Como era de esperar, os variados adeptos do actual curso europeu, festejaram a aliás esperada vitória do «sim» no referendo na Irlanda sobre o Tratado Orçamental. A comunicação social destacou naturalmente os os 60,3% para o «sim» e os 39,7% para o «não» mas já ficou mais obscurecido que a abstenção rondou os 50%. Entretanto, sem negar a legitimidade do resultado, a verdade é que, em nenhum órgão de informação, vi que se perdessem dois segundos a reparar que os partidos (Fine Gael, Fianna Fail e Labour Party) apoiantes do sim somaram muito mais de 73% nas legislativas de 2011 e que os os partidos ou forças (Sinn Fein, United Left Aliance) que fizeram campanha pelo «não» nessas eleições se tinham ficado pelos 12%.
É claro que para as forças e interesses que comandam o processo de integração europeia, assustados com andam, só conta que ganharam e pronto. Mas, se quisessem ser lúcidos e olhar mais para diante, deveriam aprender que os 40% de «nãos» na Irlanda (e nas condições descritas no cartoon acima) dizem mais do que parece.





