30 novembro 2014

Atitudes desinteressadas

Se é o mesmo,
então aqui há gato


No passado dia 22, um artigo no Público de São José Almeida incluia entre « entre os promotores da “candidatura cidadã” do Livre» o nome de Pedro Bacelar de Vasconcelos. Por notícia de hoje também no Público, fico a saber que o novo Secretariado do PS inclui um Pedro Bacelar de Vasconcelos. Se é o mesmo, então branco é, galinha o põe.

29 novembro 2014

Algo não estará bem

Gostos não se discutem

Por uma questão de franqueza, e tudo sem me afastar um milímetro da minha posição de não ter nenhuma opinião sobre a inocência ou culpabilidade da pessoa, confesso que não fui comprar o Expresso só para conhecer o contexto ou a sofisticada reflexão filosófica que poderão estar por detrás desta afirmação atribuída em manchete pelo Expresso a José Sócrates. Apenas quero, do baixo da minha insignificânte experiência (20 dias de prisão em Caxias), testemunhar que a sensação patente de privação de liberdade é coisa que se sente logo no primeiro dia de prisão.

PORQUE HOJE É SÁBADO (506)

Grouper/Liz Harris


A sugestão musical deste sábado destaca
 a cantora norte-america
Liz Harris,
agora actuando sob o nome de Grouper,
e o seu novo aálbum
Ruins.




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28 novembro 2014

Belo acontecimento

E viva o cante alentejano !


«Como cantava José Afonso em 
Grândola Vila Morena, tema que, não partindo do reportório popular, acabou por integrar o cancioneiro destes grupos corais – mercê de respeitar as regras líricas e melódicas do cante e exibir até o som dos passos sobre a gravilha do estúdio francês de Hérouville –, no cante é o povo quem mais ordena. E o povo tem muitas caras, tem muitas vozes.» Gonçalo Frota, hoje no Público

... e o sempre notável Luís Afonso





Nunca vi um alentejano a cantar sozinho com egoismo de fonte.

Quando sente voos na garganta,
desce ao caminho
da solidão do seu monte,
e canta
em coro com a familia do vizinho.

Não me parece pois necessária outra razão
-ou desejo
de arracar o sol do chão-
para explicar
a reforma agrária
do Alentejo.

É apenas uma certa maneira de cantar.


Circunstâncias, IV
José Gomes Ferreira

Grave esquecimento do PR

    ... e tem um Presidente
    vendilhão e gágá!


    «À hora do almoço, já no Dubai, Cavaco Silva fez um discurso semelhante, vendendo Portugal como uma espécie de país das mil maravilhas: tem sol, tem mulheres bonitas, diz o Presidente, tem cavalos e também tem aviões.»
      SIC Notícias (na peça aos 37 segundos)

      (descoberto via Teresa Dias Coelho no Facebook)

24 novembro 2014

Marcha nacional da CGTP

É já amanhã


em Lisboa, às 10 horas,do
Campo das Cebolas  para a
Assembleia da Rerpública

Em «L'Humanité»

