30 janeiro 2015

Não sou professor e também não entendi

Por uma vez de acordo 
com Vasco Pulido Valente


(...)
De qualquer maneira, a pergunta da PACC em que os professores mais falharam acabou por ser a seguinte: “O seleccionador nacional convocou 17 jogadores para o próximo jogo de futebol(para que seria?). Destes 17 jogadores, 6 ficarão no banco como suplentes. Supondo que o seleccionador pode escolher os seis suplentes sem qualquer critério que restrinja a sua escolha, poderemos afirmar que o número de grupos diferentes de jogadores suplentes (é inferior, superior ou igual) ao número de grupos diferentes de jogadores efectivos.” Excepto se a palavra “grupo” designar um conceito matemático universalmente conhecido, a pergunta não faz sentido. Grupos de quê? De jogadores de ataque, de médios, de defesas? Grupos dos que jogam no estrangeiro e dos que, por acaso, jogam aqui? Não se sabe e não existe maneira de descobrir ou de responder. O dr. Crato perdeu a cabeça.
(...)
Uma pessoa pasma como indivíduos com tão pouca educação e tão pouca inteligência se atrevem a “avaliar” alguém.»

26 janeiro 2015

70 anos sobre a derrota do nazi-fascismo

O que aí vem ou como
 andámos enganados durante 70 anos


Chamada na 1ª página do i de 24 de Janeiro
Parece pois que, depois de 70 anos de manipulações fotográficas, afinal a real bandeira hasteada no topo do Reichstag era esta e não a outra que sempre vimos.

E parece também que estes soldados que libertaram Auschwitz a 27 de Janeiro de 1945 afinal eram britânicos e não soviéticos.

Grécia- 25 de Janeiro

Uma imensa e poderosa
vontade de mudança



... uma tremenda bofetada popular nas pressões e ameaças da UE, uma grande afirmação de dignidade nacional e um enorme movimento de esperança que só a continuação da luta poderá fazer respeitar.

É obra !

2000 números
de El País Semanal




24 janeiro 2015

Porque hoje é sábado (516)

Kendra Foster

A sugestão musical deste sábado é
dedicada à cantora norte-americana
Kendra Foster


Combatendo a parvoíce

Haja tino, se faz favor



«Com intenções de voto semelhantes aparece o Partido Comunista (KKE), que, apesar de partilhar algumas ideias com o Syriza, sempre recusou alianças e mantém-se sozinho. Há uma certa rivalidade entre os dois e, nesta campanha, o KKE marcou o comício de encerramento precisamente para o mesmo dia que o do Syriza

É assim  que termina uma peça ontem no Público da autoria da sua enviada especial à Grécia. É claro que os jornalistas, não nas notícias, mas em colunas de opinião são livres de gostarem do Syriza e não gostar do KKE ou vice-versa, o  que não vale é obrigarem-me a mim a explicar-lhes que, em toda a parte e em campanhas eleitorais, o último e o penúltimo dias são mesmo o último e o penúltimo dias e que em Portugal somam dezenas as campanhas eleitorais em que os principais partidos marcaram comícios de encerramento para o mesmo dia de outros. 

23 janeiro 2015

Exposição na New York University’s Grey Art Gallery

Arte «vermelha»
nos EUA dos anos 30

A pamphlet titled “American Artists
of the John Reed Club” (1931).
 
 
Aqui os pontos de vista
de um crítico de
The New Yorker


ver obras selecionadas aqui

no sítio do museu

19 janeiro 2015

Eu, pregador no deserto, me confesso

Importam-se de perceber finalmente
que isto não se decide apenas a três ?




Tal como de há muito acontece sistemáticamente e sistematicamente venho denunciando, quer o texto do Expresso sobre a sua sondagem quer o editorial do Público de hoje voltam a tratar as previsões eleitorais para legislativas como se o destino destas se decidisse apenas entre os resultados de PS de um lado e do PSD e CDS, somados ou coligados, de outro.

É claro que não tenho nenhuma esperança que este pessoal alguma vez entenda que, estando em causa a necessidade ao menos aritmética de uma maioria absoluta de deputados, se devia meter pelos olhos a dentro que isto não se decide apenas entre os três do costume.

