30 junho 2016

Cada cavadela, minhoca

E depois queixam-se !



«L'avis des parlements nationaux ? Jean-Claude Juncker n'en a cure. Le président de la Commission européenne a en effet décidé ce mercredi 29 juin de passer outre la consultation des représentations nationales pour conclure le traité de libre échange entre l'Union européenne et le Canda, le Comprehensive Economic Trade Agreement.
Cousin du fameux Tafta (l'accord UE-Etats-Unis en cours de pourparlers), ce "Ceta" est en négociation depuis septembre 2014. Mais pour que les Etats membres aient leur mot à dire dans sa conclusion, il aurait fallu que ce dernier soit considéré comme "mixte". La Commission européenne et le Conseil avaient jusqu'au 5 juillet pour se prononcer sur son statut. Or, on Bruxelles cherchait le moyen d'en finir le plus vite possible. Finalement, Jean-Claude Juncker a décidé de trancher dès ce mercredi, lors d'une conférence de presse : 
"J'ai dit clairement hier que la Commission est arrivée à la conclusion, en raison d'une analyse juridique, que ce n'est pas un accord mixte."
En considérant ainsi que le Ceta est un accord non-mixte, c'est la compétence exclusive de l'Union européenne qui joue. L'institution peut donc se passer de l'avis des parlements nationaux et même de l'unanimité des Etats membres au Conseil !

Entretenir ce qui a provoqué le Brexit

Une décision qui, dans une UE déjà éprouvée par le Brexit, sonne comme un défi aux nations européennes. Le 13 mai dernier, les 28 Etat membres de l'UE avaient en effet insisté pour que ce traité entre en vigueur seulement après un feu vert des parlements nationaux. "L'accord que nous avons conclu avec le Canada est le meilleur accord commercial que l'UE ait jamais conclu", argue le cavalier seul. Et ce, malgré la défiance montrée par les parlements de Wallonie, du Pays-Bas et du Luxembourg,  demandant à leur gouvernement de ne pas adopter le Ceta.
L'objectif, pour la Commission, est de signer cet accord fin octobre lors d'un sommet à Bruxelles avec le Premier ministre canadien, Justin Trudeau, pour une entrée en vigueur prévue en 2017.  Et le Brexit ne semble vraiment pas avoir douché l'ardeur du tout-puissant Juncker, qui a par ailleurs annoncé cette semaine avoir prévu de , par une amende et une suspension temporaire des fonds structurels européens, pour non-respect du Pacte de stabilité.»
Aqui em Marianne

26 junho 2016

Foguetes precipitados à parte

Espanha: a crua 
verdade dos números

Poupando-vos trabalho, é assim por comparação com Dezembro de 2005: o PP sobre  4,3 pontos percentuais, o PSOE sobe 0,67 p.p., a Unidos Podemos obtem  21,11 % (o que está longe da soma da Esquerda Unida com o Podemos em Dez. de 2015) e o Ciudadanos desce 0,89 pontos. Salvo melhor opinião, as dificuldades de soluções governativas claras ou estáveis mantém-se. Mas o bipartidismo foi mesmo à vida.

P.S.: Pedro Sanchez, líder do PSOE, declarou esta noite que «
El PSOE ha logrado mantener su condición de partido hegemónico de la izquierda». Eu não sabia que ter mais 1,5 pontos que Unidos Podemos chegava para sustentar essa pretensão de "partido hegemónico da esquerda".

Dezembro de 2015

24 junho 2016

Os fundadores e os verbos de encher

Estão de cabeça
perdida ou quê ?


«Uma outra reunião de contornos mais inexplicáveis está igualmente agendada para o dia 25, em Berlim com os ministros dos Negócios Estrangeiros dos seis países fundadores, de acordo com informações recolhidas pela Reuters em Bruxelas.» (Teresa de Sousa, no Público online)

A UE não se pode queixar

E já está !



e agora o supremo mau gosto 
 de brincar com coisas muitíssimo sérias:

Keep calm :
o túnel da Mancha não vai ser inundado !

23 junho 2016

A vergonha Tsipras

Muitos concedemos
generosamente que tinha
sido forçado a ajoelhar, agora
sabemos que é mesmo lambe-botas


Em 2014, com Martin Schulz e Juncker, Tsipras montaram a farsa de transformar as eleições para o Parlamento Euroipeu numa espécie de eleição indirecta do Presidente da Comissão Europeia.