Entrevista com Susan George

"Notre appel Stop au Tafta a été signé par 750 000 personnes. Des millions d'Européens doivent s'élever contre ce traité" - See more at: http://www.humanite.fr/susan-george-le-pouvoir-des-transnationales-illegitime-et-non-elu-veut-en-finir-avec-la-democratie#sthash.qh9gQRWV.dpuf
"Notre appel Stop au Tafta a été signé par 750 000 personnes. Des millions d'Européens doivent s'élever contre ce traité" - See more at: http://www.humanite.fr/susan-george-le-pouvoir-des-transnationales-illegitime-et-non-elu-veut-en-finir-avec-la-democratie#sthash.qh9gQRWV.dpuf
"Notre appel Stop au Tafta a été signé par 750 000 personnes. Des millions d'Européens doivent s'élever contre ce traité" - See more at: http://www.humanite.fr/susan-george-le-pouvoir-des-transnationales-illegitime-et-non-elu-veut-en-finir-avec-la-democratie#sthash.qh9gQRWV.dpuf
Susan George : « Le pouvoir des transnationales, illégitime et non élu, veut en finir avec la démocratie » - See more at: http://www.humanite.fr/susan-george-le-pouvoir-des-transnationales-illegitime-et-non-elu-veut-en-finir-avec-la-democratie#sthash.qh9gQRWV.dpuf
Susan George : « Le pouvoir des transnationales, illégitime et non élu, veut en finir avec la démocratie » - See more at: http://www.humanite.fr/susan-george-le-pouvoir-des-transnationales-illegitime-et-non-elu-veut-en-finir-avec-la-democratie#sthash.qh9gQRWV.dpuf
Susan George : « Le pouvoir des transnationales, illégitime et non élu, veut en finir avec la démocratie » - See more at: http://www.humanite.fr/susan-george-le-pouvoir-des-transnationales-illegitime-et-non-elu-veut-en-finir-avec-la-democratie#sthash.qh9gQRWV.dpuf
Susan George : « Le pouvoir des transnationales, illégitime et non élu, veut en finir avec la démocratie » - See more at: http://www.humanite.fr/susan-george-le-pouvoir-des-transnationales-illegitime-et-non-elu-veut-en-finir-avec-la-democratie#sthash.qh9gQRWV.dpuf
Susan George : « Le pouvoir des transnationales, illégitime et non élu, veut en finir avec la démocratie »

a ler aqui

23 novembro 2014

A pedido de várias famílias

Correio dos leitores


Dando nota de alguma correspondência recebida via e-mail, venho aqui dar conta do seguinte:

1. Vários leitores escreveram-me estranhando que os próprios e a imprensa c a uma candidatura que um dia será entregue nos tribunais pelo Partido Livre e que integrará candidatos independentes a chamem de «candidatura cidadã». A este respeito, é meu dever informar, embora o lamente, que os leitores não têm razão pois , como é fartamente sabido, as candidaturas dos outros partidos são escolhidas não por cidadãos mas por robots e são compostas não por cidadãos mas por extraterrestres.

2.Três leitores também escreveram a respeito de, sobre esta nova candidatura, a jornalista São José Almeida ter ontem escrito no Público que «esta proposta» é «liderada por  uma nova geração nascida depois do 25 de Abril». Aqui já posso informar que dos nomes mais em destaque só Ana Drago me parece ter nascido um ano após o 25 de Abril e que, se a jornalista queria antes dizer «politicamente nascida depois do 25 de Abril, então são as carradas os actuais membros da Comissão Política  do PCP e do Grupo Parlamentar do PCP que estão nessas condições.

Os dramas da imprensa

Quando a hora das
detenções não ajuda a imprensa


É, olha-se para as primeiras páginas dos jornais de hoje e tudo um dia depois parece especialmente velho. E assim volta aquele velho mistério que persegue alguns velhos aficionados da imprensa e que consiste em perceber porque é que, com tantas e tão espampanantes inovações tecnológicas, os jornais hoje fecham em regra mais cedo do que no tempo do chumbo.

Neste aspecto, honra seja feita ao Correio da Manhã que ontem foi o único onde se ouviu o célebre grito «Parem as máquinas !».

21 novembro 2014

Fazendo justiça

Palmas para este grande artista 




Temo bem que, corroído insanamente por uma desproporcionada sede de justiça ou vingança contra corruptos, ricos e poderoso, o país não seja capaz de prestar a devida homenagem a este sujeito com um ouvido tão afinado que consegue distinguir os toques de tantos telemóveis, que se deve ter dado ao trabalho de em cada um colocar uma etiqueta autocolante a identificar o chinês, o brasileiro, o libanês e tutti quanti e que não se importou de andar a deformar casacos, camisas e calças carregando oito-telemóveis-oito!