É é claro que não tenho nenhuma esperança que algum dia esta gente reconheça que, mesmo que PSD e CDS. somados ou coligados ( e repito que estão com os piores valores de quase toda  a sua história eleitoral), ficassem à frente do PS, isso podia não lhe servir de nada pois um seu governo de minoria não resistiria a uma moção de rejeição do seu programa, a não ser claro que o PS a não votasse.


É bom lembrar

Critério dos salários é curto


Não é que estes dados só por si, já não digam muito mas, perante eles, convém lembrar que o que verdadeiramente dá a medida da situação criada aos trabalhadores portugueses não são apenas a queda nos salários mas sim a queda do rendimento disponível como resultado designadamente dos agravamentos fiscais.

18 janeiro 2015

O belo e o justo que duram, duram e duram




Poster for League for Industrial Democracy, designed by Anita Willcox
during the Great Depression, showing solidarity with struggles
of workers and poor in America


a ler aqui

Pete Seeger aqui

Letra de Solidarity for Ever

When the union's inspiration through the workers' blood shall run
There can be no power greater anywhere beneath the sun
Yet what force on earth is weaker than the feeble strength of one
For the Union makes us strong

Chorus
Solidarity forever, solidarity forever
Solidarity forever
For the Union makes us strong

Is there aught we hold in common with the greedy parasite 
Who would lash us into serfdom and would crush us with his might?  
Is there anything left to us but to organize and fight?  
For the union makes us strong

It is we who ploughed the prairies, built the cities where they trade
Dug the mines and built the workshops, endless miles of railroad laid
Now we stand outcast and starving 'mid the wonders we have made
But the union makes us strong 

All the world  that's owned by idle drones is ours and ours alone 
We have laid the wide foundations, built it skyward stone by stone 
It is ours, not to slave in, but to master and to own  
While the union makes us strong

They have taken untold millions that they never toiled to earn
But without our brain and muscle not a single wheel can turn
We can break their haughty power gain our freedom when we learn
That the Union makes us strong

 In our hands is placed a power greater than their hoarded gold
Greater than the might of armies magnified a thousandfold
We can bring to birth a new world from the ashes of the old
For the Union makes us strong



17 janeiro 2015

Porque hoje é sábado (514)

Courtney Barnett

Por sugestão colhida no último Ipsilon,
a proposta musical deste sábado vai
para a cantora australiana Courtney Barnett.

Acontece muitas vezes

Quando os blogues são mais
rápidos que a imprensa nacional



O Público dedica hoje duas interessantes páginas a este tema onde se pode ler designadamente isto:


A realidade é real?

No próprio dia da “manifestação republicana”, as imagens do grupo de líderes políticos que acompanharam o Presidente François Hollande começaram a dar polémica. Sobretudo, quando o jornal Le Monde divulgou uma fotografia (sem autoria atribuída e captada de um ponto elevado), pouco antes do início da marcha, onde o triângulo de políticos e seguranças se mostra separado do resto dos manifestantes.
Apesar de muitos comentários admitirem que essa separação se impunha por razões de segurança, outros criticaram a falta de coragem dos políticos de estarem lado a lado com as centenas de milhares de pessoas que encheram as ruas à volta da Praça da República. Mas o grosso das críticas dirigiu-se aos autores das imagens e à forma como foram captadas e divulgadas. Choveram acusações de “manipulação”, “mentira”, “maquilhagem da realidade”, “hipocrisia” e, para além de “enganados”, houve quem se sentisse “ofendido”. É que a esmagadora maioria das imagens (fotográficas e videográficas) que correram mundo imediatamente a seguir ao início da manifestação (e as que vieram estampadas nos jornais do dia a seguir) davam a entender que era este grupo de cerca de 50 líderes políticos que encabeçava a gigantesca marcha de Paris. Na verdade, aqueles que se juntaram a Hollande na capital francesa marcharam numa rua inacessível ao resto dos manifestantes e nunca se cruzaram directamente com eles (segundo o Le Monde estiveram na Place Léon Blum, que fica a quase dois quilómetros da Praça da República).

E, pronto,agora é só tempo de lembrar que alguns blogues, como primeiro o «manifesto 74» e depois esta modesta chafarica já haviam tratado do assunto

No passado dia 13

Homenagem
a Charlie Haden




para ler aqui