21 agosto 2015

A pretexto da convocação de eleições na Grécia

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Casa cheia no Nimas

Um serão muito divertido
com Trafic de Jacques Tati


Começou ontem à noite no Cinema Nimas, em Lisboa, o ciclo dedicado à obra do cineasta francês Jacques Tati com uma apresentação inicial cheia de graça e inteligência de Jorge Silva Melo.




A programação completa do ciclo
(hoje quatro sessões com "Parade")
pode ser consultada aqui

20 agosto 2015

Correntes e cenas do ...

... cinema, cinema



Uma frase mal aplicada

Não, à terceira
não será de vez



Relata o Público que, durante o debate no Bundestag sobre o empréstimo à Grécia, «o principal opositor aos empréstimos da CDU, o deputado Klaus-Peter Willsch, [na foto] questionou “porque se bate duas vezes com a cabeça na parede?”, sugerindo que seria altura de “tentar ver se não há uma porta”. A porta “seria a Grexit”, a saída da Grécia do euro.»
Como está na cara, o deputado da CDU alemã referia-se ao empréstimo. Se tem havido o milagre de se referir ao brutal pacote de austeridade que está associado ao empréstimo, eu não só estaria de acordo como até lhe bateria palmas.

17 agosto 2015

Fim do dia com o saxofone de

Jorge Retamoza 




No «DN»

Um artigo de Octávio Teixeira



«(...) Acresce a exigência que o Tratado Orçamental nos faz de redução da dívida pública para 60% do PIB num prazo de 20 anos, e que não é suscetível de quaisquer leituras ditas inteligentes. Sem uma diminuição do montante da dívida e das taxas de juro, e mesmo na perspetiva otimista do governo no programa de estabilidade 2015--2019, isso obrigaria à obtenção de saldos orçamentais primários positivos da ordem dos 3,7% anuais durante esse longo período. Algo que seria inédito entre os países da UE e é uma missão impossível. Se fosse tentada, arrastaria a economia para uma prolongada depressão e promoveria o empobrecimento perene da população, a manutenção do desemprego a níveis elevadíssimos, a emigração permanente, a privatização de tudo que público seja, incluindo a saúde e a educação.
E os bloqueios resultantes da dívida incidem igualmente sobre a democracia política e a soberania nacional. Porque a sua subsistência conduziria a que não pudesse haver alternativa à política austeritária. O que significaria a negação da democracia política e do poder soberano do povo de optar por outras vias.
A não reestruturação significativa da dívida pública impede, objetivamente, quaisquer estratégias e políticas diferentes das atuais. Independentemente da cor partidária que estiver no governo. As alterações possíveis circunscrevem-se ao grau. E o melhor a que uma política de austeridade mais moderada poderá aspirar é a uma austeridade mais moderada, mas mantendo--nos num quadro de austeridade perpétua. (...)»

na íntegra aqui