Com o desemprego a aumentar e umas eleições à porta que parecem não ir ser uma triunfal passeata, Obama resolveu atirar as culpas para cima da Europa. Com staffs tão numerosos e qualificados, não houve ninguém que lhe lembrasse que a crise de 2007/2008 não nasceu na Europa mas na terra dele e que Lehman Brothers não é um nome de firma francesa ou alemã. Subprime- have heard about this, Mr. Obama ?
12 junho 2012
11 junho 2012
Estimada e preclara Clara
Está desde já convidada !
Graças ao sempre muito atento Fernando Penim Redondo, descubro o último capricho da pluma em que, para não variar, se misturam coisas bem ditas com umas generalizações, caricaturas e cegueiras (ver círculo a vermelho) que são hoje muito típicas em pessoas com um certo estatuto social e intelectual e que nunca se querem comprometer muito por causa das conotações.
Se a CGTP não se importa (e como poderia importar-se ?), resolvo o problema, daqui convidando a Clara Ferreira Alves a vir protestar com muitos mais no próximo sábado, às 15 hs., a partir do Marquês de Pombal.
Esteja descansada, vai lá haver mais gente vestida com elegância e bom gosto. Se souber que vai mesmo, até eu prometo aperaltar-me.
Se a CGTP não se importa (e como poderia importar-se ?), resolvo o problema, daqui convidando a Clara Ferreira Alves a vir protestar com muitos mais no próximo sábado, às 15 hs., a partir do Marquês de Pombal.
Esteja descansada, vai lá haver mais gente vestida com elegância e bom gosto. Se souber que vai mesmo, até eu prometo aperaltar-me.
Elogio da coragem política ou...
... perder com honra
A imprensa francesa, e por contágio a imprensa portuguesa, destacam o desaire de Jean-Luc Melenchon, candidato do Front de Gauche (PCF+PG et alia) na circunscrição de Henin- Beaumont (Pas de Calais) onde se candidatou com o propósito afirmado de derrotar Marine Le Pen e de impedir a sua entrada no Parlamento. Tratava-se uma cartada muito arriscada e que, como acontece com algumas delas, não funcionou. Na verdade, ao invés do que as sondagens tinham enunciado, Melenchon (por meros 2 pontos percentuais !) não conseguiu o segundo lugar mas o terceiro com 21,48% dos votos (em 2007, o candidato do PCF tinha aí obtido 8,47%), antecedido por Phillippe Kermel do PS com 23,50% e Marine Le Pen com 42,36%. Diga-se a este respeito que, ao contrário do que se afirma hoje no Público, Melenchon não foi «afastado» da 2ª volta pois qualquer candidato com mais de 12% pode participar nelas. Melenchon e o Front de Gauche não o fazem, não por impossibilidade legal, mas por uma política de respeito pela chamada «disciplina republicana» na 2ª volta. Entretanto, é bem possível, e talvez até compreensível, que este desaire de Melenchon se tenha ficado a dever ao facto de um segmento dos eleitores à esquerda ter pensado que um candidato do PS era mais agregador e menos passível de preconceitos na hora de tentar vencer Marine Le Pen na 2ª volta.
Quanto a mim, esta aposta do Front de Gauche e de Melenchon tem de ser entendida num quadro de orientação política, já absolutamente notória nas presidenciais, de não dar tréguas à Frante Nacional. Com efeito, nenhuma outra força política combateu tão forte e persistentemente a FN como o F.G. e os partidos que o integram. E se ainda percebo alguma coisa de política e de eleições, atrevo-me a dizer que o fizeram por dever e coragem política e não tanto por cálculos de ganhos eleitorais, já que não foi certamente por acaso que tanto o PS como a UMP sempre foram muito discretos nos ataques à FN. Quero com isto dizer que o ataque político em devida forma a Marine Le Pen e à FN, pode e deve ser um imperativo democrático mas também comporta o risco de crispar e indirectamente hostilizar a ampla e popular base eleitoral da FN.
Considero importante escrever isto porque, tanto nas presidenciais como nestas legislativas, não pouco imprensa se empenhou em apresentar desonestamente Melenchon/ Front de Gauche e Marine Le Pen/FN como duas faces da mesma moeda populista, demagógica e anti-europeia. Para os que porventura ainda tenham dúvidas está aqui, em PDF, o argumentário anti-Frente Nacional elaborado pelo PCF.
Adenda em 12 de Junho:
Parecia que estava a adivinhar: no Público de hoje até um jornalista, Jorge Almeida Fernandes, com vasta experiência em política internacional considera que «Marine trucidou literalmente Mélenchon» e que «o líder [?] da Frente de Esquerda não passou sequer à segunda volta». E viva a seriedade, rigor e profundidade de análise !
Adenda em 12 de Junho:
Parecia que estava a adivinhar: no Público de hoje até um jornalista, Jorge Almeida Fernandes, com vasta experiência em política internacional considera que «Marine trucidou literalmente Mélenchon» e que «o líder [?] da Frente de Esquerda não passou sequer à segunda volta». E viva a seriedade, rigor e profundidade de análise !
10 de Junho - o outro discurso
Pare, escute e pense
Propositadamente separado do post sobre o discurso de Cavaco Silva, aqui fica o muito diferente discurso no 10 de Junho de António Sampaio da Nóvoa, Reitor da Universidade Clássica de Lisboa.
Muito a propósito
Unemployment Blues
Mike Anderson
Mike Anderson
JJ Cale
Beating down the pavement,
Looking for a job
I'll do anything except steal and rob
Unemployment is something I can't use
If you can't use me,
Can you tell me some good news
I'll be pretty simple,
Hear just what I say
I'll do anything to send these blues away
Unemployment is something I can't use
If you can't help me,
Can you tell us some good news
You won't have to pay me overtime,
Overtime and all that
You just tell me what time and where at
Unemployment is something I can't use
If you can't help me,
Can you tell me some good news
I'll do anything at all,
Anything at all to be a friend
You know I'm real prompt,
I'm right on time
Unemployment is something I can't use
If you can't help me,
Can you tell me some good news
França - por detrás dos números
Quem votou em quem e porquê
Como habitualmente, a IPSOS oferece aqui a sua sondagem à boca das urnas sobre as motivações e outras componentes etárias, sociais e profissionais do voto na 1ª volta das legislativas francesas. E, em texto de análise, desenha, com base nela, perspectivas para a segunda volta. Entretanto, devo avisar que estudos deste tipo são absolutamente desaconselháveis àquelas santas almas que julgam que os fenómenos eleitorais são coisas simples e que se as coisas não correm melhor para a esquerda mais consequente é apenas porque não puxa suficientemente pela cabeça.
10 junho 2012
1ª volta das legislativas francesas
Mais ou menos como previsto
(ler anterior post aqui)
Os resultados finais:
Os resultados da 1ª volta de 2007
(ler anterior post aqui)
Os resultados finais:
Os resultados da 1ª volta de 2007
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