22 fevereiro 2012

França - novo Tratado

Também uma
«abstenção violenta» do PSF




A Assembleia Nacional Francesa aprovou ontem o novo tratado intergovernamental- «Mecanismo Europeu de Estabilidade» sendo a abstenção dos deputados do PS francês (2o, no entanto, votaram contra) que permite naturalmente ao Libération titular sobre uma «esquerda» dividida. O jornal observa que:
«La gauche du parti [ socialiste] aurait préféré le vote contre, mais elle n’a pas voulu faire de vagues en pleine campagne. Razzy Hammadi, proche de Benoît Hamon justifie : «Notre position, c’était soit le non, soit l’abstention. S’abstenir, c’est une manière de ne pas cautionner le traité et, en même temps, cela permet que l’argent soit versé à la Grèce.»
De quoi hérisser leur ex-camarade Jean-Luc Mélenchon (candidato do PCF e do Parti de Gauche], pour qui le MES impose un «modèle austéritaire» à toute l’Europe et donnerait à tous «le médicament qui va tuer la Grèce». Le candidat du Front de gauche, militant du non en 2005, a «adjuré» hier les socialistes de voter contre : «Tout élu du peuple doit exprimer un avis. Il est impossible de se cacher aux toilettes ou ailleurs» sur une question qui engage «l’avenir du pays». S’abstenir ? «C’est préparer le terrain à une capitulation, selon l’eurodéputé. Surtout quand on prétend vouloir gouverner le pays.» Puisque Hollande dit vouloir renégocier le traité«pour préparer le rapport de forces, il faut résister tout de suite»,relève-t-il. D’autant plus que la gauche est majoritaire au Sénat où le texte doit être débattu le 28 février : «S’abstenir au Sénat, c’est dire à la droite qu’elle peut faire ce qu’elle veut à propos de l’Europe», s’est insurgé Mélenchon, annonçant un recours devant le Conseil constitutionnel.»
Por cá, curiosamente, reina ainda um silêncio de chumbo sobre este novo tratado.

Não se alarmem

A troika e o governo dizem
que estamos no bom caminho



na primeira página do i de hoje

20 fevereiro 2012

O mistério do dia ou...

... uma tontice nada inocente



Ao longo das últimas décadas, vários primeiros-ministros foram alvo de vaias populares ou de manifestações de protesto e nem todos cancelaram as suas visitas, alguns terão mesmo travado curtos diálogos com manifestantes.
E, nessa época, ninguém se atrevia a escrever na imprensa  que a atitude destes primeiros-ministros "esvaziou politicamente a vaia".
Pois é isso mesmo que o Público de hoje, na sua rubrica "Sobe e Desce", escreve a propósito da atitude Passos Coelho em Gouveia.
Pensava eu que as vaias ou acções de protesto junto de governantes se destinavam a existir com o correspondente significado social e político. Mas parece que não. Segundo o extraordinário critério do Público, as vaias ou protestos destinam-se a testar se os governantes conversam com um ou outro manifestante ou se fogem.
Acontece que eu ouvi as palavras de Passos Coelho face à contestação que defrontou em Gouveia e nelas não vi nem a mais ténue resposta às queixas e protestos populares que ali ecoaram, razão de substância para que aqui declare que não vejo onde está o esvaziamento político da vaia e que, nesta atitude e juízo do Público o que vejo é apenas subserviência e fixação nas coreografias em detrimento dos conteúdos políticos.

Honra aos que lutam em qualquer parte


Viva a luta em Espanha !



O sempre muito isento Le Monde...

... desancado aqui por Marianne

Em entrevista ao "Finantial Times" (claro!)

Nada a temer,
senhores da City !


François Hollande, candidato do PS às presidenciais francesas, declarou em entrevista ao Finantial Times:«Aujourd’hui, il n’y a plus de communistes en France… la gauche a été au gouvernement pendant 15 ans au cours desquels nous avons libéralisé l’économie, et ouvert les marchés à la finance et à la privatisation. Il n’y a rien à craindre. »

o porta-voz  do PCF respondeu

 delicadamente assim:



18 fevereiro 2012

Retenções na fonte do IRS

Gente sem pingo
de vergonha e sensibilidade



Sim, é preciso não ter pingo de vergonha para inventar esta manifesta ilegalidade de o aumento das retenções na fonte de IRS ter efeitos retroactivos para Janeiro, o que, em certos casos, levará a que certos trabalhadores tenham no próximo recibo retenções de 18 e 20% de IRS.
É óbvio que, quanto mais for retido na fonte mensalmente, menos se terá de pagar ou mais se receberá de reembolso depois da entrega da declaração do IRS. Mas é um bom retrato desta gente que nos desgoverna que, numa situação aflitiva como a que se vive em que todos os euros fazem diferença, não vejam que o acerto de contas a fazer no Verão não paga as contas de Fevereiro ou Março de qualquer família trabalhadora.

