Como elas se fazem

 Uma combinação para
 sacar mais ao Estado



"A atuação coletiva destas empresas ter-lhes-á permitido aumentar o seu poder negocial face à ADSE e ao IASFA, levando à fixação de preços e de condições comerciais potencialmente mais favoráveis para as empresas de saúde visadas do que as que resultariam de negociações individuais no âmbito do funcionamento normal da concorrência no mercado", sublinha a autoridade.

O objetivo da estratégia era "a fixação do nível dos preços e outras condições comerciais, no âmbito das negociações com a ADSE, bem como a coordenação da suspensão e/ou ameaça de denúncia das convenções, por parte das já referidas empresas, no âmbito das negociações com a ADSE e o IASFA". (Jornal «i»)

30 julho 2021

1938-2021

Na morte de Olga Prats

«1. É impossível encontrar dados biográficos desta cidadã com referência à sua colaboração na luta antifascista – apenas a sua participação ao lado de Lopes Graça em concertos, obviamente sob o olhar censor e perseguidor da PIDE. E, no entanto, sabe-se da sua colaboração com a Oposição Democrática, nomeadamente com o PCP, cedendo a sua residência para reuniões clandestinas, na década de 60. Nunca aparecia. Na sala ao lado, ensaiava ao piano. Olga Prats sabia que o risco que corria era idêntico ao dos militantes ali reunidos.» (Helena Pato no Facebook)

25 julho 2021

Na morte de Otelo Saraiva de Carvalho

 Todos perdemos
 alguma coisa


Nada mas nada apaga esse facto maior de que, sem a sua energia e determinação em derrubar a ditadura, provavelmente não teria havido o dia 25 de Abril tal como o conhecemos. Mais do que tudo o mais que se lhe seguiu, é isso que importa lembrar agora que ele partiu fazendo-nos lembrar que o tempo é implacável.

21 julho 2021

Hoje

 Uma bonita e justa
homenagem ao Rúben de Carvalho

Uma cerimónia realizada no Museu do Fado assinalou hoje o facto de o auditório daquele museu passar a chamar-se Auditório Rúben de Carvalho. A decisão foi tomada pela Câmara Municipal de Lisboa, na sequência de uma proposta apresentada pelo vereador João Ferreira. Na cerimónia usaram da palavra Salma Castelo Branco, Jerónimo de Sousa, Fernando Medina e o primeiro-ministro António Costa. Dois anos após o seu desaparecimento, grandes são as saudades do Rúben de Carvalho.

Espantoso

 A melhor do dia:
líder parlamentar do PSD
diz que PSD foi
«fundador do SNS»

O debate parlamentar sobre o Estado da Nação ainda vai no adro mas esta afirmação peremptória de Adão e Silva, líder parlamentar do PSD, bem merece ficar a marcar o dia. O assunto está longe de ser novo mas merec ser registada tamanha desfaçatez e concluir que quem mente assim numa matéria destas mentirá sobre qualquer coisa.

Espionagem «made in Israel»

 Depois do já esquecido
 Echelon chega o «Pegasus»

Ler aqui

18 julho 2021

Jazz para o seu domingo

 Thumbscrew


A outra pandemia

 Não, não são as que
 têm maiores dificuldades


16 julho 2021

Coisas do PS e coisas do PCP

A teimosia no erro

Nem tudo o que não é declarado inconstitucional é bom. É o caso do período experimental de 180 dias ! 

«Na proposta que passou para a discussão na especialidade, os comunistas querem: limitar a contratação a prazo, deixando de ser possível quando há acréscimo excepcional da actividade da empresa; revogar os contratos especiais de muito curta duração; propõem que a duração máxima do contrato a termo incerto seja de três anos (quando a lei em vigor prevê quatro); e reduzem de três para duas as renovações dos contratos a termo certo (ou a prazo).

A proposta do PCP aumenta ainda o período em que o empregador não pode “proceder a novas admissões através de contrato a termo ou temporário, para as mesmas funções desempenhadas, quando o contrato cessou por motivo não imputável ao trabalhador”. E pretende ainda reforçar o mecanismo de presunção de contrato de trabalho.» («Público»)

12 julho 2021

É demais !

 Marcelo sempre a
 reescrever a sua história

O «Público» publicou há dias uma entrevista de Maria João Avilez a Marcelo Rebelo de Sousa exclusivamente centrada sobre António Guterres. Nessa entrevista Marcelo fala de um grupo de «católicos sociais», formado logo no início dos anos 70 (que incluia além do próprio Guterres, Amaro da Costa e outros») e de quem Marcelo diz que queriam a democracia e até a descolonização, situando-se num quadro de oposição ao regime.

Infelizmente a entrevistadora, que não estava ali para estragar a festa da reescrita da história, não confrontou Marcelo com a sua carta datada de Abril de 1973 a Marcelo Caetano condenando o Congresso da Oposição Democrática realizado uns dias antes em Aveiro e aplaudindo a comunicação televisiva de Caetano sobre aquele Congresso.

Tudo visto, tanta desfaçatez não fica bem a alguém que é Presidente da República.

11 julho 2021

Jazz para o seu domingo

 Lisbon Song
 
por Max Agnas


Vic Dillahay

Boas notícias

 Bolsonaro nas lonas
 e encostado às cordas



A ver vamos


 Quem sabe, talvez
contra-revolução


As noticias sobre o projecto de revisão constitucional que o PSD tenciona apresentar depois das autárquicas dizem-nos o suficiente sobre desastradas alterações: é o caso da passagem do mandato dos deputados de quatro para cinco anos, a passagem do mandato presidencial para 6 anos (mantendo a renovação por uma vez) e a diminuição do número de deputados para entre 180 e 215, o que, como aconteceu quando baixaram de 250 para 230, prejudicaria sobretudo os pequenos partidos. Infelizmente as notícias não nos explicam o que pretende o PS fazer em relação a números artigos da Constituição que têm um carácter programático e são a marca de água da revolução de Abril na Constituição. Se for por aí, então podemos ter a certeza que o projecto do PSD mais do que reforma ou revolução será de contra-revolução na Constituição.

06 julho 2021

É muito dinheiro !

 Temos aqui
 um problema

JN
Nada mau : os estrangeiros pagam apenas 10% de IRS e têm acesso a todos os mesmos serviços públicos que os portugueses.

04 julho 2021

01 julho 2021

Criterios

 O destaque devia ter
 ido era para as propostas
 que o PS voltou a chumbar


O verdadeiro saldo das votações ocorridas na AR sobre matéria laboral não é este que o «Público» nos oferece. Na verdade, os votos contra do PS (aliado à direita) sobre dias de férias, indemnizações por despedimento etc., o que voltam tristemente a confirmar é que  para o PS a legislação laboral imposta pela troika era boa e é para manter. Nada que o honre.