28 agosto 2012

O sempre extraordinário PS

O derrotismo (ou coisa pior)
do PS em todo o seu esplendor


A anterior declaração de António José Seguro no sentido de que, quando o PS for governo, anularia as decisões governamentais do PSD e CDS sobre a RTP já era um desastrado exercício de derrotismo porque ainda agora mal começou a batalha política e de opinião pública para travar e derrotar os projectos governamentais, sejam quais forem as variantes que assumam.

Agora, se por acaso esta manchete do JN correspondesse à verdade, estaríamos perante algo pior do que derrotismo, estariamos perante mais uma forma de cumplicidade do PS com a direita que se traduziria na ideia de apenas salvar a RTP/2 e não contestar a concessão que o actual governo se propõe fazer do principal canal.

A manchete que eu queria ver era a seguinte mas nisso está Seguro quieto !





Editorial do "Público" de hoje

Quando se apagam todas as fotos
e se pratica a conveniente amnésia

Não é a primeira vez que acontece e já aqui denunciei com frequência esta desavergonhada rasura da realidade com que muitos media e muita opinião publicada têm procurado inventar uma alegada e geral «paz social» no nosso país. Repare-se bem outra vez: para a ou o editorialista do Público tudo tem acontecido «sem que os cidadãos tenham descido às ruas e manifestado a sua ira pelo empobrecimento e pelo desemprego». À esquerda, cada um de nós até pode desejar que fosse ainda mais intensa e mais ampla a contestação às medidas do governo mas isso não invalida em nada que, se não fosse por razões de espaço e de trabalheira de pesquisa, eu poderia matar a afirmação do Público publicando de seguida dezenas de fotos de manifestações, concentrações e outras acções do mais diverso tipo e com  variados motivos e objectivos, para além de duas greves gerais, realizadas no país no último ano.  Embora menos expressivo e muito longe da realidade, eu podia fazer ainda uma coisa mais cruel: era publicar todas as notícias ou fotos ainda assim publicados sobre estas matérias pelo Público, jornal que, pelos vistos (atenção Belmiro !), os seus mais  altos responsáveis não lêem.



Neste ponto, o meu comentário é mais breve pois limita-se apenas a assinalar que ao ou à editorialista do Público, certamente por um ataque de muito conveniente amnésia faltou acrescentar à citação acima, mais catorze palavras, ou seja, algo assim :«, como os partidos à esquerda do PS e a CGTP insistentemente advertiram desde início».


E, pronto, que durmam bem
os editorialistas do Público
porque vem aí mais «paz social»:

(clicar na imagem para aumentar)

25 agosto 2012

Informação para Passos, Relvas e Borges

Até os EUA têm !


Porque hoje é sábado ( 287 )

Rebecca Gates
& The Consortium 


A sugestão musical deste sábado
vai para a cantora indie norte-americana
 Rebecca Gates e a sua banda
The Consortium, cujo último álbum
se intitula
The Float.


Lure and the Cast


Lease and the Flame

Harlesden To Vals

24 agosto 2012

Senhores do governo :

Sei que não gostam dela
mas façam favor de ler


Isto só pode atirar
 para o lixo isto:

E mais três notas:
1. Com um governo sem escrúpulos como o que temos, creio que não se pode excluir  totalmente que este «cenário» possa  ter sido anunciado  para acalmar os operadores privados e, mera hipótese, apenas privatizar um canal gerando em cada um de nós o sentimento de que «afinal não foi mau assim». Não mordamos este anzol.
2. É completamente idiota neste caso a distinção que alguns andam a fazer entre «privatização» e «concessão». É que, sendo o espaço radioeléctrico um bem do domínio público, é claro que tecnicamente se trata de uma concessão que, nem por isso deixa de significar a utilização e gestão por privados por um determinado prazo de um ou vários canais de televisão até aqui integrados no serviço público. Para os muitos que parecem não o saber, esclareço que a SIC e a TVI não são proprietários de nenhuns canais de televisão, apenas receberam  alvarás de concessão (até a RTP, embora em modalidade diferente, actua na base de uma concessão).

3. Já deve faltar pouco  para ouvirmos o governo dizer que, assim como Natal é quando um homem quiser, serviço público de televisão é  o que ele (governo) muito bem entender, incluindo através da concessão aprivados.