31 dezembro 2021

29 dezembro 2021

Até o Supremo meu Deus !

 Uma sentença memorável

«O acórdão do STJ, que segundo o jornal diário dividiu os juízes conselheiros, pode deitar por terra as esperanças de dezenas de investidores particulares. Em causa a inversão do ónus da prova, uma vez que passam a ser os antigos clientes a ter de “provar que a prestação de informação devida” os “levaria a não tomar a decisão de investir”. Isto quando, adianta o jornal, até agora, a presunção da ligação entre a burla e a perda do capital tinha sido, em vários processos que chegaram ao STJ, tinha sido suficiente para dar razão aos clientes.»

Infelizmente parece que o STJ não se deu ao trabalho de explicar aos lesados como é que eles provam um seu pensamento, isto é que, se tivessem tido a informação devida, não teriam investido naqueles produtos financeiros.

Escreve-se isto mas não se ignora que boa parte dos lesados do BPN certamente reparou que estava a receber juros muito superiores aos dos normais depósitos a prazo.


24 dezembro 2021

Não dá ponto sem nó

 Um Presidente
 muito atrevido

Apesar de ser véspera de Natal  não posso deixar de notar que um Presidente da República não tem nada que pedir maiorias em eleições legislativas. A única coisa que, sobre as eleições, pode dizer é que deseja que os portugueses votem de acordo com as suas convicções.

23 dezembro 2021

E mais não digo

 Algo não está bem 


O vice-almirante Gouveia e Melo, quando deu esta entrevista onde até admite envolver-se na «criação de um movimento cívico», já sabia que ia ser nomeado Chefe do Estado Maior da Armada e manifestamente não levou em linha de conta as limitações inerentes a esse cargo. Porque a verdade é que as entrevistas do vice-Almirante, que já deixou a task force da vacinação, são muito pouco apropriadas para um oficial que está no activo. Bem vistas as coisas talvez só nos reste o descanso de calcularmos que, com a sua tomada de posse como Chefe do Estado Maior da Armada, termine este tipo de entrevistas.

Sem novidade

 Já se sabia :
eles detestam alternativas
 e só gostam de alternâncias

22 dezembro 2021

Muito bem !

 Manuel Loff 
sobre os idosos


«Este país não é para jovens mas, como no título do filme, também não é para velhos. A poucas semanas de votar, paremos para avaliar a qualidade de vida de quem envelhece em Portugal. Dos 2,3 milhões de idosos, mais de 1,1 milhões de reformados da Segurança Social (58% do total) ganhavam em 2017 uma pensão inferior a 264 euros, e pouco se progrediu nos últimos anos. Outros 243 mil (12,5%) ganhavam menos de 632 euros, isto é, abaixo do salário mínimo. Dos que descontaram para a Caixa Geral de Aposentações, outros 100 mil (21%) ganhavam em 2018 menos de 500 euros. A enorme maioria dos idosos deste país dispõe de um rendimento tão baixo que ou vive na pobreza, ou na dependência. É-lhes muito difícil assegurar decentemente a sua saúde, enfrentar a doença e ser devidamente atendido por um SNS que, justamente na saúde primária dos mais velhos, mostrou a sua fragilidade desde o início da pandemia. Para muitos dos que vivem em casas arrendadas em zonas urbanas sujeitas à pressão imobiliária, a “lei Cristas”, apesar de ligeiramente revista, continua a constituir uma ameaça. Um grande número faz parte dos 19% dos portugueses que, segundo o Eurostat, não têm recursos para aquecer devidamente a sua casa. (...)
Quando votarmos a 30 de janeiro, lembremo-nos da vida real das pessoas, dos seus problemas concretos, num país cujos governos continuam a fingir não ver nada disto, ou a pretender que a pobreza e a emigração são males inevitáveis que sempre cá estiveram. Dar a volta a isto é possível; ainda agora os chilenos o demonstraram! Quase meio século de democracia não pode continuar a arrastar este reiterado incumprimento do dever de redistribuir a riqueza e de assegurar a todos, sem exceção, um nível de vida e uma imaginação confiante do nosso futuro.» (Manuel Loff no «Público» de hoje)

