30 abril 2017

Em Lisboa, 14.30 hs., Martim Moniz

Amanhã é
aquele sublime dia

do trabalho e dos trabalhadores 

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É demais !

A desonestidade 
de Vicente Jorge Silva


Na sua coluna dominical do Público, Vicente Jorge Silva desfere hoje uma catilinária doentia e tresloucada sobre uma alegada posição de Mélenchon sobre a segunda volta das presidenciais francesas, procurando sobretudo atingir o PCP e o Bloco, como se vê por este dementado parágrafo: «  Seguindo na esteira de Mélenchon que, obnubilado pelo seu notável resultado na primeira volta, recusou assumir pessoalmente uma orientação de voto para a segunda volta, os aliados de António Costa no governo insistiram em colocar mesmo plano [aonde, senhor Vicente ?] o europeista Macron e a xenófoba Le Pen como como se ambos fossem a mesma coisa»

Ora, para além de tudo mais que o desprezo me obriga a deixar de lado,  Vicente Jorge Silva está desactualizado e não deu por esta declaração de Mélenchon em 28 de Abril:

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Ler também aqui 

Ricardo Paes Mamede no «ladrões de bicicletas»

26 abril 2017

25 abril 2017

O «slogan» é antigo mas gostamos muito dele





O fascismo não deixou que eu e muitos outros vivessem esse dia luminoso, mágico, arrebatador e carregado de futuro. Mas. de verdade, isso não tem importância nenhuma. A partir da uma da manhã de dia 27, todos desaguámos na maré popular que, durante quase dois  anos, construiu com extraordinária dedicação, imensa criatividade e uma bela paixão colectiva a sempre gloriosa Revolução  de Abril.
Já passaram 43 anos mas os seus valores e realizações ainda estão na nossa pele, no nosso coração e na nossa alma  e ainda estão sempre a inspirar as nossas lutas de hoje.

24 abril 2017

Cada terra com o seu uso

Eles devem estar habituados
mas a mim faz-me confusão



secção de voto em Estrasburgo em 23 de Abril

Já tinha reparado nisto aquando das últimas legislativas em França. Lá não existe um boletim de voto com todos os candidatos mas sim um boletim para cada candidato. E os eleitores escolhem o boletim do seu candidato à vista de toda a gente.

Já agora sobre o drama dos mal inscritos ou não inscritos ler aqui

votantes da 1ª volta

Sociologia eleitoral
(estudo à boca das urnas)                                                      

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23 abril 2017

1ª volta das presidenciais francesas




Et maintenant, vitória de Emmanuel Macron,um neo-liberal de quatro costados sobre a neo-fascista  Marine Le Pen (mais 4 pontos que em 2012) que seguramente perderá na 2ª volta para Macron.  Resultado muito honroso para Melenchon, o candidato que o PCF apoiou (sobe 8 pontos em relação à presidencial de 2012). François Fillon alcança  um resultado que é um dos mais baixos da direita francesa desde 1968. Severíssima humilhação para o  PS, cujo candidato - B. Hamon - obtém cerca de 6%, ou seja, um resultado parecido com a célebre catástrofe de Gaston Deferre em 1969 (5,01%). Pela primeira vez, nenhum dos candidatos das duas principais forças políticas - direita (agora Republicanos) e PS - passa à segunda volta.
Muitíssimo mais do que quem ganha à segunda volta, todas as interrogações - e mais do que justificadas - vão centrar-se nas legislativas de Junho e na forma como o sismo de hoje se reflecte nessa batalha eleitoral (com um íniquo sistema eleitoral maioritário a duas voltas) .

Transferências de votos para
a 2ª volta segundo uma sondagem
antes da
votação de hoje

 a cinzento - abstenção

1ª página de «L'Humanité»
de amanhã