29 janeiro 2016

A propósito de ignorância cavalar

Alguns, não eu, dirão que
são os malefícios 
da "decilitragem"

Muitos leitores detestam que eu dê confiança a esta gentinha desta mas eu, teimoso como tudo, divirto-me muito a divulgar as patetices senis de Vasco Pulido Valente.

No Público de hoje, arrota o sujeitinho : «(....) De 1975 em diante o PC arrastou uma existência mesquinha e acabou reduzido a umas Câmaras no Alentejo, com uma população envelhecida e sem qualquer importância estratégica e a uma dúzia de sindicatos do funcionalismo público e de companhias do Estado. A sua morte natural parecia próxima.»

Visto isto, só há que concluir que, em matéria de PCP, VPV é possuidor ou de uma ignorância cavalar ou caiu em pequenino  no caldeirão da má-fé (sem culpa dos pais que eram antifascistas estimados). Assim:

1. VPV não sabe que em 1979, ou seja 4 anos depois do 25 de Novembro de 1975, a «existência mesquinha» do PCP bem se revelou nos 18,80% obtidos pela APU em legislativas e dos 20,22% (CM) obtidos em eleições autárquicas;

2.VPV não sabe que no interior centro e norte há mais população envelhecida fora do Alentejo do que dentro dele;

3.VPV não sabe que nas últimas eleições autárquicas de 2013 a CDU  conquistou mais Câmaras Municipais (15) fora dos distritos de Évora, Beja e Portalegre do que as que conquistou nesses distritos (14), entre as quais de novo Loures que, como toda a gente sabe, é um imenso lar de idosos .

4. Finalmente, e para abreviar, mas isto sem aceitar a etiquetagem feita por VPV, é evidente que o próprio nunca se deu  nem dará ao trabalho de consultar a lista completa de sindicatos aderentes da CGTP-IN para não descobrir que a maioria actua no sector privado.

E, pronto, porque há supostos «prestígios» que são eternos e nada abala, Vasco Pulido Valente continuará a escrever três vezes por semana na última página do Público.

7 comentários:

  1. Alguém tem que apanhar,o Boi pelos cornos.
    Tocou-te a ti.

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  2. Vocês vão-me desculpar, caramba, mais complacência com o homem, a vida não está fácil para ninguém. Ele só vende a sua força de trabalho a quem lha compra. É o único produto que tem para vender, que por sinal tem procura no Público. Querem que ele escreva para outro jornal? Qual? o "i"? O "Sol"? O Expresso? O Observador? O Diabo? Deixem lá o homem beber uns copos, vão ver que ele ao fim do dia se esparrama na cama feliz rindo-se de que comprou o jornal e de quem com ele ainda se incomoda. Não comprem o jornal. Já experimentaram cortá-lo em pedaços rectangulares e pendurá-los num prego?

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  3. O texto de VPV é dos mais banal que alguma vez escreveu.
    Diz que o prestígio do PCP começou a cair depois da guerra. Esqueceu-se do prestígio que o PCP ganhou depois da vitória sobre o nazismo. Infelizmente, nessa altura, o povo só pôde festejar a vitória com bandeiras do Benfica. Será que VPV se esqueceu deste pormenor, ou isto era simplesmente para aborrecer aqueles que sabiam?

    Não sabe a origem do termo «batatulinas». Porque é que emprega algo que não sabe a origem? Estranho.

    Quando diz: «O “25 de Abril” permitiu que o PC se apoderasse de umas dúzias de oficiais». Seria bom saber como é que o PCP se apoderou destes oficiais. Comprou-os? Prendeu-os?

    Por último, vem a desesperada tentativa de VPV de fazer com que o seu artigo seja apreciado por leitores afectos ao BE:
    «Chamar, como Jerónimo, uma “rapariga engraçadinha” a uma adulta de 40 anos mostra que ele passou para lá da mais modesta compreensão do mundo real»
    De facto, Jerónimo de Sousa nunca referiu o nome de Marisa Matias, quando fez a declaração que depois foi exagerada e deturpada pela comunicação social. VPV insiste em bater na mesma tecla. Neste aspecto, a repetição cansa e causa aborrecimento.

    Na realidade, não percebo como é que o «Público» continua a precisar dos serviços de uma pessoa que só demonstra, através do seu rancor, falta de ideias.

    JN

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  4. "Na realidade, não percebo como é que o «Público» continua a precisar dos serviços de uma pessoa que só demonstra, através do seu rancor, falta de ideias."

    por isso mesmo meu caro, por isso mesmo

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  5. VPV não gosta do PCP. Não é de agora e muito menos novidade. Sugerir que o PS se pôs a jeito apoiando a "pesadíssima máquina financeira que o PCP é" é a confissão de não morrer de amores por este (também) seu antigo partido. É o caso : dantes eram os rublos que vinham lá do outro lado; agora a massa vem do PS !

    É triste. Está de rastos. O que resta de alguém que chegou a ser respeitado pela sua presença,digo,influência cultural !
    VPV vive amargurado!
    É confrangedor que certa imprensa continue na ilusória esperança de, para vender mais uns numerozitos, publicar pérolas como estas! Ilusão que explica a agonia em que o PÚBLICO se continua a debater desde que saiu o JMF, e passou a ser uma folha de paróquia.
    É mesmo muito triste.

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