20 dezembro 2021

Manobras de sedução mútua

 Ventura contentinho
 com Congresso do PSD

Bastou Rui Rio declarar o PSD como um «partido anti-sistema» e atirar contra os que recebem subsidios sociais e «não querem trabalhar» para que André Ventura logo visse declarar a sua satisfação com estes sinais e neles ver um primeiro passo para o tão desejado acordo PSD-Chega. E que nihguém se iluda: se osreaultados de 30 de Janeiro o permitissem que ninguém duvide que teríamos Açores no Continente.

Uma bela noticia

 Candidato de esquerda ganha presidenciais do Chile

Gabriel Boric, apoiado pela Frente Ampla que integra o Partido Comunista do Chile, alcançou 55% dos votos.

18 dezembro 2021

Moedas e Cª

 Do que todos 
eles têm saudades

(Expresso online)

Manuel Pinho

 Um modesto e
desinteressado
 servidor público

(na capa do Expresso)

17 dezembro 2021

14 dezembro 2021

De Pedro Almodovar

Um bom filme
a ver enquanto é tempo 

11 dezembro 2021

Uma opinião contra a corrente

Miguel Sousa Tavares
 
e a crise da Ucrânia


«Os Estados Unidos, a União Europeia e a NATO dizem que a Rússia se prepara para invadir a Ucrânia, como fez com a Crimeia, e porque nunca desistiu dos seus sonhos imperiais. Putin responde que aceitará uma garantia firme do Ocidente de que a Ucrânia não se tornará membro da NATO e não acolherá no seu território armas nucleares capazes de atingirem Moscovo em cinco ou sete minutos. Putin tem toda a razão. Há 30 anos, a Rússia “imperial” fez aquilo que só em sonhos o Ocidente podia esperar: dissolveu a União Soviética e o Pacto de Varsóvia, devolveu a independência aos Estados Bálticos, às repúblicas russófonas e à Ucrânia, província russa durante séculos, sede de uma importante base naval e de silos nucleares. A NATO respondeu não só não se dissolvendo, como ainda alargando sistematicamente as suas fronteiras para leste, em direcção à Rússia. E se é verdade que Putin anexou a Crimeia, não é menos verdade que esta sempre fora uma província russa (como a Florida é dos Estados Unidos) — tanto que foi ali, em Ialta, que teve lugar a mais importante cimeira dos Aliados durante a 2ª Grande Guerra, entre Estaline, Churchill e Roosevelt, e que a sua anexação teve o apoio maio­ritário da população, pois a entrega à Ucrânia, durante o tempo da URSS, fora um gesto absurdo do ucraniano secretário-geral do PCUS, Khrushchov. E na questão da adesão da Ucrânia à NATO, com a consequente instalação de tropas da NATO e armas nucleares no seu território apontadas à Rússia, Putin está carregado de razão: por igual razão, Kennedy esteve à beira de desencadear a terceira guerra mundial quando o mesmo Khrushchov quis instalar mísseis russos em Cuba, apontados aos Estados Unidos. A mesma narrativa não pode ter duas leituras e duas morais diferentes.» («Expresso» hoje)

10 dezembro 2021

Maldita paginação

 O azar de Saraiva


Pois é, as escolhas de paginação da primeira página do «i» levaram a que um título sobre o despedimento de 900 trabalhadores via zoom matasse a visão cor-de-rosa do presidente da CIP.

09 dezembro 2021

05 dezembro 2021

02 dezembro 2021

Uma cartilha que não muda

 OCDE : os recados
 do costume

Além disto, a OCDE também alertou para os perigos de revisões na legislação laboral em vigor. Tudo visto, a OCDE nunca põe a sua velha cartilha neo-liberal de lado.


