-taught musician and a brilliant bandleader, releasing album after album, each distinctly experimental, challenging, and revealing. Her lyrics captivated listeners with their perceptive language and naked emotion, born out of Mitchell’s life, loves, complaints, and prophecies. As an artist whose work deftly balances narrative and musical complexity, she has been admired by such legendary lyricists as Bob Dylan and Leonard Cohen and beloved by such groundbreaking jazz musicians as Jaco Pastorius, Wayne Shorter, and Herbie Hancock. Her hits―from “Big Yellow Taxi” to “Both Sides, Now” to “A Case of You”―endure as timeless favorites, and her influence on the generations of singer-songwriters who would follow her, from her devoted fan Prince to Björk, is undeniable.
In this intimate biography, drawing on dozens of unprecedented in-person interviews with Mitchell, her childhood friends, and a cast of famous characters, Yaffe reveals the backstory behind the famous songs―from Mitchell’s youth in Canada, her bout with polio at age nine, and her early marriage and the child she gave up for adoption, through the love affairs that inspired masterpieces, and up to the present―and shows us why Mitchell has so enthralled her listeners, her lovers, and her friends. Reckless Daughter is the story of an artist and an era that have left an indelible mark on American music.

Oito mortos

The New York Times em cima do acontecimento
A bystander’s video appears to show the suspect trying to flee the scene of the attack before being stopped by the police.

30 outubro 2017

Imprensa de «referência», pois então !

Um título de página
inteira no Público


Eu bem me parecia que, nisto do Trump, a mão russa já era antiga. Mas também se pode perguntar : porque não Ramsés II, Alexandre, o Grande, Carlos Magno ou Randolph Hearst ?

Há 52 anos

Cúmplices em meio
milhão de mortos


Ler aqui


 

27 outubro 2017

Eles bem nos avisam

Assis ou Belém
não diria melhor




Em artigo no Público de hoje, Francisco Assis  festeja as recentes atitudes de Marcelo Rebelo de Sousa e vislumbra exaltantes amanhãs que cantam para as suas ideias.
Conhecido o percurso e ideias do autor ,não preciso de gastar grandes argumentos, basta dar-lhe a palavra:

«(...)»Uma coisa é certa: Marcelo está para ficar e é preciso saber conviver com ele. As condições dessa convivência vão-se naturalmente alterando em função da evolução da própria realidade política, económica e social. Ora, essas condições modificaram-se substancialmente nas últimas semanas, quer pelos efeitos induzidos pelos resultados das eleições autárquicas, quer pelas consequências institucionais e políticas decorrentes da última tragédia dos fogos florestais. Essas transformações são de tal grandeza que nos levam a perspectivar o início de uma nova fase da vida política portuguesa. (...)»

«(...) Por estranho que neste momento possa parecer, poderemos estar prestes a assistir ao surgimento de uma nova e ainda mais original e sofisticada “geringonça” na vida política nacional. Marcelo Rebelo de Sousa ocupará, no contexto dessa novíssima “geringonça”, um lugar absolutamente central na nossa vida política. Beneficiando enormemente do amplo apoio popular de que dispõe, estará em condições de impor ao Governo e aos partidos da oposição uma agenda pública resultante de uma consensualização prévia de preocupações comuns aos principais agentes políticos portugueses. Foi já o que aconteceu agora, na gestão do período pós-incêndios. Essa autoridade presidencial, exercida nos limites das competências constitucionais, contrariará a tendência para uma excessiva polarização do confronto político, abrirá espaço para entendimentos parlamentares de geometria variável e terá, desde logo, dois efeitos benignos, um no Partido Socialista e no Governo que dele emana e outro no principal partido da oposição, o PSD — libertará o PS de uma excessiva dependência da extrema-esquerda parlamentar e desacorrentará o PSD de uma parte significativa do seu passado mais recente.(...)»

«(...) Se tudo correr bem, a novíssima “geringonça” absorverá a velha sem a eliminar, recuperará o chamado arco da governação em torno dos assuntos de maior incidência europeia e económica, contribuirá para uma real valorização da vida parlamentar e permitirá a superação parcial do ambiente algo atávico e anti-reformista que tem prevalecido no decorrer da presente legislatura.(...)»


