27 janeiro 2014

O primeiro a denunciar o trabalho infantil

Lewis Hine ou
a memória do trabalho


Aqui no último Babelia de El País um belo artigo de Antonio Muñoz Molina sobre o grande fotógrafo norte-americano Lewis Hine (1874-1940), a quem a primeira série de «o tempo das cerejas» prestou em tempos a devida homenagem,.

«Lewis Hine tenía el raro talento
de advertir la dignidad,
y retratarla y honrarla.
con un disparo de camara»

 

26 janeiro 2014

Para o seu domingo, a «cantaora» espanhola

Esperanza Fernández
canta poemas de Saramago








Ler aqui em El País

Guardanapo para os «convergentes» a todo o custo

O PS qual esponja
de velhas ideias da direita




Para além de sublinhar que se trata do miserável e oportunista encosto do PS a um dos temas fortes do mais rasteiro populismo e de lembrar que a redução do número de deputados se reflecte sempre desproporcionalmente nos partidos com menor representação parlamentar, o que quero agora dizer é que só por ser domingo é que não trago aqui a longa  antologia das antigas declarações de responsáveis do PS em que se opunham a esta velha obsessão da direita. Embora sabendo que foi para momentos e casos destes que costuma servir a fórmula «lava mais branco» de que «só os burros não mudam de opinião».

25 janeiro 2014

Sinais dos tempos

As ondas de choque de
uma sondagem em França




Uma sondagem IPSOS realizada em França sobre as «novas fracturas francesas» está provocar acesa polémica e diferentes interpretações. Não é possível resumi-la aqui e também não tenho condições para fazer a minha própria apreciação em termos breves dos seus vastos dados, a não ser que, pelas ambivalências e até aspectos contraditórios que revela, me parece dar uma útil aproximação aos tempos de angústia, descontentamento mas também acentuada desorientação que hoje se vivem em muitos países. Melhor mesmo é lê-la com tempo e atenção. Entretanto, vale também a pena ler a contestação de Marianne a uma análise do Le Monde que, esquematicamente, veio postular que os resultados desta sondagem eram um sinal da extensa penetração das ideias (das antigas e das que, por oportunismo eleitoral passou a adoptar, acrescentaria eu) da Frente Nacional.

Resumo da IPSOS:
(clicar para aumentar)


e um dos muitos gráficos


Porque hoje é sábado (359)

Mariana Baltar


A sugestão musical dos sábados traz-vos
hoje a voz da cantora brasileira
Mariana Baltar, com Mauro Aguiar
e Luis Flávio Alcofra






Com total independência aqui o digo

A culpa é do PCP
que não lhes deu uma
chucha antes de terem a birra



24 janeiro 2014

Gramsci e Togliatti já nem se revolvem nas tumbas !

Apresento-vos a peculiar
democracia do novo líder
do Partido Democrático italiano


No Público de ontem era possível ler esta notícia:

Estas citações fazem-se aqui mas sem qualquer admiração. Com efeito, a nova «vedeta» do «centro-esquerda» italiano, recentemente eleita em primárias para líder do Partido Democrático (ex-DS, ex-PDS, ex-PCI), partido que para nele se integrar até obrigou o Grupo Socialista do Parlamento Europeu a modificar ligeiramente o nome, em entrevista ao El País de 23.4.2013 já havia explicado ao que vinha:
Feitas as citações, só falta dizer que é uma pena que quem nos traz estas notícias e os Matteo Renzi que lhes dão origem nunca se dêem ao trabalho de explicar, e assim a moscambilha passa despercebida a 90% dos leitores, que se a um partido que teve 35% dos votos se lhe dá os deputados correspondentes a 53% dos votos, então há 18% de eleitores que são roubados nos deputados que queriam e deviam ter eleito. «Um homem, um voto», bonito princípio claro, o que já não é tão bonito é que os votos de uns possam valer tudo e os de outros não valerem nada. «Democracia representativa», dizem eles !

Olha, olha, assim também eu !

Governo deita foguetes mas
não há festa nos nossos bolsos






23 janeiro 2014

Músicos brasileiros em Nova Iorque

 











A diferença entre um «e» e um hífen

43 anos depois, o mesmo
assassinato de um «e»


[os sublinhados são meus]
«É partindo destas características, aqui brevemente anotadas,mas amplamente desenvolvidas no Programa e noutros documentos do PCP, que o Partido define a etapa actual da revolução como uma «Revolução Democrática e Nacional».
Uma revolução democrática porque porá fim à ditadura fascista, destruirá o Estado fascista, organizará um Estado ao serviço da revolução, instaurará a liberdade política, porá termo à oligarquia financeira, realizará uma série de profundas reformas que beneficiarão a maioria esmagadora da população e abrirão caminho para o socialismo.
Uma revolução nacional, porque pondo termo ao domínio imperialista sobre Portugal e ao domínio colonial português sobre ouros povos, assegurará a verdadeira independência de Portugal.
(...) «O Partido diz: «revolução democrática e nacional», mas a alguns críticos escapa que «democrática» e «nacional» são dois termos distintos que caracterizam por um lado o carácter democrático, popular, da revolução, e, por outro lado, o seu carácter nacional ( a «verdadeira independência»). É sintomático que só muito raramente os teorizadores pequeno-burgueses, ao referirem-se ao Programa e à linha do Partido, repetem a formulação «Revolução Democrática e Nacional» (um e a mais ou menos não tem importância, não é verdade ?). Incapazes de se libertarem de esquemas, de clichés, do que leram nos manuais, escrevem sistematicamente «Revolução Democrática Nacional» (sem a palavra e) julgando possivelmente que a palavra «nacional» significa simplesmente «portuguesa»!; ou revolução «nacional-democrática» ou «democrato-nacional», julgando possivelmente ( sem reparar nos objectivos definidos) que o PCP caracteriza a etapa actual da revolução em Portugal como algumas revoluções  chamadas «nacionais-democráticas» de países que ainda não haviam atingido o estádio capitalista, recém-libertados do jugo imperialista estrangeiro».

- Álvaro Cunhal em
«O Radicalismo pequeno-burguês
de fachada socialista
», obra concluída
 em Novembro de 1970.

« O programa [«aprovado em 1965, no VI Congresso»] define a etapa da revolução como democrático-nacional, alicerçada em oito objectivos»(p. 619); «À tardia incorporação de elementos programáticos, mesmo nos limites que a formulação da revolução democrática-nacional lhes conferiu, o PCP contrapôs uma lógica imediatista (...)» (p.620)

- João Madeira no
capítulo «Conclusões» de
 «História do PCP (1921-1974»,
edição em 2013
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