30 novembro 2021

29 novembro 2021

Derrotando o golpe de 2009

Candidata de esquerda
 à
 frente nas presidenciais
 das Honduras


Xiomara Castro, mulher do presidente destituído Manuel Zelaya, tem 20 pontos percentuais à frente do 2º colocado, o candidato governista Nasry Asfura, e pode ser a 1ª mulher a governar o país.

A candidata de esquerda Xiomara Castro, do Partido Liberdade e Refundação, reivindicou a vitória nas eleições presidenciais de Honduras, com quase 20 pontos de vantagem para o candidato governista, após a apuração de 42% das urnas.Caso o resultado seja confirmado a esposa do presidente destituído Manuel Zelaya (que governou o país entre 2006 e 2009) será, aos 62 anos, a primeira mulher a governar o país. (O Globo)

Ensino Superior

 Noticia das desigualdades

«Só que as licenciaturas oferecidas por instituições politécnicas públicas apresentavam, em 2018, “uma propensão ao desemprego de 4,5% contra 3,1% nas licenciaturas oferecidas pelas universidades”. Indo um pouco mais fundo, volta a emergir a mesma “condenação” de partida: “Ao contrário das universidades, os institutos politécnicos recebem estudantes de contextos socioeconómicos mais diversos. A maior propensão ao desemprego dos seus diplomados é um reflexo das desigualdades já existentes no momento do acesso, e não tanto uma falha do ensino politécnico no cumprimento da sua missão vocacional.”»(Público)

27 novembro 2021

E Rui Rio ganhou

 Derrotados Marcelo
e Moedas, a SIC e o Expresso

É óbvio que não me passa pela cabeça ter preferências na disputa interna do PSD, Mas não posso deixar de reparar que.em pleno dia votação, era isto que vinha na primeira página do «Expresso»

O Chega como elevador social

 Nem chegam a aquecer o lugar,
 passam logo a independentes




26 novembro 2021

Uma importante batalha do PCP

 Novidades sobre creches

«De acordo com o texto aprovado por unanimidade: o Governo «procede ao alargamento progressivo da gratuitidade de frequência de creche a todas as crianças que frequentem creche abrangida pelo sistema de cooperação bem como as amas do ISS [Instituto da Segurança Social]», com base no seguinte calendário: em 2022, a todas as crianças que ingressem no primeiro ano de creche; em 2023, a todas as crianças que ingressem no primeiro ano de creche e às crianças que prossigam para o 2.º ano e em 2024, a todas as crianças que ingressem no primeiro ano de creche e às crianças que prossigam para os 2.º e 3.º anos.

O diploma dos comunistas visava reforçar a solução que actualmente está prevista na lei, e que decorre da sua iniciativa, que consagra um primeiro avanço na gratuitidade das creches para crianças até aos três anos, designadamente de todas as que integram o primeiro e segundo escalões de rendimentos.» (in Abrilabril) 

25 novembro 2021

Coisas do partido que cortou quatro feriados

 Deixem-se de fitas
e convoquem antes
 uma manifestação !

Para a gente depois a comparar com a tradicional manifestação do 25 de Abril na Av. da Liberdade.

24 novembro 2021

É assim

 Pois.

«Socialistas tinham viabilizado na generalidade a proposta dos comunistas, mas chumbaram-na esta quarta-feira na Comissão de Trabalho e Segurança Social. Em causa estavam medidas como a revogação do alargamento do período experimental, a revogação dos contratos de muito curta duração e o alargamento da presunção de contrato de trabalho». (Expresso online)

23 novembro 2021

Presidenciais chilenas

.Com 25,83% o candidato
apoiado pelo PC do
Chile passa  à 
segunda volta
das 
presidenciais 
Defrontará J.A. Kast um candidato de direita saudoso de Pinochet e admirador de Bolsonaro e  Trump.

