10 fevereiro 2016

Aí tem a resposta

É você que anda há que tempos
a perguntar porque é que o preço
do crude desce que se farta e o dos
combustíveis nem por isso ?



E, já agora, é bom lembrar que esta já foi uma empresa pública e que era bom que alguém fizesse as contas sobre em quantos anos os seus compradores privados recuperaram o que gastaram e quanto o Estado perdeu.

Mais uma da quadrilha selvagem

E a campanha eleitoral 
estava quase a começar



09 fevereiro 2016

New Orleans

Músicas de Mardi Gras





José V. Malheiros hoje no «Público»

Nem mais !

«Défice estrutrural» e «PIB potencial» ou...

... qualquer coisa do género
«se cá nev
asse, fazia-se cá ski»


« A gigantesca operação de chantagem e de manipulação da opinião pública que temos assistido em Portugal promovida pela direita e pela Comissão Europeia a propósito do chamado défice estrutural que tem tido, infelizmente, a colaboração de muitos jornalistas/ comentadores que, na maioria das vezes, se limitam a ampliar aquilo que lhes é dito (transformando numa “questão de vida ou de morte” que tem de ser respeitada, procurando assustar os portugueses e opondo-se, de facto, à melhoria da vida dos portugueses), o que revela falta de objetividade e rigor, tem criado a ideia falsa de que a Comissão Europeia tem poderes para se sobrepor à vontade dos portugueses expressa pela Assembleia da República e para impor sanções violentas. Apesar disso não ser verdade, os media tem procurado veicular essa ideia. Esta chantagem e manipulação torna-se clara se se conhecer a forma como são calculados os valores utilizados para determinar o défice estrutural. Este é obtido dividindo o “saldo estrutural” pelo “PIB potencial”, valores que são pouco rigorosos e que variam (sofrem adaptações) ao sabor das vontades politicas como iremos ver. O primeiro – saldo estrutural –obtém-se do défice orçamental (diferença entre as receitas e as despesas das Administrações Públicas) deduzindo o efeito cíclico (aquele que resulta da conjuntura económica; por ex., aumento da despesa com subsídios de desemprego causada por uma crise económica conjuntural o que é difícil calcular com rigor) e o efeito das medidas extraordinárias e temporárias (por ex. corte nos salários da Função Pública, sobretaxa de IRS, CES, que o governo PSD/CDS e a Comissão Europeia consideraram erradamente como medidas estruturais e permanentes, quando o Tribunal Constitucional as tinham declarado temporárias; mais uma prova da hipocrisia da Comissão Europeia e da direita que diz uma coisa em Portugal e outra em Bruxelas). A falta de rigor nos valores assim obtidos é evidente, a que se soma ainda a manipulação da C.E. e da direita ao considerar como estrutural aquilo que não o era. O segundo - PIB potencial – corresponde à riqueza que se criaria no país num ano se todos os trabalhadores estivessem a trabalhar (deduz-se apenas o chamado “desemprego natural”), e se todos os outros meios de produção (equipamentos, etc.) que existem no país fossem utilizados em pleno. Portanto, é um valor diferente do PIB divulgado pelo INE em cada ano já que uma utilização plena de todos os recursos do país normalmente não acontece e mais num período de grave crise económica como é a atual. É também, como é evidente, difícil de obter um valor rigoroso, pois o resultado final também depende de fatores imateriais como são a organização e liderança nas empresas. Finalmente, quanto maior for o valor do PIB potencial menor será a percentagem que se obtém dividindo o saldo estrutural pelo PIB potencial. Durante o período da “troika” e do governo PSD/CDS assistiu-se, como consequência de uma politica de austeridade cega, à destruição de uma parcela importante da capacidade produtiva do país, o que determinou uma redução significativa do PIB potencial como o gráfico 1, construído com dados da AMECO (uma base de dados da Comissão Europeia), revela. Gráfico 1 – Redução significativa do PIB potencial durante a “troika” e o governo PSD.

Um estudo de Eugénio Rosa

Os pontos no is sobre
a carga fiscal em 2016



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07 fevereiro 2016

Para o seu domingo

Soleá Morente





Um livro estrangeiro por semana ( )

Le rappel à l'ordre
Reedição em 2016 pela Seuil,  11.80 E.
«Dans le débat intellectuel français, les essais sortent par grappes sur un même sujet, se suivent et souvent se ressemblent. Parfois l’un d’eux connaît un destin singulier, pour de bonnes comme de mauvaises raisons, devient phénomène éditorial et médiatique, au point que chacun se sent obligé de se positionner par rapport à son propos. C’est le cas du Rappel à l’ordre, sous-titré Enquête sur les nouveaux réactionnaires, que Daniel Lindenberg publie au Seuil en novembre 2002, dans la collection La République des idées de Pierre Rosanvallon, quelques mois après l’accession du candidat du Front national Jean-Marie Le Pen au second tour de l’élection présidentielle.»
La thèse de ce professeur en sciences politiques, spécialiste de l’histoire des idées, est qu’un certain nombre d’intellectuels ou d’artistes qui ont démarré leur carrière à gauche et par la critique du totalitarisme ont progressivement dérivé vers l’«illibéralisme», c’est à dire la critique de la société démocratique et du pack qui vient avec: culture populaire de masse, liberté de mœurs, multiculturalisme, libéralisme économique et, bien entendu, système démocratique lui-même censé traiter les citoyens en égaux. »
 Ler artigo aqui.


06 fevereiro 2016