No «El País»

19 linhas sobre uma história feia




Uma peça do «El País» de 17/2 sobre a abertura em Telavive de uma exposição sobre a prisão de Adolf Eichmann organizada pela Mossad inclui as seguintes 19 linhas (no jornal impresso) :  (...) Tras la caída del nazismo, Eichmann logró pasar desapercibido. En 1950 viajó a Italia con un nombre falso, Riccardo Klement, y gracias a sus contactos con la jerarquía católica obtuvo un pasaporte de Cruz Roja que le permitió trasladarse a Argentina. Allí se reunió con su familia y ejerció diversos empleos, bajo la protección tácita de la CIA estadounidense y del Gobierno alemán: conocían su falsa identidad, pero no deseaban que se le detuviera porque Eichmann podría hablar de sus antiguos compañeros nazis integrados en la administración de Konrad Adenauer.(...)». No comments.

Porque hoje é sábado

Jane Burnett e Hilario Duran
em Cuban Rhapsody

16 fevereiro 2012

Promovida pela CGTP

Decisão certa,
exigente desafio






Quem é amigo, quem é ?

Anoushka Shankar


Não, não me canso de repetir isto

Os que sempre estiveram a favor
e os que sempre estiveram contra



Manchete do Público de hoje

Já o disse muitas vezes, prezados leitores, mas deliberada e insolentemente quero repeti-lo: isto das parcerias público-privadas não caiu dos céu aos trambolhões. É certo que foram instituídas por decreto-lei do governo de Durão Barroso mas já antes tinham entrado no ideário do PS por importação da «terceira via» do «New Labour». E depois foram intensamente prosseguidas pelos governos de José Sócrates. Quem não for capaz de adivinhar quem sempre esteve contra e sempre advertiu para o desastre que isto era, é só fazer uma pesquisa na página da Assembleia da República.

15 fevereiro 2012

Fechando o dia com o irlandês

Fionn Regan




O íncrivel acontece

Nós estrebuchamos,
eles trebuchetam


Em artigo de opinião hoje no Público, garante Santana Castilho que «num alarde de estúpida burocracia, o mesmo ministério que apregoa a autonomia das escolas obriga-as a usar, em todas as comunicações,um único tipo de letra: o «Trebuchet MS», tamanho 10. Venha lá Crato explicar a razão cientifica».
Como hoje a minha capacidade de indagação está a zero, apenas admito que ou, tal como eu gosto mais do Geórgia, o ministro Crato gosta mais do Trebuchet e resolveu impor o seu gosto ao sistema escolar ou então que os diversas estruturas ligadas ao ministério da educação andavam a escrever em «Medieval» e em corpo 5.
Medieval

São uns complicados estes da função pública !

Vendam as casas que
foram obrigados a comprar, porra !


(mulheres e maridos e filhos, logo se vê)

Chegaram suas Senhorias

 Oito temas, uma só palavra






Não terá havido engano ?

Reuniu mesmo com comunistas ?


... ou terá reunido com o pessoal da «renovação» (ai tanta) «comunista» (ai tanto) para lhes agradecer o inesquecível comunicado que emitiram antes das últimas legislativas ?.

14 fevereiro 2012

Recordando o espanhol

José António Labordeta



Uma nova edição recompila grandes
temas do cantor e político aragonês
José António Labordeta ( 1935- 2010)




O incomparável Relvas e o Programa de Governo

A minha explicação para a
edição limitada em «couché semimate»