Com a participação da oposição

 

Eleições regionais na Venezuela

«Le pouvoir chaviste réconforté par les urnes. Le parti du président vénézuélien Nicolas Maduro a remporté une victoire écrasante aux élections régionales de dimanche 21 novembre, s’assurant 20 des 23 postes de gouverneur, ainsi que la mairie de la capitale, Caracas. Il s’agissait des premières élections avec la participation de l’opposition depuis quatre ans.» (France 24)

20 novembro 2021

Bonito serviço

 Saibam todos



na 1ª página do «Nascer do Sol.»

O meu palpite estava certo

Um pantomineiro 

«Reagindo numa declaração em vídeo à conferência de imprensa do deputado único do Chega nos Açores - que afirmou que "nada está fechado" quanto ao Orçamento Regional para 2022 - André Ventura garantiu "total sintonia" com o representante do partido na região.O líder do Chega recuou na postura que tinha adotado na quarta-feira passada, quando tinha garantido que a decisão era "fortemente definitiva" e que, "no que depender da Direção Nacional do Chega e do presidente", o apoio ao Governo regional tinha morrido naquele dia.» (JN)

19 novembro 2021

Segunda feira, dia 22

 Saudando os 40 anos
de vida literária
de Mário de Carvalho

Segunda-feira, dia 22 de Novembro, pelas 18.30 hs, no Anfiteatro 3 da Faculdade de Letras de Lisboa, homenagem a Mário de Carvalho pelos seus 40 anos de vida literária. com intervenções dos Profs. Paula Mourão e Manuel Frias Martins.

18 novembro 2021

O meu palpite

 Tudo teatro 

Porque há muito que está combinado que o deputado do Chega nos Açores não tirará o tapete ao governo regional do PSD.


16 novembro 2021

Estão todos com Rangel

 Atenção classe média:
 esta gente tem passado


O actual coordenador do programa económico de Paulo Rangel é Fernando Alexandre que em 2011 era secretário de Estado do governo Passos Coelho-Portas e defendia o que está aí em cima.

14 novembro 2021

13 novembro 2021

A voz do preconceito

 Chama-se a isto
 torcer os números

Afirma o «Público» citando o «Expresso»: “A rejeição do Orçamento para 2022 provocou uma mudança clara nas intenções de voto em dois partidos, fazendo descer a CDU em três pontos e originando uma subida do Chega em quatro pontos”, lê-se no Expresso.» E já na sua manchete o «Expresso» resolveu destacar o PCP como o grande «prejudicado».

Ora a verdade é que esta sondagem atribui 6% à CDU e a CDU teve 6,33% nas legislativas de 2019. E creio que uma perda de 0,33% não devia dar lugar a tanto espalhafato sobre o PCPÉ caso para dizer que esta gente tem os resultados da sondagem bem à frente dos olhos mas acaba sempre por ser o preconceito a comandar o seu teclado.

12 novembro 2021

Mais uma

 As alianças de
 que se fala menos

10 novembro 2021

Por cá não se fala de nada

 Mau, Maria


EL País hoje
La Vanguardia 23.10-2021
«Bruselas ha exigido a España que alargue el periodo que se emplea para calcular las pensiones para recibir los fondos de recuperación y el Ejecutivo ha aceptado. Esta medida figuró en los borradores del plan que el Gobierno manejaba a finales de 2021, pero el documento final remitido a la capital comunitaria no lo concretó y lo dejó en una redacción ambigua que daba pie a interpretar eso o una alternativa para el impacto en la pensión final de quienes pierden su empleo en los últimos años de su vida laboral. Finalmente, el Operational Agreement o el contrato de implementación del plan de recuperación español que la Comisión Europea y el Gobierno han suscrito es claro cuando fija para finales de 2022 la “entrada en vigor del ajuste del periodo de cómputo, alargándolo para el cálculo de la pensión de jubilación”, según puede leerse -en inglés- en el documento divulgado este miércoles. El mismo texto recoge la promesa de aumentar las bases máximas de cotización y, progresivamente, las pensiones máximas.

