03 outubro 2018

O truque das «receitas extraordinárias» !

Sacaram para as Finanças
os fundos de pensões
da banca e esqueceram-se
que depois havia pensões
a pagar




Ontem na Casa do Alentejo

Foi bonita a festa, pá !




MOÇÃO
aprovada por unanimidade e aclamação

Democratas, entre os quais diversos ex-presos políticos, reunidos em sessão pública realizada em 2 de Outubro para assinalar o 2º aniversário do lançamento da petição que contestou a decisão de concessionar a privados o Forte de Peniche para fins hoteleiros:

Saúdam todos os antifascistas que, erguendo um poderoso movimento de opinião, contribuíram de forma relevante para a justa atitude governamental de anular a referida decisão ;

Salientam o seu continuado apoio e empenho ao projecto de criação no Forte de Peniche de um Museu Nacional da Resistência e da Liberdade, projecto e decisão que estão inteiramente de acordo com a história e memória daquela cadeia como símbolo maior da opressão exercida sobre cerca de 2500 lutadores antifascistas;

Declaram acompanhar com atenção e espírito construtivo o trabalho de departamentos governamentais e respectivos técnicos no sentido da concretização da criação do referido Museu;

Consideram que, simbolizando de forma pública a irreversibilidade deste projecto, seria muito importante que, a 27 de Abril de 2019, fosse possível inaugurar núcleos significativos do novo Museu.
Lisboa, 2 de Outubro de 2018

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Poema. escrito em 1960 em
Peniche, enviado à sessão
por António Borges Coelho

Na gávea da velha Fortaleza

Está lá baixo o mar oceano

No bojo de águas frias
lapida o Sol milhões de pedrarias

O largo longo ondear
que só do alto o céu pode abarcar
matiza-se de verde anil cobalto
a desdobrar-se em cor desde o mar alto

Os meus olhos são asas de gaivota
roçando a flor das águas afagando-as
em cada círculo ou rota
ou pousadas balouçando
seguindo o movimento
deste mar tão brando
e logo tão violento

Ei-lo além como salpica
a linha do litoral
a laivos brancos
a face de Portugal 
fica
com colarinho
no fato azul marinho
**
Não estás às vezes todo à flor tranquilo
e vem de baixo um sussurar de rouco estilo
com ruído que sobe lá do fundo
como se arrastasses toda a dor do mundo

Que a nossa vida passe no seu flanco
leve das alegrias lento pelas mágoas
fique sempre o sulco branco
qie as traineiras deixam sobre as águas

Nesta toada os olhos se me afundam
pela linha das vagas onduladas
até se perderem nas nuvens amontoadas
que o horizonte inundam

Uma traineira vem chega do largo
os pensamentos quebrada a sua rota
descem num voo planado de gaivota
estou já pousado e ainda as asas
se agitam descem
até que a emoção as deixa rasas

**
Perde sentido a vida
se não a expomos de frente
que leva as trevas de vencida

Porque serei avaro
se tudo à Humanidade devo
o lápis a emoção com que isto escrevo

Agora que o Sol morreu
donde vem a luz que as águas acendeu
é luz que vem de baixo
ou da que o Sol deixou no céu

Camaradas
sejamos vigilantes
como esta luz dos barcos e das casas
nesta noite de armas aperradas
ousados caminhantes

29 setembro 2018

Porque hoje é sábado ( )

Magos Herrera


A sugestão musical deste sábado vai
para Magos Herrera, cantora
mexicana de jazz.


28 setembro 2018

23 setembro 2018

Atenção, beneficiários da ADSE

Os pontos nos is numa
manchete do «Expresso»
e em declarações do senhor
empregado da saúde privada



mais aqui

Há 25 anos

A lei da bomba contra
o Parlamento russo


La crise constitutionnelle russe est une crise politique ayant eu lieu en 1993 entre le président de la Fédération de RussieBoris Eltsine, et le Congrès des députés du peuple.
Les relations dégradées entre les deux entités aboutissent à une crise ouverte lorsqu'en mars 1993, le Congrès annule le projet de référendumvisant à adopter le nouveau projet de constitution, préparé par Eltsine et le gouvernement russe. Un point majeur de discorde a par ailleurs été le train de réformes économiques entreprises par Eltsine en 1992, connu sous le nom de thérapie de choc et caractérisé par de nombreuses privatisations et une réduction des dépenses publiques. Elles avaient généré une inflation de 2 600 %, l’augmentation des taxes et une chute brutale de l’espérance de vie.

    Historique[modifier | modifier le code]

    Eltsine annonce la dissolution du Congrès le 21 septembre, ce qui n'est pas permis par la constitution de 1978, invoquant pour sa légitimité le résultat favorable du vote de confiance lors du référendum d'avril 1993. Le parlement riposte en annonçant que Boris Eltsine est démis de ses fonctions, et en installant le vice-président Alexandre Routskoï comme président intérimaire. Après dix jours d’affrontements meurtriers dans les rues de Moscou, et malgré les réticences de certaines unités militaires à intervenir contre la population civile, le parlement est mis au pas avec l'aide de l'armée, qui assiège et envahit la Maison blanche le . Dix chars sont déployés devant la Maison blanche qui est méthodiquement pilonnée et partiellement incendiée, tandis que les forces spéciales ALFA et Vympel pénètrent dans le bâtiment1.

    Immédiatement après cette crise politique, Elstine fait bannir les partis nationalistes et communistes par décret ainsi que les journaux de l'opposition (Den, Sovetskaya Rossiya et Pravda) et les groupes paramilitaires afin de renforcer son pouvoir. Le Congrès des députés du peuple est dissous et est remplacé par la Douma. Dans la foulée de cette attaque spectaculaire et des combats de rue, une chasse aux « illégaux » est lancée dans tout Moscou, en particulier contre les Caucasiens, arrêtés en masse. Ces rafles, qui ajoutent à la confusion, auraient concerné vingt-cinq mille personnes2.
    Les gouvernements et médias occidentaux saluent le comportement d'Eltsine dans le déroulement de la crise3. (Wikipedia)
    artigo de Guennadi Ziouganov aqui

    Manuel de Azevedo

    Memória de um grande
    resistente e de um bom amigo




     biografia da autoria de
    Helena Pato e João Esteves aqui

    20 setembro 2018

    Este fim de tarde

    Puro encanto
    na Casa da Poesia



    Hoje, na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, Jorge Silva Melo disse, como ele sabe dizer bem, poemas de «A Foz em Delta» de Manuel Gusmão.


    3
    ELOGIO DA TERCEIRA COISA
    Entre mim e ti há a terceira coisa
    aquela que nos põe ao alcance da mão
    os nomes todos das coisas e as coisas sem nome
    quando a multidão sagrada dos pronomes pessoais nos
    permitir dizer nós contra o tempo e o vento
    Nós que aos cinco sentidos acrescentamos os outros
    Nós a sensibilidade que imagina o comum
    quando uma multidão deixa de ser
    um rebanho de escravos para começar a ser
    uma assembleia de humanos livres
    de pé no chão da terra discutimos o que fazer
    pelas mãos em concha bebíamos a água
    onde a luz do sol cintila irisando-a
    Nós que para além de ti e de mim somos
    A terceira coisa : a promessa sem garantias
    a invenção do incomum que partilha o comum
    o comunismo que vem connosco

    e para além de nós recomeça.