28 março 2014

Direitos humanos em geografia variável

Esperando sentado há 24 anos




a ler aqui

Por mim, desde a 1ª guerra do Golfo (1990) que estou à espera que se cumpra a doce profecia de Vicente Jorge Silva, Vital Moreira e outros de que ela também arrastaria a democratização das despóticas monarquias  da zona.

Municipais francesas ou...

... ou quando os jornalistas
só encontram quem lhes convém




a não perder aqui em Mediapart

27 março 2014

Como elas se fazem ou...

... vá-se lá ser prior
de uma freguesia assim!



A respeito das listas para as europeias, a  secção de «Sobe e Desce» na última página do Público sentencia hoje que «a conclusão é esta: só PS e o Bloco de Esquerda respeitaram a lei da paridade, colocando o número suficiente de mulheres para cumprir esse objectivo», remetendo para um texto nas interiores do jornalista Nuno Sá Lourenço.

A minha alma fica parva.  A lista de 21 candidatos efectivos da CDU inclui 10 mulheres e 11 homens e dos 9 suplentes 5 são mulheres e 4 homens e, nos quatro  primeiros candidatos, há 2 homens e 2 mulheres (2º e 4º lugares). Assim sendo, aguardo ansioso que o pessoal do Público que lavrou a sentença acima referida me explique se isto não  é paridade que mais perfeita paridade pode então haver. Talvez das bandas do Público regougem que estavam a pensar nos «lugares elegíveis». E eu responderei que isso dos «lugares elegíveis»depende do voto dos eleitores e que, quanto ao incontornável «imparidade» dos números ímpares, a melhor maneira de calar o Público é haver  um formidável movimento para eleger quatro deputados pela CDU. Desculpem lá mas ligeireza, preconceito  e mesquinhez  é o que isto é.

A total ruptura de um contrato de confiança

E chegam os novos celofanes
para embrulhar a infame roubalheira






25 março 2014

Lacaio, lacaio, lacaio

Isto bem merecia uma
semana de luto nacional



Passos Coelho, nas Jornadas
do PSD em Viseu, em 24.3.2013

Ainda as municipais francesas

Por detrás dos resultados






sondagem integral aqui

e, já agora, o silêncio do costume:

a ler aqui

Teodora rima com «hora» e «embora»

Original pode ser,
boa é que não é

Já muitas e sensatas vozes comentaram este vistoso desarrincanç0 da drª Teodora Cardoso, actual  Presidente de uma coisa chamada Conselho de Finanças Públicas e de quem bem me lembro como membro de um Conselho de "sábios" em economia que assessorou salvo erro Guterres antes de uma campanha eleitoral passada.

Assim sendo, só quero deixar duas notas, uma de superfície e outra mais de fundo: 

- a primeira é a mesma para qual acordei quando uma lei de financiamento dos partidos pretendeu impôr o pagamento de quotas através de meios bancários e que consiste em perguntar qual é a lei que obriga um cidadão a ter conta bancária e, mesmo que houvesse, tenho para mim que seria claramente inconstitucional;

-a segunda, mais inquietante, é que esta «inovadora» proposta de Teodora Cardoso parece amargamente confirmar que os tempos de crise, além estimularem manifestamente uma grande criatividade na política de roubo aos portugueses, também favorecem um crescimento exponencial da patetice e desatino, incluindo em pessoas qie, divergências à parte, até pareciam merecer-nos algum respeito.


24 março 2014

Cansadíssimo de generalizações abusivas

Resistindo a uma
lamentável rasura da história



Na sua crónica de hoje no Público, Rui Tavares escreve a dado passo (sublinhado meu) que «desde 2001 temos tido a infelicidade que temos tido a infelicida de ver todos os partidos  estabelecidos da V República francesa, da esquerda à direita, estenderem a passadeira à Frente Nacional».

Face a isto, não sei nem me interessa muito saber porque é que o autor escolheu a fronteira de 2001 ( a Frente Nacional ganhou peso político a partir de 1982;  mesmo que nas presidenciaisem 2002 Le Pen não tivesse ido à segunda volta  isso não alterava nada o seu inquietante peso eleitoral ( 16,86%) e até já tinha tido 15% nas presidenciais de 1995), o que sei sim e me interessa muito é que é intelectualmente deplorável misturar o PCF com, por exemplo, um Mitterand Presidente da República que telefonava ao director da então ORTF (televisão pública) para que entrevistasse Jean-Marie Le Pen, numa manobra tacticista para enfraquecer a direita clássica.

Na impossibilidade de exibir aqui os milhares de discursos, de folhetos, de artigos, de dossiers e de iniciativas políticas movidas pelo PCF contra a Frente Nacional, deixo aqui apenas, para ilustração de Rui Tavares, uma declaração política do PCF de há 20 anos e umcartaz do PCF e um folheto da CGT.