El contrato firmado entre Bruselas y Madrid es un documento que la Comisión suele firmar con los estados miembros cada vez que entrega fondos. En ellos figuran de forma muy detallada y esquemática los compromisos de las dos partes y su cumplimiento es necesario para que vaya llegando el dinero. En este caso son los casi 70.000 millones de euros en subvenciones, es decir, recursos a fondo perdido, para recuperarse el golpe que ha supuesto para la economía la pandemia del coronavirus. Normalmente estos documentos no se hacen públicos, pero en esta ocasión el Ejecutivo que dirige Ursula von der Leyen tenía especial interés en que saliera a la luz, así que este miércoles por la tarde han divulgado el documento de 346 páginas. En él figuran todas las reformas a las que se compromete España y sus plazos, entre ellas las tres más importantes: la laboral, la de pensiones y la fiscal.

La opción de aumentar el periodo de cómputo de las pensiones es una opción que la Seguridad Social ha barajado desde el principio, aunque esto provocó un importante choque entre el PSOE y Unidas Podemos, las formaciones que integran el Ejecutivo. En los borradores que manejó el departamento que dirige José Luis Escrivá se detalló la posibilidad de aumentar de 25 años a 35 años el periodo de cómputo de las pensiones. Esto supondría darle continuidad a la reforma de pensiones de 2011 (Governo Rajoy), una medida que la Autoridad Fiscal (Airef) española siempre ha propuesto, ya cuando la dirigía el actual ministro Escrivá. Según esa reforma, el número de años que se toman para calcular la pensión de los nuevos jubilados iba subiendo paulatinamente de los últimos 15 años cotizados por el trabajador a los últimos 25 entre 2013 y 2022. Precisamente lo pactado con Bruselas supondría no detener el contador el año que viene y continuar incrementándolo en 2023, aunque no concreta una cifra.

Aumentar el periodo de cómputo de las pensiones se traduce para la mayoría de trabajadores en una rebaja de la pensión que tendrían al jubilarse. De hecho, en esos borradores que preparó la Seguridad Social en diciembre de 2020 se cifraba en una rebaja media entre el 4,5% y el 3,9% el impacto de esta medida en la reforma de 2011 y calculaba que si se llegara hasta los 35 años la reducción sería del 6,3%. Hay que tener en cuenta que estos números se elaboran sobre supuestos teóricos con uno solo de los parámetros que se utilizan para calcular la pensión, si, por ejemplo, aumenta el sueldo ya cambia el impacto. También se debe destacar que una medida así favorece bastante a quienes pierden su empleo en los últimos años de su vida laboral y no vuelven a encontrar uno, un colectivo que cada vez crece más en el mercado laboral español, especialmente tras los ajustes de plantilla de la crisis anterior.» (El País)


A pergunta que se impõe

 E que tal pagarem melhor ?

(Público)

08 novembro 2021

Seria bom vento

Espana es diferente


«Esta semana, com Portugal ainda na ressaca do chumbo do Orçamento do Governo PS pelos antigos “parceiros”, Bloco de Esquerda e PCP, o Governo espanhol chegou a um acordo de princípio sobre a reversão da reforma laboral.

Apesar de estar inscrito no acordo entre PSOE e Unidas Podemos, que saiu das eleições de 2019, o processo foi duro e teve vários episódios de confronto dentro da coligação. Mas chegou-se, enfim, a um acordo de princípio: a revogação das medidas inscritas pelo Governo de Mariano Rajoy em 2012, uma legislação que foi introduzida mais ou menos em simultâneo com as medidas das leis laborais que em Portugal chegaram com a troika – e que até hoje não foi possível revogar na sua totalidade. 

