(dirigido por Terri Lyne Carrington)
10 junho 2012
09 junho 2012
Democratas de boa cepa, olha, olha
Aplicando o critério ao país,
aí teríamos a tal suspensão da democracia
aí teríamos a tal suspensão da democracia
(no DN online)
Eu já nem pergunto, Deus me livre, por cianeto, mas será que no Porto já não se vende chá de tília ou então fita adesiva ?
Sem problemas
Citando Pacheco Pereira
Por desfastio e enjoo, não abordei aqui as declarações de Passos Coelho de elogio à «paciência» dos portugueses nem a monumental ripada que D. Januário dos Reis Torgal a esse respeito lhe deu.
Mas não tenho nenhum problema em colmatar essa lacuna, citando parte do que hoje Pacheco Pereira escreve no Público. Com efeito, ele arranca assim (sublinhado meu): « Eu já vejo com muitas reservas esta obsessão dos dias de hoje de atribuir estados de alma a toda a gente para explicar tudo e mais alguma coisa, e por isso sou avesso, por maioria de razão, a embarcar na mesma ideia de que isso se possa fazer ao povos. Isso a propósito da paciência do povo português celebrada pelo primeiro-ministro como virtude ímpar numa Europa turbulenta.Claro que se podem dizer muitas coisas sobre «o povo português»: que está "zangado" com a crise, que está "furioso" com os políticos, que está "deprimido" com o empobrecimento forçado, que está "prostrado" pela inação, que tem uma infinita "paciência". Há, no entanto, várias coisas que ninguém tem a coragem de dizer e o problema dos excessos de psicologia começam aqui. Ninguém tem a coragem de dizer que que o povo português está "contente" com o ajustamento, que fica "feliz" porque passou a ter, como lhe dizem os governantes, que viver com os seus parcos recursos, e não pode viver mais do crédito (um parêntesis para dizer que um dos absurdos da actual situação que parece escapar a muitos é que todo este "ajustamento" se está a fazer "para o país voltar aos mercados", ou seja, para pedir mais dinheiro emprestado...), que está "consciente" de que o futuro do seu país é risonho após o termo desta revolução dos costumes", que "compreende" que tem que sofrer para depois renascer como a Fénix (...)».
Claro que, da minha lavra, eu diria outras mais coisas. Mas, em voz alheia e politicamente de mim distanciada, estas já chegam.
Porque hoje é sábado (276 )
Spain
A sugestão musical de hoje traz
a «o tempo das cerejas»
a banda Spain de que é figura principal
Josh Haden.
a banda Spain de que é figura principal
Josh Haden.
Um livro estrangeiro por semana ( )
Culturas del exilio español
entre las alambradas
Literatura y memoria de los campos de
concentración en Francia (1939-1945)
concentración en Francia (1939-1945)
de Francie Cate-Arries, 463 págs,
editorial Anthropos, 24,50 E.
Nota do editor: «Este libro ofrece un detallado análisis de la producción cultural realizada
dentro de los campos de concentración en Francia para refugiados españoles a
raíz de la guerra civil española. Recupera la compleja memoria cultural de una
población de refugiados de guerra cuyas historias como internos en campos
franceses no han sido tan ampliamente difundidas ni han recibido la atención
detenida de la crítica y tiene como centro de su investigación la función
discursiva de los campos en el terreno simbólico del imaginario nacional del
exilio, lo cual, por un lado, produce un lugar conmemorativo dentro de la
memoria colectiva y, por otro, expresa la legitimidad y la autoridad moral de
una comunidad política desarraigada.»
PVP (s/iva) 23,56 € | PVP (c/iva)
24,50 €
08 junho 2012
Crédito à habitação
Hoje, na AR, debate sobre
um gravíssimo problema
Desculpem mas enganei-me na foto, a que eu queria mesmo pôr era esta tirada numa agência da CGD.
um gravíssimo problema
Desculpem mas enganei-me na foto, a que eu queria mesmo pôr era esta tirada numa agência da CGD.
