26 novembro 2020

O resto é conversa

 



«(...)Por intervenção do PCP foram inscritas na versão final do Orçamento do Estado medidas como:

- a garantia do pagamento dos salários por inteiro a todos os trabalhadores [incluindo em lay-off], prevendo-se um apoio dirigido às Micro Pequenas e Médias Empresas com esse objectivo;

- o aumento de 10€ a partir de 1 de Janeiro, de todas as reformas e pensões até € 658 euros;

- o prolongamento por 6 meses do subsídio de desemprego quando o período da sua concessão termine em 2021;

- a concretização do suplemento de insalubridade e penosidade abrangendo também os trabalhadores do Sector Público Empresarial e o alargamento do suplemento extraordinário de risco aos trabalhadores dos restantes setores dos serviços essenciais;

- um conjunto significativo de medidas de reforço do SNS, com a inscrição de medidas de contratação de centenas de médicos, enfermeiros e outros profissionais, de investimentos em infraestruturas, equipamentos, meios complementares de diagnóstico, de medidas de investimento nos Cuidados de Saúde Primários para a recuperação de consultas em atraso e contratação de médicos de família, com o reforço do regime de incentivos para zonas e especialidades carenciadas;

- a resposta a problemas das MPME com a suspensão do pagamento por conta para as MPME que o requeiram, com o fim das discriminações que têm vigorado no acesso a diversos apoios públicos face aos impactos da epidemia e o apoio à tesouraria das MPME com actividade suspensa ou em situação de crise empresarial para que possam assegurar os salários até ao máximo de 3 SMN por trabalhador;

- a criação de um programa de apoio ao trabalho artístico e cultural destinado à criação de condições que permitam a retoma destas actividades a par do reforço das verbas do apoio às artes;

- a contratação de 5000 auxiliares e técnicos para as escolas e de 2500 profissionais para as forças e serviços de segurança. (...)

- declaração de João Oliveira ontem


«Pronessas» porque o salário mínimo e a legislação laboral não são matéria de Orçamento


25 novembro 2020

Há 45 anos

 Três notas à volta 
do 25 de Novembro


O «Público» de hoje confere importante destaque a um trabalho da historiadora Irene Flunser Pimentel sobre o 25 de Novembro que é no essencial uma útil e bem selecionada cronologia(*) de acontecimentos.
Esse texto suscita-me porém  três observações ou correções. Com efeito, afirma I.F.P.:

Lido  isto, venho esclarecer que    nunca, jamais em tempo algum, o PCP reclamou a dissolução da Assembleia Constituinte.  

Escreve I.F.P.:
Lido isto, venho esclarecer que o PCP não «criou» nenhuma FUP, participou sim na criação da FUR (Frente de Unidade Revolucionária) ligada à convocação de uma manifestação em Belém. Como modesto participante desse episódio posso testemunhar que a iniciativa da reunião no Centro de Sociologia Militar que deu origem à FUR não foi do PCP mas sim dos militares do Copcon (arrastando alguns oficiais da esquerda militar) e do PRP de Isabel do Carmo e Carlos Antunes.

Refere I.F. P. :



Lido isto, embora o sentido geral da frase esteja correcto, o que venho salientar é que o que Melo Antunes realmente disse foi que «o PCP é essencial à construção do socialismo» (video aqui). E, a meu ver, a insistente substituição da palavra «socialismo» por «democracia» oculta o significativo facto de naquela época a linguagem ou a semântica estarem muito mais à esquerda do que a realidade.

(*) Infelizmente a cronologia não abrange um aspecto muito importante e revelador : a saber, a data muito antecipada em que os "vencedores" do 25 de Novembro começaram a preparar o seu plano de operações militares.

(Ver esclarecimento de Irene Pimentel na caixa de comentários )               

23 novembro 2020

22 novembro 2020

Autoritários até mais não

Reparem bem: do que
eles seriam capazes!

«O PSD considera que ainda há tempo para mudar a lei do estado de emergência e proibir a realização do congresso do PCP do próximo fim-de-semana, e está disponível para o fazer, se o PS o propuser. É a resposta social-democrata às declarações do primeiro-ministro, António Costa, no sábado, quando o primeiro-ministro afirmou que nem o parlamento, nem o Presidente, nem o Governo têm poderes para impedir a reunião magna dos comunistas» . (Público online)

Único comentário : a aproximação do PSD ao Chega está muito bem encaminhada.


Ninguém protestou, ninguém condenou, ninguém quis proibir ou adiar. E bem !

Fantasmas e pesadelos tardios

Em 1979 quando aderiu
 a um bloco de direita
chamado AD não estava
tão ralado assim.
E também não me lembro de
ter chorado muito com o bloco
 de direita Passos/Portas


Reza a Wikipédia: «Movimento Reformador ou Movimento dos Reformadores, ativo em 1978, foi um agrupamento político português conotado com a ala direita (dita reformista) do PS, onde pontuaram, entre outros, [...] António Barreto e Sousa Tavares. Este movimento viria, em 1979, a juntar-se à Aliança Democrática, coligação chefiada por Francisco Sá Carneiro, que incluía, além do PSD de Sá Carneiro, o CDS de Diogo Freitas do Amaral e o PPM de Ribeiro Telles».

Jazz para o seu domingo

Recordando
Woodie Shaw
(1944-1989)