Embora com um conteúdo diferente, há uma coisa em que estou de acordo com Francisco Assis. É quando ele diz que « Para que tudo suceda desta forma há naturalmente alguns requisitos que precisam de ser preenchidos». Na verdade, eu até sei que é possível modificar um regime por palavras e actos sem necessidade de mexer na Constituição. Mas, para isso, são precisos de facto dois requisitos : um que alguém queira e outro que alguém deixe. Eu estou de acordo com os que não deixarem.

P.S 1: Passados 10 dias, na página oficial da Presidência da República, continua lá o vídeo mas continua a não haver o texto da declaração lida pelo PR em Oliveira do Hospital em 17.10.2017. Marcelo perdeu o papel ?

PS 2 : Para mais tarde recordar, registe-se que, no seu «Tabu» na SIC Notícias, Francisco Louçã classificou o conflito velado entre o PR e o goerno como «guerras de alecrim e mangerona». Prefiro acreditar que são as limitações de um Conselheiro de Estado.

Reis, princesas e milionários

Desde a morte da
Grace Kelly só me interesso
por multimilionários




«(...) Las fortunas de los multimillonarios europeos están estrechamente relacionadas con las economías de sus respectivos países, por lo que Alemania, la mayor economía del Viejo Continente, lidera el ránking en el número de extremadamente acaudalados con 117, seguida del Reino Unido (55), Italia (42), Francia (39) y Suiza (35). En Francia fue donde el patrimonio de los multimillonarios creció más. En el año 2016 tuvo un incremento del 15 %, impulsado por las fortunas de solo unas pocas familias.
Le siguieron Suiza, con un aumento del 12 %; España, con un 10 %; el Reino Unido, con un 1 %, y Alemania, donde los multimillonarios incrementaron su patrimonio ligeramente por encima del 0 %.
A nivel mundial, UBS y PwC destacan que la riqueza de los millonarios ha vuelto a crecer en 2016 tras caer el año anterior un 5 %, hasta 5,1 billones de dólares. Así, su patrimonio aumentó un 17 % en 2016 a nivel global, hasta 6 billones de dólares.Además, hubo un aumento del 10 % en el número de multimillonarios en el mundo, hasta sumar 1.542.»

22 outubro 2017

Para o seu domingo

Lee Konitz ou tocar assim aos 90 anos

Agora não resolve mas é bom que se saiba

Quem, quando e
onde disse isto ?
resposta em 23.10:

«(...)  A vastidão e a intensidade dos incêndios deste ano tem causas climatéricas excepcionais, atrasos nas respostas, insensibilidade face aos avisos meteorológicos, descoordenação nos combates, mas tem também outras causas mais distantes e mais próximas.

Há responsabilidades graves que dizem respeito a este Governo e aos sucessivos governos do PSD e do PS, designadamente no protelamento de uma política florestal há muito identificada e aprovada.

Responsabilidades do governo PS nos atrasos sucessivos na implementação da Lei de Bases da Floresta aprovada na base de um projecto do PCP, nos atrasos da concretização dos planos regionais de ordenamento florestal, na instituição do Fundo Financeiro Florestal, no levar à prática a Resolução do Conselho de Ministros de Abril de 1999: o dito Plano Sustentável da Floresta Portuguesa. 

Responsabilidades ainda no desmantelamento dos meios de combate aos fogos, da Força Aérea. A privatização, a delegação para os privados, mostrou agora as suas fragilidades e vulnerabilidades. Os privados e a «indústria do fogo» têm interesses próprios, nem sempre coincidentes com o interesse geral.

E sobre tudo isto temos autoridade para aqui o referir e sublinhar. Por várias vezes aqui chamámos a atenção para os erros que estavam a cometer-se.

Mas há também as responsabilidades graves não só do PSD e da maioria, como deste Governo.

No Outono do ano passado, depois de várias iniciativas (Lousã, Almoçageme,...), afirmámos aqui que era no Inverno que se devia tratar dos incêndios de Verão. Apresentámos nesta Assembleia da República, em 27 de Novembro, uma Resolução sobre a prevenção e combate aos fogos florestais, que foi aprovada por unanimidade. Porque é que não foi levada à prática?

Ao longo do ano alertámos por várias vezes o Governo para a necessidade de dar cumprimento à Resolução e, designadamente, em relação ao reforço dos meios de vigilância neste Verão. E porquê? Porque é que o PCP, tanto na Resolução aprovada na Assembleia da República como noutras intervenções, chamou a atenção com veemência para o reforço da prevenção e vigilância este ano? Porque tínhamos tido um ano muito húmido, o que fazia prever a acumulação de muito silvado e material lenhoso, que seria pólvora sobre pólvora, tornando este Verão particularmente perigoso.