A sempre gloriosa RTP

O TINA (There Is No
Alternative)
em telejornal




20 junho 2016

E eles a tratarem-nos por tontinhos


«A deputada socialista Gabriela Canavilhas fez ontem um “desabafo” (a palavra é sua) no Twitter acusando este jornal de publicar “factos falsos” sobre a manifestação deste sábado a favor da escola pública, e apelando – de forma populista – ao despedimento da autora da notícia, a jornalista Clara Viana.
Não sabemos se a ideia foi de Canavilhas, mas ao longo do dia recebemos também cartas de leitores – quase milimetricamente iguais – indignados com essa mesma notícia e criticando, na essência, dois factos. 1) termos escrito que, segundo a PSP, estiveram na manifestação da Fenprof 15 mil e não as 80 mil pessoas calculadas pelo sindicato; 2) e que Catarina Martins e Jerónimo de Sousa tinham estado no palco ao lado de Mário Nogueira, Ana Benavente, Arménio Carlos e Helena Roseta.
Sobre os políticos, cometemos de facto um erro, já corrigido. Os líderes do BE e do PCP estiveram em frente ao palco – como todos vimos na televisão – mas não em cima do palco.
Sobre a primeira questão – a que de facto irritou Canavilhas – algumas considerações. O PÚBLICO citou dois números: o da organização (80 mil) e o da PSP (15 mil). Alguns jornais, é verdade, citaram apenas a Fenprof. Canavilhas terá preferido essas notícias. A deputada escreve como se a sua opinião fosse um facto científico inquestionável e não soubéssemos todos que a guerra dos números é sempre controversa e de natureza política.
Mesmo métodos mais rigorosos do que a contagem “a olho” suscitam polémica. Sobretudo porque, em regra, calculam muito abaixo dos números anunciados por quem organiza. Quem organiza tem paixão. Quem é parte desinteressada é à partida mais distante e imparcial. Canavilhas deve conhecer Clark McPhail, que se inspirou em Herbert Jacobs, que também muito influenciou Steven Doig – três fanáticos das contagens de multidões. Nos anos 1990, depois de uma guerra que chegou aos tribunais, o Congresso dos EUA proibiu até a polícia de tornar públicas as suas estimativas da dimensão de manifestações.
Espanta por tudo isto que uma deputada que foi ministra da Cultura caia nesta velha ratoeira. A próxima vez que Canavilhas quiser acusar o PÚBLICO de publicar “factos falsos” deverá fazer melhor o seu trabalho de casa.»

Tudo visto, o que tenho para oferecer aos autos, em curto, é o seguinte: 

1. O «Público» achou que as palavras (parcialmente insensatas e condenáveis) de G. Canavilhas eram uma oportunidade de ouro para fazer esquecer todas as críticas documentadas e sustentadas que lhe tem sido dirigidas por causa da sua parcialidade nesta matéria dos contratos de associação com os colégios privados.

2. Com efeito, trata-se no fundo de soprar na palha (Canavilhas) para esconder o grão, ou seja designadamente a ostensiva diversidade de tratamento gráfico e de destaques dados pelo jornal às posições favoráveis às pretensões e iniciativas dos colégios privados e às posições e iniciativas dos que se lhes opuseram. (exemplo; manchete dada a uma alegada posição do Tribunal de Contas favorável aos colégios (dada ao «Público» pelos colégios) com o desmentido do TC remetido para uma página interior no dia seguinte).

3. O mesmo «Público» que agora quis colocar os seus leitores perante o aflitivo dilema dos 80 mil dos organizadores ou os 15 mil da «polícia» e que, neste comunicado, salienta que a contagem de manifestantes suscita sempre polémica,  já aquando da manifestação dos colégios privados assumiu como bons e incontroversos os números fornecidos pelos organizadores e não colocou nenhum dilema numérico aos seus leitores. E, hoje mesmo, na peça da sua página 17, há uma legenda de fotografia que volta à vaca fria e onde se pode ler : «Manifestação foi convocada no mesmo dia em que os colégios levaram à rua cerca de 40 mil»

4. A caminho do fim, importa sublinhar que o Público ao reconhecer que cometeu um erro ao «colocar» no palco Jerónimo de Sousa e Catarina Martins procura passar por um assunto deontologicamente gravíssimo como cão por vinha vindimada ( e aqui Canavilhas esteve muito bem).. Na verdade, não chega reconhecer o erro. Importa que seja explicado como aconteceu um erro desta natureza numa reportagem assinada por uma jornalista, sendo suposto que tenha estado lá (ou não ?).

5. Concedo que a direcção editorial do «Público» possa não ter de fazer nenhum trabalho de casa. Mas que um trabalho de sério exame de consciência lhe faria bem, lá isso faria.


19 junho 2016

Para o seu domingo

Voltando sempre
a Lhasa de Sela (1972-1010)

E quanto a estes (DN) ...

