06 abril 2012

30 anos depois do fim dos "Jam"

Mais um disco de Paul Weller



a ouvir aqui 

Sobre uma foto na Revista do Expresso

Melhorando a legenda


Assinalando os 40 anos do jornal, a revista do Expresso é hoje dedicada à década (?) 1973-1982 e inclui naturalmente um vasto conjunto de fotos (quanto aos textos falarei talvez noutra altura) que são de êxito e sensibilidade seguras para uma certa geração. Uma das fotos publicadas é a de presos políticos falando na manhã de dia 26 de Abril em Caxias com um militar. Ora a legenda da foto acima reza o seguinte : «Alguns dos detidos pertenciam à Liga de Unidade e Acção Revolucionária (LUAR), como Hermínio da Palma Inácio (líder da organização, o primeiro à esquerda)- Seguem-se - numa identificação feita por ex-membros da organização - José Casimiro Ribeiro (também da LUAR), Eugénio Manuel Ruivo (PCP), desconhecido, desconhecido (este meio encoberto),  e Ramiro Raimundo (da LUAR, de bigode). A última pessoa identificada é António Vieira Pinto (segundo à direita, da LUAR).».
Tivesse ao menos o Expresso perguntado ao José Pedro Castanheira e poderia então ter dito que o «desconhecido» [que eu assinalo com um quadrado branco] é o meu querido amigo e camarada, o jornalista Fernando Correia (por detrás dele,   ajudou-me o José Araújo, está o também amigo, camarada e jornalista Albano Lima).


P.S: É claro que ninguém é perfeito mas, tendo em conta que o Expresso começou a 6 de Janeiro de 1973, não compreendo que a primeira entrada fotográfica sobre a Oposição Democrática seja a farsa eleitoral de Outubro de 1973, com omissão do 3º Congresso da Oposição Democrática, realizado em Aveiro no início de Abril de 1973.

Os portugueses e a UE

Sempre no pelotão da frente !



Esta interessante sondagem da Comissão Europeia inclui o seguinte quadro sobre a percentagem de inquiridos que, em cada país, se considera bem informado sobre as questões europeias:


05 abril 2012

Fim da reformas antecipadas até acabar "ajustamento"

Um governo que aprova
clandestinamente 
um decreto
e um PR que o promulga servilmente





Pois é, por íncrível que ainda pareça, chegámos a este ponto. Não há palavras para descrever a baixeza política de tudo isto, a evidência de que para o governo a concertação social é um cenário só para as câmaras de televisão e que, para atingir os trabalhadores, vale tudo incluindo tirar olhos. Por fim, é bom não esquecer que as reformas antecipadas já estavam sujeitas a duríssimas penalizações.

E agora para desanuviar

Lola Regenthal




Curiosity

Sempre ele e o seu palavrório

Assis e os truques florentinos




No mesmo dia em que o DN online anuncia que ontem, em reunião do Grupo Parlamentar, «o secretário-geral do PS afastou hoje a hipótese de os socialistas votarem contra o Tratado Orçamental da União Europeia» e um dia depois de Mário Soares ter escrito naquele jornal que se trata de «um tratado que os socialistas não podem ratificar»,  Francisco Assis escreve no Público que (sublinhado meu) « mesmo para quem, como é o meu caso, preconiza o apoio parlamentar ao tratado, não é irrelevante a natureza do discurso a produzir acerca do mesmo. É provável que os votos da direita e do PS confluam  no sentido da aprovação no sentido da aprovação do tratado europeu, mas é fundamental que se perceba que não é pelas mesmas razões que o fazem.»

Dá vontade de dizer que se trata de uma efabulação perfeitamente asisina, perdão, assissiana. E dá vontade de escrever que, quem sabe, assim terá sido sempre e que, de Maastricht à moeda única e da liberalização dos movimentos de capitais ao Tratado de Lisboa, os socialistas europeus sempre confluíram com a direita mas, claro, não pelas mesmas razões. Que as palavras e «razões» possam ser diferentes mas os factos e consequências sejam iguais, eis o que não importa a um florentino como Francisco Assis.


entretanto e felizmente


no Público online

04 abril 2012

Cortes de subsídios até 2014

Entre a manhã e a noite...




... mais um ano (2014) de corte
nos subsídios de férias e de Natal



.... e depois saberemos o resto !

Novos tratados europeus

Se não nos pomos a pau,
ainda nos apanham distraídos 


Diariamente submergidos por mais e mais ataques e agressões veiculados pela política do Governo, com temas de excepcional importância em cima da mesa como a retrógada revisão da legislação laboral, corremos o sério risco de não saber ou não dar importância (incluindo nos media) que é já na quinta-feira, dia 12 de Abril, que a Assembleia da República, sem qualquer discussão pública digna desse nome, discute dois projectos de Resolução visando a aprovação de dois novos tratados de âmbito europeu que são o mais descarado ataque a princípios basilares da soberania nacional e, por isso mesmo, ao submeterem a fiscalização prévia de instâncias estrangeiras decisões e orientações que constitucionalmente são da exclusiva competência dos órgãos de soberania nacionais, reputo de quase óbvia inconstitucionalidade. E, a mim, independentemente de conjecturas sobre a sua sorte ou destino, parece-me que é justificada e incontornável a exigência de um referendo sobre esta matéria

Parque Mayer - Feira Popular

Tanto tempo perdido
e tanta confusão armada

Quem quiser recordar alguns contornos essenciais desta história e ver quem andou bem e quem andou mal, é ler a segunda parte do curto artigo que publiquei no Público em 16 de Fevereiro de 2007.

03 abril 2012

Presidenciais francesas


Jean-Luc Melenchon volta a subir


Segundo a sondagem da IPSOS hoje publicada em França, o candidato do PCF e do PG (Parti de Gauche) volta a subir (mas Sarkozy, efeito Toulouse ?, também).