Extracto da intervenção
de Bernardino Soares:
de Bernardino Soares:
«(...) Entendemos que é preciso, perante a diversidade de situações contratuais e
concretas, prever soluções diversificadas que conduzam a este resultado.
- A solicitação da apresentação pela instituição bancária, no prazo de um mês, de um plano de reestruturação de créditos que introduza condições mais vantajosas para o mutuário;
- A possibilidade de aceder a um período de carência até um máximo de 4 anos, que pode ser total durante dois anos;
- A redução dos juros remuneratórios para uma taxa de Euribor mais 0,25% pelo período máximo de 48 meses;
- A possibilidade de perdão parcial da dívida, nos casos em que o empréstimo esteja na sua fase final e em que portanto a remuneração do banco foi já significativa, permitindo a opção por uma de três modalidades;
- A proibição de penhoras, seja por falta de pagamento do IMI, cujos valores estão a ser fortemente aumentados, seja por incumprimento de ouros créditos de valor claramente inferior e que não devem pôr em causa a casa de habitação. (...)»
- A solicitação da apresentação pela instituição bancária, no prazo de um mês, de um plano de reestruturação de créditos que introduza condições mais vantajosas para o mutuário;
- A possibilidade de aceder a um período de carência até um máximo de 4 anos, que pode ser total durante dois anos;
- A redução dos juros remuneratórios para uma taxa de Euribor mais 0,25% pelo período máximo de 48 meses;
- A possibilidade de perdão parcial da dívida, nos casos em que o empréstimo esteja na sua fase final e em que portanto a remuneração do banco foi já significativa, permitindo a opção por uma de três modalidades;
- A proibição de penhoras, seja por falta de pagamento do IMI, cujos valores estão a ser fortemente aumentados, seja por incumprimento de ouros créditos de valor claramente inferior e que não devem pôr em causa a casa de habitação. (...)»
A panaceia das «primárias»
Vejam lá se se decidem
Segundo o DN, em carta dirigida a António José Seguro a propor um novo Congresso do PS, o militante Eurico Figueiredo anota (sublinhado meu): "O que proponho, através da democracia participativa, é que os potenciais votantes e simpatizantes do PS (e dos outros partidos se assim o quiserem) possam participar em escolhas importantes (deputados, presidentes das câmaras) e tenham a oportunidade de, através de movimentos cívicos e dos referendos, intervirem na vida política nacional".
Desde logo, a minha alma fica parva quendo leio que Eurico de Figueiredo vem reclamar que os militantes do PS tenham «oportunidade de, através de movimentos cívicos e dos referendos, intervirem na vida política nacional", coisa que eu julgava absolutamente adquirida.
Depois, não sei como é no PS mas no partido que melhor conheço, os militantes e as estruturas locais tem naturalmente a possibilidade de serem concultados e darem opinião sobre candidatos a deputados e eleitos autárquicos, acontecendo porém que, como me parece legítimo e avisado, essas escolhas sejam feitas em diálogo com a direcção nacional ou ou seus órgãos executivos a quem deve caber a decisão final (designadamente nas situações mais importantes) já que até - ponto muito esquecido - são os únicos que detêm o exclusivo da representação partidária junto dos tribunais onde são entregues as candidaturas.
Mas não deve ser disso que fala Eurico de Figueiredo, presumindo eu que deve estar a fazer a defesa de «primárias» locais ou distritais dentro dos partidos para os diversos tipos de candidatura.
A quem quiser ir por aí, desejo muita sorte e felizes desenlaces. O que é preciso acabar de vez é com a conversa de políticos, de jornalistas e politólogos que tão depressa defendem as «primárias» nos partidos como, na curva anterior ou seguinte, se escandalizaram ou vão escandalizar com os feudos locais e com o desproporcionado poder e impunidade partidária ganhos pelos isaltinos morais, fátimas felgueiras e valentins loureiros e seus futuros herdeiros e continuadores.
Por fim, só quero lembrar que candidatos, filiados ou independentes, vão e vêm e que, coisa importante do ponto de vista da responsabilização democrática, os partidos é que podem ser encontrados e pagarem o que tiverem a pagar perante os eleitores.
07 junho 2012
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