19 novembro 2014

Voltando à vaca fria

Que o absurdo maior não
perdoe o absurdo menor

Art. 78 da Lei n.º 11/2014
de 6 de março

Em artigo no Público de hoje, nos seus pontos 3. e 4., o Prof. Luís dos Reis Torgal dá dois expressivos exemplos do extraordinário e chocante absurdo do disposto na Lei 11/2014 que impede todos os tipos de reformados (incluindo da segurança social) de exercer funções ou prestarem serviços para entidades públicas mesmo à borla.
A este respeito, volto a insistir mais uma vez que se compreendo que seja maior a indignação com o disposto nesta lei mas também não me rendo na denúncia de que já era um absurdo o disposto em lei anterior que impedia uma pessoa, como eu e tantos outros, com uma longa carreira contributiva toda formada no sector privado, de auferir qualquer remuneração por serviços prestados a  entidades públicas, como se a naturalidade de o trabalho dever ser remunerado terminasse com a situação de reforma. A minha denúncia dessa violência injustificada  e da gravíssima concepção que está na sua origem, pode ser revisitada aqui .

18 novembro 2014

Vejam lá se me compreendem

Se outros se repetem sem cessar,
das duas uma: ou vou dar pão aos
pombos ou repito-me também !



Numa notícia no Público de hoje, pode ler-se o seguinte (sublinhado meu) : «Há quem veja o governo como um fim em si mesmo e quem veja o governo como um tabu a evitar». Foi a forma que [Rui] Tavares encontrou para revelar como olhava para o PS, por um lado, o PCP e o BE por outro».

Também no Público o por mim estimado José Vítor Malheiros, depois de umas bicadas equitativas ao CDS e PSD, ao PS e ao BE, acrescenta que «ninguém sabe se o PCP gostaria de participar no governo do país».

Estou farto e cansado de abordar este assunto e de combater estas formas de dizer e de pensar, não podendo deixar de lembrar que, em conexão com este tema, ainda continuo à espera que alguém dê finalmente o passo de responder a este meu repetidíssimo desafio.

Mesmo assim, porque hoje não quero infringir a postura municipal que proíbe a alimentação dos pombos, volto a insistir em termos breves :

1. Do 25 de Abril até hoje (para não ir mais atrás), sob diversas fórmulas ou com nuances temporais, nunca o PCP deixou de se referir à necessidade de «unidade» ou «convergência» das forças democráticas ( e em 1976 até fez campanha para a AR sob o slogan «por uma maioria de esquerda»). E, a este respeito, é bom lembrar duas coisas: a primeira é que, entre a revisão constitucional de 82 e a chegada de Jorge Sampaio a líder do PS, a direcção do PS esteve de relações cortadas com a direcção do PCP, recusando sempre qualquer encontro ainda que sem condições prévias ou ordem de trabalhos; a segunda é que, durante várias décadas, estas insistentes referências do PCP à  «unidade» ou «convergência» eram vistas e tratadas por outras forças políticas e pelos media como sendo parte integrante da insuportável «cassete»comunista.

2.aqui publiquei extractos de recentes  Programas Eleitorais do PCP que desmentem categoricamente que que a questão do governo seja um tabu para o PCP ou que este esteja acantonado em qualquer indisponibilidade para governar ou discutir soluções de governo). E já que muitos parecem não saber, lembro que, logo a seguir à queda do 1º governo de Mário Soares, se realizaram conversações públicas entre o PCP e o PS para precisamente discutir a política e uma solução de governo, o que, só por si, mostra que há um certo exagero sobre as chamadas «feridas de 1975»

3. Devia meter-se pelos a dentro que a questão não está nem nunca esteve na disponibilidade para governar ou considerar soluções de governo mas sim no «governar para quê», ou seja «governar com que política».

4. Ponto que sempre considero muito curioso (ou misterioso) é que que quase todas as pessoas que escrevem coisas como estas de Rui Tavares e José Vítor Malheiros. em certas conjunturas ou sobre certos assuntos, já disseram sobre o PS coisas bem mais cruéis e devastadoras do que eu.