Eu sei que há centenas ou milhares de assuntos bem mais importantes em Portugal e no mundo mas, como sou miudinho e dado a pormenores, demorei-me hoje na notícia do Público intitulada «Programa do Governo editado em livro/Ministério de Miguel Relvas paga 120 euros por cada exemplar». A notícia explica depois que se trata da decisão do inigualável Relvas de mandar executar em tipografia cem-exemplares-cem do Programa do governo, só para distribuição aos seus membros, em papel couché semimate, com uma capa em tons de cinza-prata e uma ilustração em alto relevo.
Acontece que esta maldita mania de indagar mentalmente me levou a uma inocente pergunta: para quê isto ou tudo isto ?.
Na verdade, o Programa do Governo não só deve estar online numa data de sítios (portal do governo, Diário da Assembleia da República) como deve haver centenas de departamentos do Estado em condições de fazerem em A4, a cores ou a preto e a branco, a edição de 100 exemplares da «obra» pelo sistema de fotocópias ou offset.
Antes de encontrar uma explicação, ainda me ocorreu o pensamento de que esta gente tem uma política de classe, tem classe e serve interesses de classe mas não tem «classe» num certo  sentido popular da palavra. É que, se a tivesse, a edição seria numerada e autografada pelo primeiro-ministro.
Mas, passando à frente, tudo visto, só encontro duas explicações, sendo que a segunda é derivada da primeira.
A primeira é pois que, estando em vigor, suponho eu, a boa regra de as tipografias serem obrigadas a mandar 13 exemplares para a Biblioteca Nacional (que as reencaminha também para outras bibliotecas públicas), a decisão de executar esta edição tem que ver com o assegurar uma certa perenidade bibliográfica ao desgraçado programa deste governo, já que, como é bom de ver, a Biblioteca Nacional não pode receber um simples calhamaço de folhas a4 agrafadas ou com argolas.
A segunda é que só uma edição assim e de luxo permitirá a ministros e secretários de Estado um dia mais tarde apontarem para a estante e dizerem a filhos, pais ou avós: «estão a ver, ali está o programa do governo de que eu fiz parte». Não sei se estão a ver ou se estão recordados mas, enfim, é algo da família do célebre telefonema de Dias Loureiro: «Pai, sou ministro !».

em "The New Yorker"


Dois cartoons celebrando o
«Dia dos Namorados»




Enquanto a troika não chega (amanhã)

no «dia dos namorados»


Eric Clapton em Change the World

11 fevereiro 2012

Poderosa manifestação

A mensagem que eu colhi




Hoje, às 15 hs.

Todos os caminhos são bons até
ao Terreiro do Paço, perdão, do Povo


E se este senhor ontem escreveu isto

eu respondo já que

e, muito a propósito deste dia, aí em baixo,
a grande e combativa Ani DiFranco
volta no seu novo álbum a uma
célebre canção de luta

Porque hoje é sábado (323)

Cláudia Brant

A sugestão musical de hoje descobre
na Argentina a cantora
e compositora Cláudia Brant.




 Juntos

10 fevereiro 2012

Corrupção/PP e crimes do franquismo


Os dois vespeiros em que
Garzon tocou, arriba España !


A los que hoy brindarán con champán
Maria Garzon no El País


Esta carta está dirigida a todos aquellos que hoy brindarán con champán por la inhabilitación de Baltasar Garzón.
A ustedes, que durante años han vertido insultos y mentiras; a ustedes, que por fin hoy han alcanzado su meta, conseguido su trofeo.
A todos ustedes les diré que jamás nos harán bajar la cabeza, que nunca derramaremos una sola lágrima por su culpa. No les daremos ese gusto.
Nos han tocado, pero no hundido; y lejos de hacernos perder la fe en esta sociedad nos han dado más fuerza para seguir luchando por un mundo en el que la Justicia sea auténtica, sin sectarismos, sin estar guiada por envidias; por acuerdos de pasillo.
Una Justicia que respeta a las víctimas, que aplica la ley sin miedo a las represalias. Una Justicia de verdad, en la que me han enseñado a creer desde que nací y que deseo que mi hija, que hoy corretea ajena a todo, conozca y aprenda a querer, a pesar de que ahora haya sido mermada. Un paso atrás que ustedes achacan a Baltasar pero que no es más que el reflejo de su propia condición.
Pero sobre todo, les deseo que este golpe, que ustedes han voceado desde hace años, no se vuelva en contra de nuestra sociedad, por las graves consecuencias que la jurisprudencia sembrada pueda tener.
Ustedes hoy brindarán con champán, pero nosotros lo haremos juntos, cada noche, porque sabemos que mi padre es inocente y que nuestra conciencia SÍ está tranquila.

Madríd, 9 de febrero de 2012.

María Garzón Molina

09 fevereiro 2012

Desculpem lá, são os genes nacionais

Mais pieguices
 na 1ª página do i

título no Público

título no Público

Puro encanto

Susanna Wallumrod

 


E do seu novo disco com a harpista
 Giovanna Pesse (à esquerda na foto),
com músicas e
canções de
Henry Purcell, Nick Drake

 e Leonard Cohen, aqui Who by Fire,
 de L. Cohen

08 fevereiro 2012

E agora um fim de dia sereno com ...

... a música dos Air para um
filme  de Georges Meliés de 1902


Com a participação do grupo  Au Revoir Simone e de Victoria Legrand  dos Beach House, o duo francês Air (Jean-Benoît Dunckel e Nicolas Godin),  acaba de editar um novo álbum concebido como banda sonora para o filme de George Meliés «Viagem na Lua», de 1902.

Seven Stars aqui

todo o álbum aqui