... não lhes sobra um
pingo de dignidade na cara ?

capa do DN de hoje
(zero absoluto sobre
 manifestação pela escola pública)

capa do DN de 30 de Maio

Dizem que é um «jornal de referência»

Quando tudo consegue
ser ainda pior que as previsões


A minha previsão era que o Público de hoje teria um pretexto para, na sua primeira página, desvalorizar a manifestação em defesa da escola pública que encheu de alta a baixo e em contínuo toda a Avenida da Liberdade. Nem mais nem menos, e qualquer que fosse o resultado, o jogo Portugal-Áustria. Aconteceu, porém, que falhei a previsão. A referência ao jogo é espantosamente discreta mas a manifestação  não ganhou nada com isso pois na chamada apenas se lê que «A escola pública ensina que ser «diferente é bom» . Foram 80 mil ou 15 mil à áginaanifestação da Fenprof ? p26». E, na mesma página 17 da edição impressa onde se volta a repetir este horripilante dilema entre os 80 mil ou os 15 mil, já há porém uma legenda de fotografia que reza o seguinte: «Manifestação foi convocada no mesmo dia em que os colégios levaram à rua cerca de 40 mil».


E pronto, não quero dizer mais nada, a não ser recordar como foi a capa do Público no dia a seguir à manifestação amarela.


13 junho 2016

É uma chatice....

... quando os destaques
querem meter o Rossio
na Rua da Betesga


Destaque na 1ª página do DN de hoje

Como a Guerra Civil de Espanha de Espanha começou mais exactamente com o levantamento militar franquista em 17-18 de Julho de 1936, sempre é um consolo ir às págs. 20 e 21 do DN de hoje (essencialmente dedicadas a uma entrevista com o director do Instituto Cervantes em Lisboa) e ler que «Neste Verão, assinalam-se os 80 anos do início da Guerra civil Espanhola». E ainda que o director do Instituto Cervantes fale do «confronto fascismo-comunismo», a verdade é que ele também fala de muitos outros e eu, em termos de chamada de primeira página, acharia bem mais correspondente à verdade histórica que se falasse de «confronto entre fascistas e forças leais à República»

07 junho 2016

Há 33 anos

Depois de PS e APU
terem somado 54,18% dos votos


Público de hoje

E agora, especialmente dedicado às centenas, de direita e de esquerda, que, antes e depois de 4 de Outubro, andaram a  sentenciar que o PCP sempre se mostrou indisponível para acordos de incidência governativa com o PS. estas palavras de Álvaro Cunhal na sessão de encerramento do IX Congresso do PCP realizado em 15, 16, 17 e 18 de Dezembro de 1983, no Barreiro, sete meses depois da formação deste malfadado governo:

«O nosso X Congresso pôs em evidência que o PCP não só está pronto a examinar a viabilização constitucional, política e social de um Governo Democrático de Salvação Nacional como está plenamente preparado para assumir as suas responsabilidades numa solução democrática e para dar uma contribuição decisiva para a saída da crise e a solução dos graves problemas nacionais».
  

04 junho 2016

Muhammad Ali

Na morte de uma lenda


Muhammad Ali fica para a história não só como pugilista, mas como um homem que se recusou a seguir as convenções dentro e fora do ringue e um defensor dos direitos dos negros. Campeão olímpico em 1960 , Muhammad atirou a medalha de ouro no rio Ohio porque recusaram servir-lhe num restaurante por ser negro. «Eu sei que tive sucesso enquanto os negros estão num inferno. Mas enquanto eles não forem livres eu não sou livre», afirmou ainda. Manteve o título de campeão do mundo até 1967, altura em que foi afastado por se recusar a participar a integrar o exército norte-americano e opôs-se com veemência à guerra do Vietname. Apesar de escapar à prisão, acabou por ser afastado dos ringues durante três anos. «Vietcong nenhum me chama de “nigger” (termo pejorativo comumente usado pelos racistas americanos)», disse na altura Muhammad Ali.

P. S. Em The New Yorker ; One last thing: at the Greek Theatre in Berkeley tonight, Paul Simon was singing “The Boxer.” Pausing before the final verse, he told the audience, “I’m sorry to tell you this, but Muhammad Ali just passed away.”

Porque hoje é sábado ( )

Aida Samb

A sugestão musical desta sábado destaca
 a cantora senegalesa
Aida Samb.




Para nunca mais esquecer

Cinco palavras que dizem
tudo sobre o projecto europeu


«Dans un entretien à la chaîne Public Sénat cette semaine, Jean- Claude Juncker  expliqué qu'il ne cessait de donner des dérogations à la France en matière budgétaire "parce que c'est la France" et "qu'on ne peut pas appliquer le pacte de stabilité de façon aveugle".