E, tudo visto, como em pequenino caí no caldeirão da generosidade, só me resta adiantar uma explicação benévola para as opiniões que aqui referi: é que estas pessoas são ou devem ser muito novas e devem julgar  que o problema da alternativa política em Portugal,se não começou ontem, terá então começado anteontem.

17 novembro 2014

Só não percebe quem não quiser

«Diz-me com quem vais,
dir-te-ei para onde queres ir »





Ora, em Maio, para as
 europeias era assim:



(Uma passagem do discurso de Paulo Fidalgo referente a Edgar Correia no acto de assinatura deste acordo com o PS gerou um protesto no Facebook do seu filho mais novo].)

16 novembro 2014

Para o seu domingo

O novo álbum de Ani DiFranco



aqui
(sétimo artista a contar de cima)

Privatizações e Constituição

Voltando outra vez ao artigo
morto de morte matada


Artigo 80.º da Constituição
Princípios fundamentais
A organização económico-social assenta nos seguintes princípios:

a) Subordinação do poder económico ao poder político democrático;
b) Coexistência do sector público, do sector privado e do sector cooperativo e social de propriedade dos meios de produção;
c) Liberdade de iniciativa e de organização empresarial no âmbito de uma economia mista;
d) Propriedade pública dos recursos naturais e de meios de produção, de acordo com o interesse colectivo;
e) Planeamento democrático do desenvolvimento económico e social;
f) Protecção do sector cooperativo e social de propriedade dos meios de produção;
g) Participação das organizações representativas dos trabalhadores e das organizações representativas das actividades económicas na definição das principais medidas económicas e sociais.

Repare-se bem : a Constituição não diz que «pode assentar» , diz que «assenta», logo estamos já numa situação de clamorosa inconstitucionalidade por omissão ou revogação prática.

15 novembro 2014

Porque hoje é sábado (503)

Kenny Barron


A sugestão musical deste sábado
incide no pianista de jazz norte-americano
Kenny Barron
.






Os factos são uma chatice

De como desqualificar sem discutir

[Mapa muito útil para todos os que sempre omitem onde , por acidentes ainda que dramáticos da história, ficava geograficamente Berlim Ocidental, ou seja dentro de outro Estado distinto e soberano. É como se, durante o roubo pelos EUA do Texas ao México, este país tivesse conservado metade de Dallas. E aí talvez São José Almeida e outros sejam capazes de nos explicar o que é que hoje, avaliar pelos 1200 quilómetros de barreiras na fronteira México-EUA , cercaria essa parte mexicana de Dallas.]

No quadro de uma descabelada catilinária contra um comunicado recente do PCP, a jornalista São José Almeida, entre outros exemplos, perpetra hoje em artigo no Público uma citação e uma resposta (?) que são só por si uma espantosa ilustração do que não pode ser o debate político ou de ideias.

Afirma ela que


Repare-se bem: contra uma série de factos históricos, a jornalista apenas debita «só para que conste: Estaline esteve em Yalta e Postdam».

Francamente não percebi o alcance do seco comentário: sim, Estaline esteve lá mas será que isso para a jornalista retira valor político e jurídico aos compromissos então assumidos entre as potências vencedoras de 2ª Guerra Mundial ? (recorde-se que a afirmação do PCP foi a de que a criação da RFA era contra aqueles tratados).

E, para já, termino apenas servindo aqui as cronologias que até a Wikipédia formece mas que São José Almeida se recusa a confirmar ou a negar.




Vai ser um ver se te avias

Aguarda-se um impressionante
aumento da natalidade e do que lhe
dá origem nos casais já reformados
(e especialmente nas mulheres com
mais de 45 anos)



primeira página do Público hoje

14 novembro 2014

Post atrasado mas espero que útil

É assim o PR que temos !


Porque, excepção feita ao Avante !, julgo que nenhum jornal o disse, aqui venho lembrar que ainda há um ano, a troco de um acordo PSD-PS, a cavacal figura oferecia a realização de eleições em 2014, portanto um ano antes da data prevista.