Estes avisos e alertas estão vertidos nos Diários desta Assembleia da República. (...)»

21 outubro 2017

Beijinhos sim, fantasias não !

Quando o endeusamento
leva ao exagero e à inverdade


Num artigo de frenético elogio ao Presidente da República hoje dado à estampa no «Público», a jornalista São José Almeida afirma a dado passo: «[O Presidente] Não se limitou a marcar a agenda da Assembleia da República - ao pedir que que o segundo órgão de soberania clarifique se o Governo tem condições para se manter em funções. E nisto também inovou, já que pedir isto ao Parlamento não é o mesmo que usar o poder de dissolução da Assembleia ou o de demisssão do primeiro-ministro».

Mas toda esta passagem é uma fantasia absoluta porque só é possível escrever isto escamoteando que, quando isto foi dito pelo PR, já era conhecido o anúncio de uma moção de censura pelo CDS-PP

Ou seja:
1. A agenda da AR foi marcada não pelo PR mas pelo anúncio prévio de uma moção de censura;

2. Ao pedir que a AR proceda a uma clarificação, Marcelo o quis intencionalmente foi dar relevância política e institucional à iniciativa do CDS mas a verdade é que essa clarificação decorria automaticamente da apresentação da moção de censura.

Porque hoje é sábado ( )

Debora Galán



A sugestão musical deste sábado vai para
Dolores Galán, cantora de jazz espanhola
radicada nos EUA.


20 outubro 2017

Contra o que é costume

Três dias depois, no sítio da
Presidência, continua a não
haver o texto da comunicação do Presidente em Oliveira do Hospital



Se, em vez de improvisar, Marcelo Rebelo de Sousa, leu um texto, porque é que no sítio da Presidência, apenas está o video e não o texto que é coisa importante para os analistas de hoje o e os historiadores do futuro ?

19 outubro 2017

18 outubro 2017

Discurso do PSD na AR hoje



queria moção de confiança para não ficar atrás do CDS

Espantoso !

PR até interpreta moção
de censura que ainda não
foi apresentada




«Pode e deve dizer que se , na Assembleia da República, há quem questione a capacidade do actual governo para realizar estas mudanças que são indispensáveis e inadiáveis então que, nos termos da Constituição, esperemos que a mesma Assembleia soberanamente clarifique se quer ou não manter em funções o Governo (...)». [transcrição da gravação vídeo porque às 15.37 hs. o texto continuava a não estar disponível no sítio da Presidência da República]

Mas quem é que disse  ao PR (ou quem é lhe garante) que o CDS quer realizar as mudanças que são indispensáveis e inadiáveis ? 

Acontece

«Post» colocado por engano

16 outubro 2017

Miguel Sousa Tavares ou ...

... como é possível
descer tão baixo ?


Esta noite, na SIC Notícias, discutindo os incêndios, por quatro vezes Miguel Sousa Tavares referiu as inúmeras reuniões entre PS e PCP e BE sobre o Orçamento (isto é, «pensões», «IRS»» e «funcionários públicos») e lançou para o ar a pergunta sobre quantas reuniões tinham tido sobre incêndios?

Sinceramente, embora conhecendo de ginjeira os esquemas de pensamento, o espírito de classe e o estilo do sujeito, não o julgava capaz de descer tão baixo ao usar um termo de comparação tão absurdo mas, pensadamente, de algum efeito na opinião pública. 

Sobre isto apenas três pontos carregados de desprezo:
1. a envenenada comparação perguntada por MST é do mesmo nível ou pior que se eu perguntasse quantos artigos no Expresso escreveu MST depois de Pedrógão Grande ou seja nestes últimos 4 meses;
2. como é evidente, tirando a produção legislativa, as questões ou medidas relativas à prevenção ou combate aos incêndios são da esfera governativa e não do âmbito parlamentar;
3. ainda assim, caiu sobre MST o chamado azar dos Távoras pois, na passada sexta feira, foi aprovada na Assembleia da República, uma Lei, com origem num projecto-lei do PCP, que estabelecia “um conjunto de medidas urgentes de apoio às vítimas, dos incêndios florestais de Pedrógão Grande e de reforço da prevenção e combate aos incêndios”que deve levar o Governo a usar da prerrogativa prevista no nº 4 do artigo 1º, que prevê o alargamento da sua aplicação a outros concelhos percorridos por incêndios florestais.»
Tudo visto, o que salta aos olhos é que também MST não perdoa nem se habitua a conviver com a solução política em vigor. E essa é que é essa !