Se está a ser possível um acordo em Espanha, porque é que em Portugal as divergências em torno das leis laborais acabaram por contribuir para a queda do Governo? (...)

Mas também porque em Espanha estão em causa normas introduzidas por um Governo de direita, enquanto em Portugal, para além das medidas introduzidas no Governo de Passos Coelho, uma parte do que o PCP e Bloco de Esquerda querem revogar também é de autoria socialista – nomeadamente o fim da caducidade da contratação colectiva, que, apesar de ter sido criada no Governo de Durão Barroso, acabou por ser adoptada por executivos do PS.» («Público»)

06 novembro 2021

Farroncas

 Que apressado que ele está

Ainda o decreto de marcação das eleições não foi publicado e já Marcelo, através do seu porta-voz «Expresso», vem ditar condições para a formação do governo que sair das eleições de 30 de Janeiro. É possível que o «trauma» do chumbo do Orçamento leve muitos cidadãos a achar razoável esta condição posta pelo PR. Mas a verdade é que ela pouco mais poderá ser do que uma pressão para que assim seja. Na verdade, se o partido mais votado e encarregado de formar governo não quiser tal acordo ou verificar que ele não é possível, o PR pouco poderá fazer. A não ser que passe a bola (inutilmente) para o segundfo mais votado ou deixe o actual governo até novas eleições passados seis meses.

02 novembro 2021

Eles voltarão sempre à carga

 

Senhores da direita,
tomem nota s.f.f.

Expresso online

31 outubro 2021

28 outubro 2021

Declaração para a acta

 Não, não reescrevo a história

Em editorial no «Público» de hoje, Manuel Carvalho vem dizer-nos que a dita «geringonça» se resumiu a uma « permanente transacção dos interesses do país em favor dos dogmas partidários ».

Face a esta grosseira falsificação e horrenda caricatura, talvez seja tempo de declarar para a acta que, ao contrário do que estão fazendo também algumas pessoas da esquerda consequente, não é hora de deitar fora o menino com a água do banho nem de reescrever a história.

Porque a verdade é que, independentemente do que cada um pensar do desfecho recente, a chamada «geringonça»(*), com os limites que já estavam assumidos no momento do seu nascimento, rectificou e anulou dezenas de medidas agressivas e orientações estuporadas impostas alegremente pelo governo PSD-CDS que tinham causado profundos sacrifícios e sofrimentos â maioria dos portugueses e deu importantes passos no sentido de lhes devolver respeito e esperança.

Que Manuel Carvalho desvalorize tudo isso e só veja nisso uma «permanente transacção dos interesses do país em favor dos dogmas partidários» é coisa que não pode causar espanto. Bem vistas as coisas, sempre houve aqueles cujo olhar e pensamento ficam sempre gostosamente prisioneiros do seu próprio estatuto social e padrão de vida.

(*) É inútil e absurdo pedir à «geringonça» o que ela não podia dar. A «geringonça» não foi uma coligação nem sequer um acordo de incidência parlamentar. Assentou sim num conjunto de posições comuns que nem sequer obrigavam a um voto favorável nos orçamentos. E nunca compreendi a exigência e interesse de alguns na celebração de acordos escritos em 2o19 porque nessa altura já não existiam graus de convergência que lhe pudessem dar base.

O tempo volta para trás

 Passos Coelho já regressou
 mas agora vestido de Paulo Rangel

Paulo Rangel na «Grande Entrevista» da RTP/3 que procurou transformar num glorioso tempo de antena da sua candidatura no PSD:
« Pedro Passos Coelho (...)
foi alguém que [como primeiro-
ministro] serviu Portugal
de forma extraordinária»

26 outubro 2021

Não são só os impostos

A outra actualidade

Para que também se saiba
 quando se enche o depósito

23 outubro 2021

Os portugueses têm memória

 Era só o que nos faltava


Sim, era só o que nos faltava vir o antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do governo Passos/Portas vir dar sentenças sobre «prosperidade». Ainda se fosse sobre o «enorme aumento de impostos» de Vítor Gaspar e Paulo Núncio a gente admitia bem.

