É esta magnifica fotografia (já há dias publicada no Público) da autoria de Adriano Miranda de um trabalhador dos Estaleiros Navais de Viana de Castelo que hoje ilustra o artigo de opinião de Francisco Assis naquele jornal. Não é por acaso.
É que o deputado socialista, depois de uma elogiosa evocação de Simone Weil que também me choca no contexto actual das posições do PS, escreve o seguinte : «Entrou ontem em vigor a nova versão do Código de Trabalho. Não são raras as ocasiões em que os decisores políticos se vêem impelidos a agir em função de um juízo em que as convicções se têm de adequar fortemente às circunstâncias. A votação deste documento na Assembleia da República constituiu um dos últimos momentos em que o Partido Socialista agiu condicionado por um autêntico estado de necessidade. A abstenção constitui um acto de responsabilidade - não foi, bem pelo contrário, um momento de felicidade».
É que o deputado socialista, depois de uma elogiosa evocação de Simone Weil que também me choca no contexto actual das posições do PS, escreve o seguinte : «Entrou ontem em vigor a nova versão do Código de Trabalho. Não são raras as ocasiões em que os decisores políticos se vêem impelidos a agir em função de um juízo em que as convicções se têm de adequar fortemente às circunstâncias. A votação deste documento na Assembleia da República constituiu um dos últimos momentos em que o Partido Socialista agiu condicionado por um autêntico estado de necessidade. A abstenção constitui um acto de responsabilidade - não foi, bem pelo contrário, um momento de felicidade».
E, um parágrafo depois, tem o arrojo de acabar assim: «Felizmente há quem recuse essa metamorfose que transforma os homens em pedras. Provaram isso mesmo ainda este fim-de-semana os funcionários dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. Numa encenação teatral de rua, demonstraram que a todas as razões instrumentais do mundo se pode opor sempre a razão última da dignidade humana».
Confio que a capacidade de juízo crítico dos leitores me dispense de dizer seja o que fôr sobre as palavras de Francisco Assis, além do mais, porque a fazê-lo, só me sairiam palavras parecidas com granadas.
Permitam-me por isso que diga apenas que aquela fotografia está mal a ilustrar o artigo de Francisco Assis e que a expressão e atitude daquele operário exibem tudo aquilo que o PS e Francisco Assis não têm.
Permitam-me por isso que diga apenas que aquela fotografia está mal a ilustrar o artigo de Francisco Assis e que a expressão e atitude daquele operário exibem tudo aquilo que o PS e Francisco Assis não têm.



