PERGUNTA DE SENSO COMUM

"500 ignições num dia" -
será que algum dia sairá
um livro assim ?


 

Sem mais palavras

Uma madrugada trágica

Três mortos na capa do Público, 31 neste momento.

15 outubro 2017

Fora o tempo em que não havia Internet

A vingança da «cassete» !


Por causa do «caso Sócrates», é  vê-los agora às molhadas a vituperar e condenar a «subordinação do poder político ao poder económico», todos esquecidos que a expressão, as suas variantes e as denúncias que comportavam eram e são um «must» da sempre famigerada, muito criticada e gozada «cassete» do PCP e dos comunistas. Não há dúvida: às vezes demora, mas, atrás de tempo, tempo vem.

11 outubro 2017

Surpresas do futebol

Afinal a URSS não acabou !
 
Numa engraçada fotomontagem que leva por título «Portugal na Rússia dos Czares», o jornal « acaba por colocar cinco jogadores nacionais com um gorro com uma estrela vermelha que, que eu saiba, não era propriamente o símbolo dos czares mas de outra coisa. É o Centenário, digo eu.

09 outubro 2017

Há 50 anos

Nove balas na Bolívia
disparadas a partir de Langley





(...)
 Sin embargo, los ojos incerrables del Che
miran como si no pudieran no mirar,
asombrados tal vez de que el mundo no entienda
que treinta anos después siga bregando
dulce y tenaz por la dicha del hombre.
Mário Benedetti (1997)

08 outubro 2017

A Jeanne Monet faz de cangalheira

Olhe que não, olhe  que não !


Para falar francamente, a minha idade e a minha situação de reformado deviam-me dar o direito de não ter de perder mais tempo do que já longamente perdi na vida com as opiniões de Teresa de Sousa. Entretanto, decido ficar a meio caminho. Ou seja, apenas anoto de passagem duas ou três coisas e depois vou apenas a uma questão que está no título no seu artigo. Assim :

Infelizmente Teresa de Sousa não nos conta quantas vezes já na vida sentenciou que o «o PCP não têm futuro» nem quantas vezes o futuro não lhe deu razão. Também não nos  conta se nas anteriores grandes quebras autárquicas do PCP e das suas coligações também lhe deu para formular tão funesta sentença.


Como ela sentencia agora assim por causa do resultado da CDU nas eleições autárquicas, é por demais evidente que ela não leu, e se lesse não era capaz de entender, o que escrevi aqui nos pontos 2 e 3., ou seja, sobretudo que, não sendo possível prever agora o resultado das legislativas de 2019, já é um abuso e um disparate garantir uma quebra da CDU quando agora em autárquicas teve mas 42 mil votos que em 4 de Outubro de 2015.
É preciso estar a leste de tudo para que, aliás misturando realidades muito diferentes,  Teresa de Sousa possa vir sentenciar em 2017 que os comunistas portugueses «Já perderam a oportunidade de se “reformar”, como aconteceu há décadas na Itália, na Espanha ou França».
Mas o ponto que verdadeiramente me interessa é o que está no subtítulo e no final do artigo segundo os quais o «PCP andou 40 anos a fazer do PS o «inimigo principal »". Com efeito, é esse que me interessa porque é esse que me permite não ser previsível e oferecer uma surpresa aos leitores.


E isto porque Teresa de Sousa nisso tem toda a razão. Se não vejamos;

- após a queda do 1º governo de Mário Soares, houve negociações PS-PCP para viabilizar um novo governo mas o PCP roeu a corda indo formar Governo com o CDS;

- mais tarde em 1983, após a derrota da AD, de novo o PCP considerou o PS o seu «inimigo principal» e foi formar o chamado governo do bloco central com o PSD;

- especial gravidade assumiu também o comportamento do PCP ao recusar os votos comunistas a Mário Soares e a Jorge Sampaio para derrotarem Freitas Amaral em 1986 e Cavaco Silva em 1995;

- também em autárquicas se manifestou o ódio anti-PS do PCP, pois em Dezembro de 1985, sendo já Cavaco Silva líder do PSD, não hesitou em fazer no sul do país 45 coligações com o PSD para destronar outras tantas gestões do PS.


E ponto final parágrafo porque o stock de cera para ruins defuntos está a acabar.