10 setembro 2012

No "Público"

Extraordinária 1ª página,
extraordinário preconceito !

Para mais tarde recordar: na 1ª página do «Público»  de hoje há espaço para um vago sinal de Seguro mas comício da Festa do Avante! nada, zero, nicles, o que se compreende, aceita e aplaude pois quem manda os comunistas realizarem o maior comício anual de Portugal (rima e é verdade).

09 setembro 2012

Jerónimo de Sousa na Festa do Avante!

O fim da crise só com o fim
desta política e do governo
que a põe em prática!



(...)Portugal enfrenta a mais grave crise económica e social com consequências trágicas para o país e dramáticas para a vida dos portugueses: desemprego brutal; profunda e destruidora recessão económica; um processo de empobrecimento generalizado; regressão drástica das condições de vida das classes e camadas populares; aumento das injustiças e desigualdades; alastramento das situações de pobreza e de exclusão social, acentuação da dependência do país face ao estrangeiro.
Vivemos hoje uma situação de brutal retrocesso do país em todos os domínios. Uma situação que é o resultado acumulado de anos de política de direita ao serviço dos grandes grupos económicos e financeiros e de um Pacto ilegítimo que tudo agravou, estabelecido entre aqueles que governaram o país em todos estes últimos anos – o PS, PSD e CDS-PP e a troika estrangeira do FMI/BCE/UE.
Dissemos há um ano a partir desta mesma tribuna que o Pacto imposto pelos banqueiros, os especuladores e o grande capital para seu próprio proveito era um desastre que o país pagaria caro e que o caminho era outro e que havia uma alternativa capaz de defender o país e as condições de vida dos portugueses. Dissemos que este continha um programa inaceitável de exploração do trabalho, de extorsão dos portugueses e dos recursos nacionais. Que tal Pacto não era um programa de ajuda, mas um Pacto de Agressão ao país e aos portugueses.
Dissemo-lo e a vida confirma-o. A dimensão dos problemas atingiu níveis inimagináveis. Se o país há muito estava mal, tudo ficou pior.
As medidas de ataque aos salários, às reformas, aos rendimentos e condições de vida dos trabalhadores e do povo. O aumento dos impostos sobre o trabalho e consumo. A deliberada e drástica redução do investimento público e privado. A renúncia a uma política de desenvolvimento e de promoção da produção nacional. O aumento desmesurado e generalizado dos preços da energia, transportes e de todos os factores de produção – sectores dominados pelos grandes grupos económicos –, bem como o estrangulamento financeiro das micro, pequenas e médias empresas, são os negros traços de uma política de rapina ditada pelo dogmatismo ideológico ao serviço dos grandes interesses, cujas consequências negativas para o país e para a vida dos portugueses estão para lá das previsões mais pessimistas. (...)

Agora, aí os temos a dizer que nem tudo correu como previam!
E com um descaramento inacreditável a anunciar novas e mais brutais medidas, em nome da solução dos problemas que deliberadamente agravaram e continuam a agravar. Ultrapassando tudo o que era imaginável e todos os limites da desfaçatez e do cinismo, acabámos de ver o primeiro-ministro Passos Coelho com ar pungente a anunciar um descarado roubo nos salários dos trabalhadores e reformados, em nome do combate ao desemprego! Desemprego que promoveram e deixaram crescer para pressionar os salários para baixo e impor a lei da selva no mercado de trabalho!
Há quem diga que, perante o fracasso desta política de desastre nacional, estamos perante aprendizes de feiticeiro, vítimas do ricochete do seu próprio feitiço.
Puro engano!
Eles não são principiantes! Eles são mestres na arte da exploração dos trabalhadores e dos povos, para servir os senhores do dinheiro. Na sua maioria cursaram e fizeram tirocínio nas escolas do pensamento neoliberal, nos alcatifados da União Europeia e nas mais afamadas administrações dos grupos económicos e das grandes instituições financeiras, cujas portas estão sempre abertas a um regresso, depois de uma “sacrificada comissão de serviço público”. Eles são peritos na arte da mistificação. Eles nunca se enganam na receita e o feitiço nunca se vira contra eles, nem contra os interesses que servem, mas contra os trabalhadores, contra o povo.(...)»

intervenção integral aqui

E ao terceiro dia da Festa

Um comício de combate e de esperança


É claro que, no último dia da Festa, há os Gaiteiros de Lisboa a fechar o Palco 25 de Abril e Hélder Moutinho e depois Ana Moura a fechar o Auditório 1º de Maio. Mas antes, às 18 horas,  realiza-se o comício da Festa que, nas circunstâncias actuais, ainda mais convoca a participação física de todos os comunistas e outros democratas que compreendem a urgência, necessidade e importância de uma grande afirmação de vontade de resistência e de luta e de favorecimento de um autêntico sobressalto nacional que esconjure a verdadeira tragédia que a política do governo, cada vez, mais cruelmente anuncia.

08 setembro 2012

Os irmãos Metralha eram uns querubins

Agora em nome do emprego ?
Tenham um pingo de vergonha !

(anterior sobre este assunto aqui)

Porque hoje é sábado (289)


Chris Mills

A sugestão musical deste sábado traz-vos
 a voz do cantor norte-americano
 
Chris Mills, cujo último álbum se intitula Heavy Years 2000-2010

07 setembro 2012

Já que não é possível interná-los...

... então é preciso fazer
tudo para os deitar abaixo !


Imagem do esperançoso ano de 2013
prometido por Passos Coelho no «Pontal»


Sinceramente, uma pessoa quase não sabe o que há-de dizer sobre o vendaval de novos golpes e ataques anunciados pelo Governo PSD-CDS após a quinta avaliação da troika. Corte de um salário para todos os trabalhadores do sector privado ( olhem no que deu o argumento da equidade»), uma brutal subida da contribuição dos trabalhadores para  a segurança social significativamente acompanhada de uma descida da TSU para as empresas e mais um rol imenso de novos agravamentos da austeridade.

O que se desenha e anuncia não tem outro nome se não teimosia no erro, mais um descarado e desumano empurrão para o empobrecimento de vastíssimas camadas da população, uma agravamento deliberado de todos os problemas sociais e, não pouco importante, uma aposta consciente e  deliberada na recessão económica que, como já se viu no último ano, só pode agravar problemas de défice e de dívida.

Está criada uma alarmante situação de emergência nacional. Por mim, depois de reafirmar que é tão legítimo e democrático um governo cumprir um mandato de 4 anos como, no quadro de funcionamento das instituições, não o conseguir, sinto ser um imperativo de primeira grandeza e de autêntica salvação nacional tudo fazer para deitar este governo abaixo e abrir as vias para soluções verdadeiramente alternativas.

Não, não é mais um festival de Verão

É o "cristal de mil faces" que espera
por si para juntos fazermos a Festa




E logo, entre tudo o mais, não perca mais uma noite de magia e encanto com o Concerto Promenade, com a Sinfonieta de Lisboa e a música de Elgar, Katchaturian, Mozart, Mendelssonh, Chabrier, Bernstein, von Suppé, Haydn, Prokofiev, Offenbach, Borodin, Bizet, Grieg, Schubert, Johann Stauss Jr. e J. Strauss Sr.