20 outubro 2021

Só 15 %

Viagem ao país real

Expresso online

 

18 outubro 2021

Colóquios

 Os 100 anos da
 Seara Nova no Aljube


às 17 horas

19 de Outubro de 2021, República e Resistência –
 com Luís Farinha e Levy Baptista

20 de Outubro de 2021, Seara Nova: Liberdade e Democracia – 
com Luís Andrade e Cecília Honório

21 de Outubro de 2021, Seareiros no Aljube –
com Fernando Correia e Alfredo Caldeira

17 outubro 2021

15 outubro 2021

Medida da PAF revogada

 Ainda bem.

«Os socialistas viabilizaram nesta sexta-feira, ao fim da manhã, os projectos de lei dos comunistas e dos bloquistas que repõem os valores pagos pelo trabalho suplementar prestado em dia útil ou em dia de descanso (incluindo nos feriados).

O PS absteve-se, assim como o PSD, o Chega e a IL. Só o CDS votou contra. Os restantes partidos e deputadas não-inscritas votaram a favor. Os sociais-democratas, que tradicionalmente têm votado contra as propostas dos partidos mais à esquerda de revogação destas normas, anunciaram a entrega de uma declaração de voto. uma declaraç

A surpresa acabou por ser, afinal, a posição do PSD, que deverá ser explicada na declaração de voto escrita que a bancada tem agora três dias para entregar. É que o corte no pagamento do trabalho extraordinário, no trabalho suplementar e no trabalho em dias de feriado foi introduzido pelo Governo PSD/CDS em 2012.» (Público) 

Nota: o diploma baixou para discussão na especialidade pelo que ainda não é certa a sua configuração final.

12 outubro 2021

Ainda não se habituaram

 Passaram seis anos
 mas continua a doer-lhes

Num editorial de comentário ao Orçamento, sentencia Manuel Carvalho no «Público» de hoje que «Um Governo sustentado pela esquerda suspeitosa da riqueza criada pela iniciativa privada não pode ir além de um Orçamento feito de cuidados paliativos».

Deixando de lado as fórmulas envenenadas (tipo «esquerda suspeitosa da riqueza criada pela iniciativa privada»),o que a frase de Manuel Carvalho desvenda é mais uma vez que o que ele e a direita continuam a não tolerar o que se passou na noite de 4 de Outubro de 2015 quando, contra as pretensões passistas e o conformismo do PS, o PCP declarou que o PS só não governaria se não quisesse. Por outras palavras, o que este pessoal continua a ter atravessado na garganta é que se tenha criado uma situação política em que PCP, BE e Verdes têm algum peso nas decisões e orientações de política nacional. Já era tempo de se habituarem.

09 outubro 2021

Falta de vergonha

 Cavaquices

Por muitas críticas que se façam ao PS e ao seu Governo, é bom afirmar que a autoridade da múmia é nula. Afinal, em todo o tempo da troika, ele nunca vislumbrou o dramático empobrecimento geral que então se verificou.

08 outubro 2021

Truques dispensáveis

 De o% para 0,9%
 em poucos dias

Num dia a ministra da Administração Pública anuncia que não haverá aumentos salariais para a função pública. Três dias depois o Governo anunciaque haverá um aumenro de 0,9%. Forçoso é concluir que o primeiro anúncio se destinou simplesmente a que o segundo anúncio gerasse comentários do género «afinal sempe há qualquer coisinha ». Bem se dispensavam estes truques quesão basante coxos face ao facto indiscutível de que a função pública tem em cima de si 11 anos de perda de poder de compra.

05 outubro 2021

Más notícias só depois dos votos

 Costa já o sabia mas
disso não falou durante
a campanha eleitoral
 para as autarquias

TSF